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Tratamento de transtorno bipolar

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Tratamento de 
transtorno bipolar 
 
® O transtorno bipolar pode ter manifestações 
dentro do espectro de esquizofrenia e 
manifestações dentro do espectro dos 
transtornos depressivos. 
® O diagnóstico pode levar anos para ser fechado. 
 
® Critérios para classificar como episódio 
maníaco: 
à Humor elevado e expansivo. 
à No mínimo 3 desses sintomas: autoestima 
inflada, redução da necessidade de sono 
(insônia), loquacidade maior (discursos mais 
longos), fuga de ideias, distratibilidade, 
envolvimento excessivo em atividades com 
potencial para consequências dolorosas. 
à Apresentar esse episódio por no mínimo uma 
semana, na maior parte do dia. 
 
® Critérios para classificar como episódio 
depressivo: 
à 5 ou mais desses sintomas: humor deprimido 
na maior parte do dia, diminuição no 
interesse ou prazer nas atividades diárias, 
alteração no peso, alteração de sono (insônia 
ou hipersônia), agitação ou retardo 
psicomotor, fadiga, perda de energia, 
sentimento de inutilidade ou culpa excessiva, 
pensamentos recorrentes de morte. 
à Duração desses sintomas por no mínimo 
duas semanas. 
 
® Diagnóstico: 
à Episódio maníaco associado ou não com um 
episodio depressivo. 
à Quando o quadro não consegue ser explicado 
por nenhum outro transtorno esquizofrênico. 
 
® Tratamento: 
1º. Estabilização aguda (remissão dos sintomas, 8 
a 24 semanas). 
2º. Manutenção (feita se possível com o mesmo 
medicamento da estabilização, podendo ter 
ajuste de dose). 
 
® LÍTIO: 
à Atravessa membranas celulares e substitui o 
sódio, porém ao adentrar a célula ele não sai 
tão facilmente. Esse acúmulo no interior da 
célula diminui a entrada de potássio, o que 
muda o potencial de repouso. 
à A segunda forma de ação do lítio é a 
supressão da sinalização intracelular a partir 
da alteração de enzimas (como glicogênio 
sintase quinase-3),invalidando a ligação do 
neurotransmissor com o receptor, diminui a 
atividade neuronal. 
à O acúmulo de lítio nos túbulos renais causa 
efeitos adversos. 
à Via oral. 
à Não precisa de proteínas plasmáticas. 
à Não sofre metabolização hepática. 
à Efeitos adversos: aumento do apetite, náusea, 
vômito, diarreia, tremor, efeitos renais, 
poliúria, sede, alopecia e hipotireoidismo. 
à Pode precipitar o risco de alguma doença 
cardíaca. 
® ANTICONVULSIVANTES: 
à Ácido valpróico, carbamazepina ou 
lamotrigina. 
à Juntamente com o lítio, esses fármacos são 
chamados de estabilizadores de humor. 
® ANTIPSICÓTICOS: 
à Risperidona, quetiapina, olanzapina, clozapina 
e haloperidol. 
® Em um episódio maníaco, a primeira 
recomendação de tratamento é a associação de 
estabilizador de humor + antipsicótico (1o 
carbonato de lítio + risperidona/ 2o ácido 
valpróico + olanzapina/ 3o carbazepina + 
haloperidou ou quetiapina/ 4o clozapina). 
® Clozapina é um excelente antipsicótico em 
situação refratária. 
® Em caso de episódio depressivo, inicia-se o 
tratamento com: 1o carbonato de lítio, 2o 
quetiapina, 3o lamotrigina, 4o olanzapina + 
fluoxetina ou carbonato de lítio + fluoxetina ou 
ácido valpróico + fluoxetina. 
® Os antidepressivos não são utilizados com 
frequência no transtorno bipolar, pois ao inibir 
a receptação de serotonina o paciente pode 
migrar direto para um episódio maníaco. 
® Quando utilizado um antidepressivo, deve ser 
retirado na primeira oportunidade. 
® Se estabilizou o paciente com uma associação 
de medicamentos, na manutenção tenta retirar 
um. Ex.: carbonato de lítio + risperidona (tenta 
retirar a risperidona). Se os sintomas voltarem, 
reinicia o tratamento com ambos os 
medicamentos.