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Introdução aos exames radiológicos

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1 Louyse Morais – Medicina - 108 
Princípios Técnicos e Nomenclatura Radiológica (Livro Radiologia Básica: Capítulo 1) + Anotações de aula 
Neste resumo, serão descritos os princípios técnicos e a nomenclatura dos principais métodos de 
diagnóstico por imagem: 
• Radiologia geral 
• Ultrassonografia (USG) 
• Tomografia computadorizada (TC) 
• Ressonância magnética (RM) 
Radiologia geral 
Os termos mais frequentemente utilizados na radiologia geral estão relacionados com a transparência 
radiológica dos tecidos avaliados, ou seja, a capacidade de determinada estrutura do corpo humano absorver 
ou permitir a passagem dos raios X, fazendo com que este atinja em menor ou maior proporção o filme 
radiográfico. Definimos, como estruturas radiotransparentes (pretas), aquelas que permitem uma grande 
passagem dos raios X, como por exemplo, os pulmões; de modo inverso, os ossos, que bloqueiam ou absorvem 
grande parte de sua passagem, são estruturas radiopacas (brancas). No entanto, não possuímos apenas 
pulmões e ossos em nosso corpo; músculos, tendões, vísceras abdominais e os demais órgãos e estruturas 
apresentam uma densidade radiográfica característica. 
Densidades radiográficas básicas, do radiotransparente ao radiopaco: 
1. Ar 
2. Gordura 
3. Partes moles 
4. Osso 
 
Desvantagem da radiologia geral com relação a outros métodos de diagnóstico, como a TC, a RM e a 
USG: Sobreposição de estruturas. Para tentar minimizar esse problema, o exame radiográfico deve sempre ser 
realizado em mais de uma incidência. Por exemplo, em uma radiografia de tórax sempre utilizamos uma 
incidência em PA (posteroanterior) e uma em perfil. 
 
Tomografia computadorizada 
 Como também tem como princípio básico o raio X, as estruturas avaliadas vão ter as mesmas 
características de imagem da radiologia geral. A vantagem deste método é a realização de cortes axiais ou 
transversos do corpo humano com uma resolução de imagem muito superior. 
 
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 Este método também permite a análise dos coeficientes de atenuação radiológica das estruturas 
avaliadas. Isso é feito por meio das Unidades Hounsfield (UH), que utiliza como parâmetros os valores absolutos 
da água e do ar. 
Estrutura Densidade (UH) 
Ar -1000 
Gordura -50 a -100 
Água 0 
Partes moles 40 a 90 
Osso 150 a 500 
 
 Janelas: Técnica em que se colocam parâmetros específicos para a visualização das estruturas a serem 
avaliadas, pois o olho humano não tem a capacidade de distinguir diversos tons de cinza da TC. As principais 
janelas podem ser óssea, de partes moles ou de parênquima pulmonar. 
 Nomenclatura 
• Hiperdensa: Exibe uma alta densidade na tomografia – 
brancas, como por exemplo, os ossos. 
• Hipodensa: Apresenta baixa densidade radiográfica – 
pretas, como os pulmões. 
• Isodensa: Compara estruturas de densidade 
semelhante, como fígado e baço, por exemplo. 
 
 
 Janela para o parênquima pulmonar e para partes moles, respectivamente. 
Janela óssea e de partes moles, respectivamente. 
 
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Ultrassonografia (USG) 
 Nesse caso, o princípio básico é o som, é o método de diagnóstico que consiste na decodificação de 
ondas sonoras em imagens. Os padrões de onda que se utilizam na prática clínica estão acima de 20.000 Hertz. 
 A velocidade do som varia de acordo com o meio: a velocidade é maior em meio gasoso do que em 
meio líquido, que por sua vez é maior do que em meio sólido. A impedância acústica é a resistência que esse 
meio oferece à passagem do som. 
 Para a realização do exame ultrassonográfico sempre utilizamos um agente acoplador, um gel à base 
de água que interrompe a interface entre o transdutor (converte energia elétrica em mecânica – sonora, e vice 
versa) e o paciente. 
 Terminologia (se baseia na ecogenicidade dos tecidos avaliados) 
• Hipoecoica: Estrutura escura ao exame. 
• Hiperecoica: Estrutura clara (branca) ao exame. 
• Isoecoicas: Estruturas apresentam ecogenicidade semelhante. 
• Sombra acústica: Estrutura não permite a passagem do som, como um cálculo renal. Assim, se forma 
uma imagem escura e alongada posteriormente. 
• Reforço acústico: Estrutura que permite uma passagem do som mais rápida que as vísceras sólidas 
(lesões císticas, por exemplo). Dessa forma, ocorre uma maior concentração de ondas sonoras 
posteriormente à estrutura. 
 
 
Ressonância magnética 
O princípio básico é o magnetismo. Permite determinar propriedades dos tecidos por meio da 
correlação da energia absorvida com a frequência do espectro eletromagnético para a formação de imagens. 
Usa as transições entre níveis de energia rotacionais dos spins dos prótons de hidrogênio do corpo humano, 
por serem os mais abundantes e fazerem parte da molécula de água. O objeto estudado é submetido a um 
estímulo magnético e emite um “eco” em resposta a este estímulo, que será processado pelo equipamento 
para a formação das imagens. 
Os tempos de sequência são os temos de pulsos utilizados para excitar e receber o sinal de 
radiofrequência emitido pelo aparelho de RM. 
Reforço acústico Lesão nodular hipoecóica 
Sombra acústica 
 
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• TR (tempo de repetição): Intervalo de tempo entre os pulsos de excitação sucessivos de radiofrequência 
no tecido. 
• TE (tempo de eco): Intervalo de tempo decorrido entre o pulso de excitação, em que o pico de eco dos 
spins é recebido pelo aparelho. 
Com base nos tempos de repetição e de 
eco, definimos as características dos efeitos de 
imagem ou ponderações. Quando temos um TR e 
TE baixos (p. ex., 450 e 25) temos uma imagem 
ponderada em T1. Quando o TR e o TE apresentam 
valores elevados (p. ex., 3.200 e 150) temos uma 
imagem ponderada em T2. Também podemos 
obter imagens adquiridas com um TR alto e um TE 
baixo, que são as ponderadas em densidade de 
prótons (DP). 
 Terminologia (se baseia na intensidade de 
sinal da estrutura avaliada) 
• Hiperintensa: Imagem branca. 
• Hipointensa: Imagem escura. 
• Isointensa: Estruturas com intensidade de 
sinal semelhante. 
• Ausência de sinal: Ocorre na cortical dos 
ossos pois não há prótons de hidrogênio. 
O aparelho de RM não consegue adquirir o 
sinal dos vasos de grande calibre como aorta, ilíacas e carótidas nas fases sem contrates, em decorrência da 
alta velocidade de seu fluxo. 
 Diferente da TC, que realiza o exame por meio de cortes axiais, a RM permite a realização do exame 
através de vários planos de corte (axial, coronal, sagital, oblíquo). 
 Um aspecto que deve ser destacado é a intensidade do sinal magnético da água, que exibe hipersinal 
nas sequências ponderadas em T2 e hipossinal em T1. Desse modo, o líquor nos ventrículos, quando ponderado 
em T2, ganha o aspecto branco e brilhoso. Além disso, os processos inflamatórios e o edema decorrente de 
lesões teciduais (neoplasias, traumas etc) brilham na ponderação T2 e ficam escuros em T1. 
 Supressão de gordura: Característica peculiar do 
exame de RM. Nessa técnica, todo o sinal de gordura torna-
se hipointenso (preto), permitindo a diferenciação de 
eventual dúvida com relação a alguma imagem suspeita, em 
que a presença do tecido adiposo possa prejudicar a 
adequada análise da lesão. 
Proteção radiológica 
 São necessários para os pacientes e profissionais de 
saúde e envolvem a proteção por meio de capotes de 
chumbo, protetores de tireoide, luvas e óculos plumbíferos. 
Além disso, os profissionais de saúde também devem usar 
dosímetros para medir a quantidade de radiação recebida 
Corte axial de RM ponderado em T1 
Corte axial de RM ponderado em T2 
Técnica de supressão de gordura mostrando hipossinal do 
tecido subcutâneo e da medular óssea 
 
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por mês e fazer hemogramas periódicos para avaliar os níveis das plaquetas (primeiro elemento a se alterar em 
caso de intoxicação por raios X). 
 No caso da RM, é necessário que o profissional e o paciente não estejam

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