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NEGÓCIOS
RACHEL BASSEY CORREIA PINTO
GERENCIAMENTO DE PROJETOS
TRABALHO INDIVIDUAL AVALIATIVO 
Rio de Janeiro
OUTUBRO/2020
Revista Exame
Mercado Livre mira novo investimento recorde no Brasil - Companhia também está buscando reduzir ainda mais sua dependência dos Correios, que entregavam mais de 50% das mercadorias antes da greve
Por Gabriela Mello e Vinícius Andrade, da Bloomberg
Publicado em: 14/10/2020 às 17h44 Alterado em: 15/10/2020 às 08h12
O case que será apresentado é sobre matéria publicada na revista Exame no dia 14/10/2020, com a manchete “MERCADO LIVRE MIRA NOVO INVESTIMENTO RECORDE NO BRASIL”.
E-commerce e Novo Coronavírus
As medidas adotadas para conter a pandemia do novo corona vírus impulsionaram milhares de vendedores e milhões de novos consumidores para o comércio eletrônico. Com isso, o e-commerce brasileiro cresceu em níveis não vistos nos últimos 20 anos. Segundo pesquisa da Ebit/Nielsen, (feita em parceria com a Elo), o faturamento com as vendas online subiu 47% no primeiro semestre, totalizando 38,8 bilhões de reais. Ao todo, foram feitos 90,8 milhões de pedidos entre janeiro e junho de 2020.
O E-commerce estava projetado para crescer 18% em 2020 antes da pandemia. Porém, é inegável o efeito propulsor que o isolamento social teve no comportamento de compra. O pico do e-commerce aconteceu entre 5 de abril e 28 de junho, quando a maior parte das cidades brasileiras estava com medidas para conter a circulação de pessoas. Nesse intervalo, o número de pedidos cresceu 70% na comparação com 2019.
O valor gasto pelas pessoas em compras online também aumentou neste período. O tíquete médio passou de R$ 404,00 reais no primeiro semestre de 2019 para R$ 427,00 reais no primeiro semestre de 2020. 
Neste período, cerca de 7,3 milhões de brasileiros fizeram sua primeira compra online, um crescimento de 40%. Com isso, o Brasil chega à marca de 41 milhões de usuários ativos no e-commerce. Desse total, 58% compraram pelo menos quatro vezes ao longo do semestre e 20% realizaram mais de dez pedidos no período.
O resultado do primeiro semestre deixa claro que o comportamento de compra online é um movimento que veio para ficar”, diz Julia Avila, líder da Ebit/Nielsen. A diretora aponta que 93,4% dos consumidores ouvidos pela pesquisa indicaram a intenção de voltar a comprar online nos próximos três meses, o que indica que a tendência de crescimento deve continuar no segundo semestre. 
Digitalização do pequeno varejo
Todo o crescimento de número de vendas não teria sido possível sem um aumento no número de lojistas vendendo online. Segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), 150.000 novas lojas online foram criadas de março a julho no Brasil. 
Com as lojas fechadas, a pressa para começar a vender pela internet fez 80% desses novos vendedores optarem por realizar suas vendas dentro de grandes sites, como Submarino, Mercado Livre e Magazine Luiza. Essas varejistas atuam como “shoppings digitais” com seus marketplaces, levando um fluxo de consumidores até a loja virtual dos pequenos que usam sua plataforma. De quebra, os pequenos ainda podem utilizar a infraestrutura logística das gigantes.
Os marketplaces já representam 78% do total do e-commerce brasileiro, segundo a Ebit/Nielsen. Nos primeiros seis meses de 2020, eles foram responsáveis por 30 bilhões de reais de faturamento do e-commerce, um crescimento de 56% em relação ao mesmo período de 2019. 
MERCADO LIVRE 
Nascido em 1999, na Argentina, e atualmente, opera em 18 países.
O Mercado Livre prove um ecossistema de serviços para o comércio, tendo como o principal deles o Marketplace (enorme shopping online, onde milhões de vendedores e lojistas anunciam produtos, veículos, imóveis e serviços a milhões de compradores);e Mercado Pago; Mercado Envios; Mercado Shops e Mercado Livre Publicidade. Eles oferecem soluções para que pessoas e empresas possam comprar, vender, anunciar, enviar e pagar.
Missão
“O Mercado Livre é uma empresa de tecnologia que tem como objetivo democratizar o comércio eletrônico oferecendo a melhor plataforma e os serviços necessários para que pessoas e empresas possam comprar, pagar, vender, enviar, anunciar e gerir seus negócios na Internet”.
Visão
“Ser a empresa líder, admirada e respeitada no comércio eletrônico da América Latina.”
Valores
· Acreditamos que as pessoas ‘fazem a diferença’
· Consideramos que cada colaborador tem algo para contribuir
· Estimulamos que todos tratem os demais da mesma forma que desejam ser tratados
· Sentimos que um ambiente de trabalho aberto e transparente permite que cada um dê o melhor de si
· Acreditamos que o trabalho em equipe alcança melhores resultados por meio da sinergia de esforços, criatividade e contribuições coletivas
DNA Meli: Energia empreendedora
O Mercado Livre assumi o desafio de ser protagonistas e dar o máximo para criar e aproveitar as melhores oportunidades. Nossa cultura e princípios são a base de tudo o que fazemos e refletem este espírito:
· Criamos valor para os nossos usuários;
· Empreendemos assumindo riscos;
· Executamos com excelência;
· Estamos em β contínuo; 
· Competimos em equipe para ganhar;
· Damos o máximo e nos divertimos.
Atualmente o grupo argentino de comércio eletrônico MercadoLibre Inc., está elevando a aposta na maior economia da América Latina, com planos de atingir novo recorde de investimento no Brasil em 2021.
Neste ano o Mercado Livre está desembolsando recorde de 4 bilhões de reais no Brasil e espera superar essa marca em 2021, pois já estão planejando o novo ano com investimentos maiores que o ano 2020. O plano faz parte de um esforço mais amplo para fortalecer a infraestrutura logística num momento em que a pandemia do novo corona vírus impulsiona as vendas online e acirra a concorrência entre as varejistas. Eles consideram que “Houve mudança estrutural de hábito e o mercado mudou de patamar. O comportamento dos consumidores não deve voltar ao que era antes da pandemia.”
O Brasil, que respondeu por 53% da receita total do Mercado Livre no segundo trimestre de 2020, a média de vendas semanais saltou 74% em relação aos níveis de 2019. Visitas diárias ao marketplace alcançaram até 41 milhões em alguns dias neste ano, superando as 32,8 milhões de visitas por dia durante a Black Friday de 2019, um dos principais eventos comerciais do varejo realizado em novembro.
Pontos de Sucesso
· O Mercado Livre afirma ter contratado 200 funcionários próprios e outros 2.500 terceirizados desde a segunda metade de março para reforçar sua equipe de logística e dar conta do aumento do volume de entregas.
· O Mercado Livre quer passar dos três dígitos de crescimento na Black Friday ano 2020, assim aprovaram investimento três vezes maior do que o do ano 2019.
· O Mercado Livre vem reforçando a infraestrutura logística para entregar cerca de 75% de todos os itens armazenados e entregues pela rede própria da empresa dentro de 48 horas após o pedido, ante aproximadamente 55% na Black Friday de 2019.
· O Mercado Livre também começou a entregar aos fins de semana.
· Está buscando reduzir ainda mais sua dependência dos Correios, que entregavam mais de 50% do que o Mercado Livre vendia antes da greve mais recente.
· Abriu seu terceiro centro de distribuição no Brasil, em Lauro de Freitas, na Bahia e avança em conversas para um quarto CD — desta vez no Sul do país. Os dois primeiros estão localizados em Louveira e Cajamar, no Estado de São Paulo. A operação será no modelo Fulfillment, em que o Mercado Livre fica responsável por todo o processo logístico do vendedor do marketplace, do estoque de produtos ao pós-venda. A abertura é parte do plano de expansão da malha logística do Mercado Livre, que conta com investimento de R$ 4 bilhões no país em 2020.
· O Mercado Livre no seu novo CD vai criar 50 postos de trabalhos, podendo chegar a 500 funcionários na operação. O CD possui 35 mil metros quadrados, com capacidade para atender mais de 100 mil clientes por dia. 
· Foco na expansão de sortimento de mercadorias e vendedores.