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Bovinocultura - Melhoramento genético de bovinos de corte

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• O bovino de corte é
elemento fundamental para a
expansão da fronteira agrícola
desde o descobrimento do Brasil
até os dias atuais
• A pecuária de corte do
Brasil é atividade econômica de
fundamental importância no
agronegócio
• O ambiente implica de
maneira direta na produção, ele
precisa ser um ambiente
adequado para que se possa ter
máxima eficácia de produção
• No Brasil ainda há
muitos rebanhos criados em
pastagens, onde o abate é
realizado com animal velho e
resulta em uma carne dura
• O rebanho brasileiro é o
maior do mundo, só perde para o
rebanho zebuíno na Índia
(porque lá é sagrado), mas
ainda produz pouca carne para
quantidade de animais existentes,
isso é fruto de ineficiência
• O ZEBU tem como
característica uma grande
rusticidade, são animais que são
muito adaptados a países de
clima tropical, o que faz com que
o animal não se desenvolva bem.
Demora de 5 á 6 anos para ficar
bom, e isso é sinônimo de carne
ruim. A qualidade da carne que
esse animal produz não é das
melhores, ele quase não
marmoriza (qualidade da carne,
palatabilidade) gordura.
• Ou seja eu tenho uma base
genética muito adaptada, mas que
não produz uma carne boa, então a
genética vem para suprir essa
necessidade
Melhorar a fertilidade do rebanho;
• Evidenciar os animais mais
precoces; (reprodutiva e acabamento
de carcaça)
• Melhorar os índices de
ganho de peso;
• Diminuir o intervalo entre
gerações;
• Colocar à venda animais
testados (vem de programa de
melhoramento genético), agregando
valor aos mesmos;
• Proporcionar aos criadores
produzirem animais prontos para
abate mais jovens;
• Proporcionar ao
consumidor carne de melhor
qualidade; (macia, palatável,
segura)
Melhoramento 
genético de bovinos de corte
Importancia
Objetivos
• Diminuir o custo de
produção por unidade de
produto ou melhora da relação
custo/benefício;
• Aperfeiçoar os recursos da
propriedade;
• Aumentar a lucratividade.
• CDP: controle de
desenvolvimento/desempenho
ponderal (desenvolvimento
corporal). Indica como o
animal está
crescendo/ganhando peso.
Controla como o animal está
crescendo.
• Pgp: prova de ganho e
peso
→ coloca todos os animais na
mesma condições ambientais,
forneço mesma comida, mesmo
protocolo sanitário(...), tiro o
chamado efeito de ambiente,
sobrando o mérito genético do
animal.
• CDP e PGP: ambos
servem
para avaliar o mérito genético
desses animais
 Avaliação da eficácia
reprodutiva das femeas
A expressão eficiência
reprodutiva é de difícil
caracterização, porque se
relaciona com todas as fases
da vida do animal
• Puberdade - relação com a
maturidade fisiológica, quanto
mais cedo ovular melhor
• Ovulação
• Período de serviço - tempo
que a fêmea fica entre um
parto e uma nova gestação
• Intervalo entre partos –
completa o período de serviços
• Número de crias
produzidas
ao longo da vida útil
• Longevidade
• Facilidade de parição
• Criador deve selecionar
fêmeas que no mesmo ambiente
revelam-se superiores e
melhores adaptadas
Melhoramento 
genético de bovinos de corte
Av de eficácia reprodutiva
1. Fertilidade:
É o que mais interessa ao
criador – crias viáveis, ↑
expectativa econômica da
atividade - é extremamente
importante, porque se a fêmea
não ovula, ela não vai
emprenhar.
• A fertilidade é medida pelo
número de crias que ela vai
deixar.
• Um dos objetivos do
programa de melhoramento
genético é aumentar o número
de animais produzidos, para
isso a fertilidade é importante.
• N° de bezerros
desmamados X 100 / N°de
fêmeas aptas à
reprodução
• N° de serviços por
concepção - em propriedades
que fazem IA (gado de corte-
2%)
• Intervalo entre partos
• Taxa de não retorno ao cio
- impraticável em condições
extensivas
• Rebanho comercial –
fertilidade de 50%, elite - 60 a
65%
• Este baixo índice diminui a
intensidade de seleção pois
diminui o n° de animais
disponíveis para a reposição
2. Mortalidade em geral:
mortalidade pós–natal é alta
(fase de aleitamento - 15%,
pós-desmama - 5%)
• Não adianta fazer a fêmea
emprenhar se ocorre aborto
durante a gestação ou se
quando o animal nasce, ele
morre.
• Conceito de habilidade
materna: processo de prenhez,
até desmamar o animal.
Quanto melhor a matriz,
melhor a habilidade materna
(quando o animal morre e a
culpa é da mãe, ela não tem
uma boa habilidade materna)
3. Puberdade:
precocidade sexual - varia
com manejo, clima, raças,
etc... Dados apontam para
idade à puberdade acima de 32
meses
4. Idade ao primeiro parto:
influenciada pelo mês de
nascimento: fecundação em
dezembro - nascimento em
setembro - desmame no início
da seca - retardo da
puberdade e da idade ao
primeiro parto. Autores
demonstram idade entre 41 e
53 meses.
Melhoramento 
genético de bovinos de corte
5. Intervalo de partos:
ideal: 365 dias = 1 bezerro
/vaca/ano
• Intervalo de partos =
(período de serviço + período
de gestação)
• Significa que a vaca
deverá ser fecundada em torno
de 75-80 dias após o parto
• No Brasil a média é
superior a 16 meses
• Influência do plano de
nutrição sobre o desempenho
reprodutivo atraso do cio pós-
parto pode ser evitado com o
aumento dos níveis de energia
antes e após o parto.
• Deve-se avaliar a condição
(escore) corporal das fêmeas
• Deve-se observar retorno
ao cio mais rápido quando há
desmame precoce
6. Número médio de crias:
baixo, em torno de 4 (resultado
de idades elevadas à puberdade
e à primeira parição e alta
mortalidade até idade adulta)
– resulta em reduzida
intensidade de seleção e
progresso genético lento.
• Conhecendo o índice de
nascimentos do rebanho e taxa
anual de reforma ou reposição
pode-se calcular o no. médio de
crias por vaca.
(n-1) x i + p = V
n= nº de crias;
i = intervalo de partos;
p= tempo de permanência das
vacas no rebanho após o
ultimo parto
V = duração da vida útil ou
produtiva
7. Aspectos genéticos da
eficiência reprodutiva das
fêmeas zebus:
O grande benefício do zebu
brasileiro é a rusticidade
• Seleção natural, ao longo
de muitas gerações de
exposição dos animais às
condições de ambientes
desfavoráveis teria provocado
pouca variabilidade genética,
maior grau de homozigose –
predomínio de genes
dominantes e recessivos e
redução da ação gênica
aditiva.
• Consanguinidade na
formação das raças- redução
da variância genética aditiva-
redução das estimativas da
herdabilidade
• Heterose obtida pelos
cruzamentos melhoram a
reprodução em taxas variáveis
de 5-10 %.
Melhoramento 
genético de bovinos de corte
• Avaliação da eficácia
reprodutiva dos machos
• Antigamente: valorizavam
as características ligadas à
beleza estética dos animais – e
em menor intensidade,
atributos relacionados com o
peso e o ganho de peso.
• Atualmente: mais recente
na performance reprodutiva
dos machos: puberdade,
circunferência escrotal, libido,
capacidade de serviço e
qualidade do sêmen.*aspecto
estético é válido, mas tem peso
secundário.
1. Puberdade
É caracterizada pela presença
de libido, produção de
espermatozóides em quantidade
e qualidade satisfatórias,
desenvolvimento dos órgãos
sexuais que possibilitam a
cópula. Varia em função da
raça, condições nutricionais,
climáticas e individuais. Há
correlação negativa entre ganho
de peso e idade à puberdade-
Produção de espermatozóide
viável.
2. Circunferência escrotal:
mensurações rotineiras às
idades padrão de 205, 365,
550 dias - fácil obtenção,
herdabilidade média a alta,
correlações genéticas positivas
com fertilidade (inclusive de
suas filhas).- Maior
circunferência, mais precoce
filhos esse animal vai
produzir.
3. Libido e capacidade de
serviço:
Libido: o quão o touro tem
apetite sexual - prova de
libido - tempo de reação
• Quanto mais o animal for
ativo sexualmente melhor
• Touro tem que ter alto
libido porque isso é
transmitido para progênie
• Um touro de alto libido faz
o serviço de quatro touros
de baixo libido
Capacidade de serviço: número
de montas que o touro é capaz
de efetuar num determinado
tempo
4. Qualidade do sêmen:
indicadora da capacidade
fecundante do sêmen. Avaliada
pelo exame andrológico
Melhoramento 
genético de bovinos de corte
5. DEP – Diferença Esperada
da Progênie:
são estimativas