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GESSO

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CONSTRUÇÃO CIVIL – GESSO
MIGUEL AGUIAR BAUER
O futuro da construção civil aponta para o uso cada vez maior do gesso, seja em revestimentos, rebaixamentos ou divisórias. O gesso para construção civil é um material pulverulento (pó) branco, obtido pela calcinação de uma rocha chamada gipsita. O Brasil possui grandes reservas de gipsita, mas o aproveitamento do gesso na construção civil ainda é muito pequeno, comparado aos grandes países produtores de gesso, que são os Estados Unidos, Canadá e União Europeia, principalmente França e Espanha.
Assim como o cimento, o gesso tem propriedades aglomerantes, isto é, depois de misturado com água, endurece depois de certo tempo, adquirindo características ligantes e resistência.
O uso do gesso na construção civil é conveniente por causa de propriedades que o fazem ser bastante utilizado na construção, como:
· Facilidade de moldagem, o que o faz um material excelente para fabricação de ornamentos utilizados como acabamentos e efeitos decorativos, como molduras e sancas;
· Boa aparência: o gesso depois de endurecido apresenta superfície lisa e branca, dando ótimo acabamento, tanto em revestimentos de argamassa como em painéis ou adornos. Os revestimentos em gesso eliminam a necessidade de massa corrida na pintura, que precisa ser aplicada nos revestimentos com argamassa convencional;
· Boas propriedades térmicas e acústicas, sendo um excelente isolante contra propagação de fogo;
· Boa aderência à alvenaria e concreto, podendo ser utilizado como revestimento de paredes de alvenaria sem necessidade de aplicação de chapisco que é necessário para as argamassas convencionais. Entretanto, sua espessura deve ser pequena, exigindo paredes ou tetos regularizados.
· Produtividade elevada: a aplicação dos revestimentos em gesso é mais rápida e fácil do que a das argamassas convencionais e seu tempo de cura é menor, fazendo com que se possa iniciar a pintura mais cedo;
O custo do revestimento em gesso é menor, quando comparado às argamassas convencionais mais a massa corrida. Entretanto, depende de disponibilidade local de material e mão de obra.
 
Vantagens e desvantagens do Gesso na Construção Civil
O gesso apresenta, porém, algumas desvantagens, que limitam seu uso. Em contato com água pode se dissolver, o que faz com que não possa ser utilizado em áreas externas, sujeitas a chuvas. Pode, entretanto, ser usado em áreas internas úmidas, como banheiros, por exemplo, desde que convenientemente protegido.
Quando usado em revestimentos, a espessura da camada de gesso deve ser pequena (embora possa atingir até 2 cm, o ideal é em torno de 0,5cm), pois espessuras elevadas fazem-no trincar. Isso exige que seja aplicado em paredes e tetos bem regulares quanto à sua planeza. Se na superfície da parede ou teto estiver muito irregular é necessária aplicação do emboço antes do gesso, fazendo com que seu uso não se torne tão vantajoso.
O gesso tem também baixa resistência a choques, não devendo ser utilizado em áreas de tráfego intenso de pessoas ou cargas, como acontece, por exemplo, em áreas de circulação de prédios comerciais ou industriais. Seu uso é indicado para áreas internas residenciais ou de escritórios.
O revestimento de gesso é o recobrimento de superfícies, paredes e tetos, com pasta ou argamassa de gesso confeccionado in loco. É uma técnica usada com a finalidade de eliminar as ondulações nas emendas das placas de gesso ou dar acabamento em paredes e tetos de alvenaria. O revestimento com gesso é particularmente recomendado para superfícies internas e secas, já que a umidade e a água permanentes alteram as características do gesso.
As divisórias de gesso são versáteis, removíveis, proporcionam conforto acústico, pela capacidade de isolar os sons, e térmico, além de serem tão resistentes quanto as paredes de alvenaria. Tendo aspecto real de paredes de alvenaria revestidas com gesso e os cones internos (câmaras acústicas) podem servir de passagem de tubulações hidráulicas, elétricas e telefônicas.
Os forros de gesso, além de decorar o ambiente, podem resolver os problemas de vigas aparentes e rebaixamentos de um modo geral. Suas características de resistência ao fogo, melhor isolamento termoacústico, economia e rapidez na instalação, fazem com que o forro de gesso seja superior aos demais. O uso do gesso na arquitetura de interiores poderá ter até duas funções, a decorativa com molduras, frisos, florões, sancas, cimalhas, iluminação embutida, revestimentos de colunas, frentes de lareira, capteis, além de perfis e bordas de janelas e portas e rebaixamento de teto, aí não só pela sua função estética, mas também, muitas vezes, pela necessidade de se esconder uma tubulação hidrossanitária aparente no teto.
No entanto, existem dois tipos de forros de gesso muito utilizados em projetos de residências, comércios, na hora de construir ou reformar. Momentos em que pode surgir a dúvida sobre qual é o melhor. Na verdade, cada tipo de forro se adéqua a um contexto específico, de maneira que se torna preciso fazer uma avaliação para saber qual deles trará mais vantagens no caso em particular.
Além destes existem as sancas de gesso que funcionam como uma moldura entre teto e parede, desse modo o forro (laje) fica aparente e o acabamento é uma decoração extra.
A seguir estão as características do forro em placas, do forro de drywall e das sancas.
Forro em placas
Esse tipo é o mais conhecido e, normalmente, é bem mais barato que o forro de gesso acartonado. Ele é feito com placas de gesso encaixadas, de forma que precisa ser instalado por profissionais realmente qualificados para que se obtenha um alinhamento perfeito.
Contudo, o que algumas pessoas não gostam neste tipo de forro é que ele demanda mais trabalho na colocação e faz bastante sujeira até ficar pronto. Ele também é um pouco mais pesado que o forro de drywall, pois a dimensão das placas é menor, precisando de mais arames para sua sustentação. Por outro lado, pelo custo/benefício do material, o forro em placas é uma ótima opção para ser colocado em ambientes não tão grandes, onde o risco de dilatação é menor e onde ele não ficará tão pesado.
Forro de drywall
Este tipo de forro é mais moderno e também mais tecnológico que o anterior. Ele é feito com grandes placas de gesso revestidas por papel acartonado, que são parafusadas em uma estrutura metálica. Como possui espessura fina, o forro de drywall permite que se ganhe mais área útil, além de que pode ser utilizado em ambientes de qualquer dimensão.
A colocação do forro se dá de maneira mais fácil, rápida e sem gerar sujeira e resíduos como o forro em placas. Suas características de instalação permitem um excelente acabamento, sendo que o material também é muito versátil para a elaboração de projetos estéticos. Outra vantagem é que, com o tempo, este forro não costuma trincar ou ficar amarelado como o gesso tradicional.
Sendo mais tecnológico, esta opção também oportuniza melhores instalações elétricas e hidráulicas, bem como possibilita maior isolamento acústico e o melhor controle da temperatura interna do ambiente. Em compensação, por todos estes benefícios e por ser mais atualizado, o forro de drywall costuma ser bem mais caro. No entanto, seu uso tem aumentado progressivamente no Brasil, de modo que a tendência é os preços baixarem pouco a pouco, em função da concorrência gerada.
Ambos os forros de gesso são muito úteis e agregam um valor estético considerável a obra. Porém, se o espaço não é tão grande e a prioridade é o custo, valerá mais a pena investir no forro em placas. Agora, se o espaço é amplo e a prioridade é a facilidade de instalação e maior funcionalidade, o forro de drywall será uma excelente escolha, ainda que mais caro.
Sancas
Como já mencionado, as sancas de gesso são como uma moldura entre teto e parede, desse modo o forro (laje) fica aparente e o acabamento é uma decoração extra.
As sancas são divididas em cinco estilos: Fechada, Aberta e Invertida, Rasgo de luz e Ilha, podendo ter iluminação ou não.
 
Sanca aberta
Na sanca aberta a abertura da moldura