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CICLO CARDÍACO

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CICLO CARDÍACO
É o intervalo de tempo de uma sístole até a próxima sístole.
https://escolakids.uol.com.br/ciencias/coracao.htm (fonte da imagem)
1. SÍSTOLE VENTRICULAR
1ª bulha cardíaca - auscultável – TUM.
Subfase isométrica sistólica
Contração isométrica é aquela em que a fibra permanece com o mesmo comprimento, mas o tônus das fibras ventriculares aumenta.
Aumenta a pressão dentro dos ventrículos.
Vibração das paredes ventriculares pelo aumento do tônus – uma das causas da 1ª bulha cardíaca.
Ejeção ou expulsão
· Mínima
· Máxima
· Reduzida
Depois que o tônus está muito alto, cada fibra ventricular começa a diminuir de tamanho, por isso a pressão aumenta mais.
Contração isotônica - tônus se mantém, mas as fibras encurtam. A pressão fica insuportavelmente alta, fazendo com que o sangue queira fugir, por isso o sangue tenta fugir para os átrios. No entanto, as valvas atrioventriculares vão se fechar, por isso o sangue começa a ser ejetado para as artérias.
Expulsão mínima
Nas artérias tem-se sangue, menos acelerado, existindo um choque entre o sangue que sai dos ventrículos bem acelerado e o sangue que está nas artérias menos acelerado.
Expulsão máxima
A inércia e resistência do sangue das artérias, no entanto, é vencida, daí inicia-se a fase de expulsão máxima.
Choque de sangue causa barulho, assim como a distensão arterial da expulsão máxima.
Expulsão reduzida
A diferença de pressão vai acabando, chegando a um momento que o sangue perde a vontade de sair.
40% do sangue permanece no ventrículo após a sístole ventricular - essa quantidade é chamada de volume residual. Ventrículo esquerdo mais forte por conta do condicionamento físico o volume residual será menor (35%).
	A pressão fica maior nas artérias (que tem 60% do sangue) do que nos ventrículos (que tem 40%). O sangue se arrepende e quer voltar para o interior dos ventrículos.
2. PROTODIÁSTOLE
2ª bulha cardíaca - auscultável – TUC.
Acabou a sístole e ainda não começou a diástole ventricular.
O sangue, por diferença de pressão tenta voltar para os ventrículos, só que ele não consegue porque as valvas semilunares vão se fechar.
É com o fechamento das valvas semilunares que terá a 2ª bulha.
Permite delimitar exatamente quando termina a sístole ventricular (momento do TUC).
3. DIÁSTOLE VENTRICULAR
3ª bulha - não auscultável.
É a fase que mais dura.
Subfase isométrica diastólica
O tônus das fibras está alto, porque ele aumentou na subfase isométrica sistólica, mas ainda não baixou. A parede, portanto, estará bem rígida. Antes dos ventrículos aumentarem de tamanho, o tônus deve diminuir. O tônus das fibras apesar de diminuir ainda não retornaram ao comprimento normal de repouso. Os dois ventrículos aumentam de tamanho, então a pressão intraventricular diminui e o sangue vai ficar com vontade de entrar (ele já tinha vontade de voltar antes, mas as valvas semilunares estavam fechadas).
Enchimento rápido ou por aspiração
	40% do sangue já está nos ventrículos, portanto, ainda falta 60%.
Responsável por 70% do enchimento ventricular. (70% de 60%) = 42% de sangue total). 40% (já estava) + 42 = 82% de sangue que tem no momento. Por isso dá para viver sem o átrio funcionar, pois nesse caso já se garante ter 82% de sangue. Fibrilação atrial pode acontecer sem problemas.
O sangue é aspirado para dentro dos ventrículos devido a diferença de pressão.
No enchimento, quando a pressão intraventricular cair, o sangue que está dentro dos átrios vai empurrar as valvas atrioventriculares que se abrem sem barulho. E vai começar o enchimento.
A 3ª bulha ocorre com a vibração das paredes ventriculares relaxadas durante o enchimento rápido da diástole ventricular.
Vai chegar um momento em que as pressões atriais e ventriculares se equivalem, pois o sangue no ventrículo aumenta ao mesmo tempo que o sangue nos átrios diminuem. Quando o sangue chega nos átrios, a pressão aumenta, e quando sai dos ventrículos diminui.
Enchimento lento ou diástase
Para empurrar o sangue que não quer mais descer, porque não tem mais diferença de pressão os átrios vão contrair. Os dois átrios contraem e aquele sangue que não tinha vontade de descer vai ser empurrado para os ventrículos. 30% do enchimento ventricular, ou seja, 30% dos 60% que precisava entrar. 3x6=18%… 82% + 18% = 100%.
O final da diástole ventricular já coincide com o início da sístole atrial.
4. SÍSTOLE ATRIAL
4ª bulha ou bulha atrial - não auscultável.
Coincide com o enchimento lento da diástole ventricular.
As paredes atriais estão contraindo (4ª bulha) para empurrar o restante de sangue que não quis descer por diferença da pressão.
Auscultando alguém é impossível dizer se o átrio de uma pessoa está funcionando ou não.
O ser humano tem frequência cardíaca intermediária, nesse caso a diástole é mais longa que a sístole. No entanto, se considerar espécies cuja frequência cardíaca é mais rápida, a diástole diminui sua duração, por isso o coração consegue colocar sangue de novo dentro da bomba. Nunca a diástole vai ser menor que a sístole.