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Hematologia - série plaquetária

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Hematologia 
Série Plaquetária 
Juliana Simão 
Constituintes do sangue (5L) 
Plasma 3L (origem linfática e intestinal) 
+ células e elementos figurados (2L). 
Hemácias: têm função de transporte de 
oxigênio através da hemoglobina (Hb) e 
duram cerca de 80 a 120 dias. 
Leucócitos: têm função de imunidade e 
podem durar de horas a anos, sendo que 
os linfócitos duram cerca de 80 a 120 
dias. 
Plaquetas: têm função de hemostasia e 
duram alguns dias. 
Hemograma 
Exame laboratorial que avalia as 
estruturas do sangue, rastreia distúrbios 
da produção, síntese e função da Hb e 
dos elementos figurados 
(hematopoiese), informar anemias, 
leucemias, anormalidades no 
sangramento e coagulação, inflamação, 
infecções, distúrbios hereditários, 
dentre outras condições. 
Eritrograma: trata sobre a série 
vermelha: eritrócitos ou hemácias ou 
glóbulos vermelhos. 
Leucograma: trata sobre a série branca: 
leucócitos ou glóbulos brancos, que 
podem ser granulócitos, linfócitos, 
monócitos, eosinófilos, basófilos. 
Plaquetograma: trata sobre a série 
plaquetária: trombócitos ou plaquetas. 
Hematopoiese 
É o processo da formação, 
desenvolvimento e maturação dos 
elementos do sangue, através da medula 
óssea. 
Origem mieloide: plaquetas, eritrócitos, 
mastócitos, basófilos, neutrófilos, 
eosinófilos, monócitos, macrófagos e 
células dendríticas mieloides. 
Origem linfoide: células exterminadoras 
naturais (NK), linfócito B, linfócito T, 
plasmócito e células dendríticas 
linfoides. 
Plaquetas (trombócitos) 
Têm origem da fragmentação do 
citoplasma dos megacariócitos na 
medula óssea. 
São responsáveis pela coagulação 
sanguínea, tendo bastante importância 
na fase inicial da hemostasia, por meio 
de adesão plaquetária. Nos mostra a 
capacidade que o paciente tem de 
apresentar uma coagulação ou de 
responder à processos de agressão. 
Seu tempo de vida média é variável entre 
9 e 12 dias. 
Sua qualidade é avaliada pelo aspecto 
morfológico, que pode indicar 
processos em síndromes 
mieloproliferativas e destruição 
periféricas. 
Sua quantidade é avaliada na contagem 
de plaquetas, vista no hemograma. 
 
 
Hematologia 
Série Plaquetária 
Juliana Simão 
Contagem de plaquetas 
Valor de referência: 
Adultos: 140.000 – 400.000 mil/mm3 
Crianças: 150.000 – 450.000 mil/mm3 
Aumento: dá-se o nome de 
hiperplaquetemia, trombocitose ou 
plaquetose. Ocorre nas hemorragias, 
doenças infecciosas e inflamatórias, 
anemia ferropriva, câncer, cirurgias 
recentes, esplenectomia e gravidez. 
Diminuição: dá-se o nome de 
plaquetopenia, trombocitopenia ou 
plaquetopenia. Ocorre nas doenças 
infiltrativas da medula óssea, leucemias, 
aplasia medular, déficit de ácido fólico e 
vitamina B12, destruição por doenças 
autoimunes ou por drogas, calazar, etc. 
O que se pode avaliar? 
Tempo de sangramento: indicador de 
alterações numéricas e funcionais das 
plaquetas, medindo a duração de um 
sangramento após uma incisão cirúrgica 
na pele. 
O tempo de referência deve ser de 3 a 6 
minutos. 
Esse exame é usado quando não se tem 
outra alternativa, pois é inespecífico e 
pode variar de acordo com a condição 
fisiológica do paciente, como estresse, 
patologias, etc. 
O sangramento alto pode indicar 
leucemia, Coagulação Intravascular 
Disseminada (CIVD), hepatopatia grave e 
déficit de fatores de coagulação. 
Tempo de avaliação de protrombina 
(TAP): exame de escolha para 
monitorizar terapia com drogas 
anticoagulantes orais. 
O tempo de referência é de 12 a 18 
segundos. 
TAP alto indica patologias que afetam o 
processo de absorção, síntese e 
metabolização da vitamina K, deficiência 
do fator VII de coagulação. 
Tempo de Tromboplastina Parcialmente 
Ativada (TTPA): avalia defeitos na via 
intrínseca da coagulação, como 
deficiência dos fatores de coagulação 
VIII, IX, XI, XII, com exceção das 
plaquetas. 
O tempo de referência é de 21 a 35 
segundos. 
Fibrinogênio plasmático (fator I): 
glicoproteína sintetizada no fígado 
envolvida no processo final da 
coagulação, ou seja, quanto mais 
fibrinogênio tiver, é sinal de que está 
acontecendo um processo de 
coagulação em alguma parte do 
organismo. 
Avalia a capacidade que um paciente 
tem em formar um tampão secundário. 
Valor de referência: 200 a 400 mg/dl. 
O fibrinogênio se eleva em processos 
inflamatórios e infecciosos agudos, 
traumas, neoplasias, pós operatórios, 
uso de anticoncepcionais orais, 
síndrome nefrótica, gravidez e 
tabagismo. 
É um teste com maior importância na 
CIVD. 
 
 
Hematologia 
Série Plaquetária 
Juliana Simão 
Avaliação das plaquetas 
Situações que causam plaquetopenias 
induzem ao sangramento. 
Por outro lado, valores do número de 
plaquetas dentro dos padrões, não 
significam que elas estão funcionando 
normalmente. Por exemplo, na ausência 
de grânulos (plaquetas cinzentas), há 
sangramentos devido à dificuldade da 
agregação plaquetária. 
Outras causas de plaquetopenia: 
Causas Situações 
Produção insuficiente Infiltração leucêmica na medula óssea; aplasia de medula; 
medicamentos; produtos químicos; infecções virais. 
Destruição aumentada Imunológica, como púrpura trombocitopênica autoimune; 
esplenomegalia. 
Consumo exagerado Coagulação intravascular disseminada; púrpura 
trombocitopênica trombótica. 
 
Algumas interferências técnicas podem 
influenciar na contagem de plaquetas, 
como o excesso de anticoagulante 
EDTA-K2, que induz a formação de 
agrupamentos de plaquetas de forma 
errada, causando pseudoplaquetopenia 
na contagem automatizada. 
A correção se faz contando as plaquetas 
no esfregaço sanguíneo ou com uma 
nova coleta.