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zoonoses- Leishmaniose visceral

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LEISHMANIOSE
VISCERAL CANINA
HUM→ Leishmaniose visceral Americana
Cães→ Leishmaniose visceral canina
-calazar
Leishmania sp.:
• Ordem Kinetoplastida • Família
Trypanosomatidae
• Parasito intracelular obrigatório e
heteroxeno
• Formas: amastigota e promastigota.
• Hospedeiros vertebrados: cães e humanos
• Hospedeiros invertebrados: Lutzomyia
longipalpis
Forma amastigota e promastigota( encontrada no mosquito).
E uma das 6 doenças endêmicas mais importante no mundo
é uma zoonose emergente e reemergente em area rurais e urbanas
ocorre cerca de 500mil casos novos em humanos
No BR 2000 casos novos /ano
A letalidade é em torno de 7 a 10 % .
→ Ampla distribuição geográfica: Ásia, Europa, oriente médio, África e Américas. Mais
frequente na Índia e china. Nas americas o BR retem maior incidência de casos.
No BR:
→ Centro Oeste, sudeste, Rj, parte de minas
BR: 90% dos casos da américa latina, com notificação em 21 estados dos 27.
Hospedeiro vertebrado: A raposa, o gambá e os cães são os principais em área urbana.
Na região sul do país a LV foi registrada primeiramente no Rio Grande do Sul, com
registros dos primeiros casos canino e humano em 2008 e 2009, respectivamente.
CICLO
Ciclo nos vertebrados: infecta pela picada dos flebotomíneos que inoculam as promastigotas
metacíclicas que invdem o sistema monocitico fagocitario ou sao fagocitadas e dentro dessas
células elas são diferenciadas para a formas amastigotas por divisões binárias simples até o
rompimento que serão livres no sangue e infecção de macrófagos. Até ter a circulação de
células infectadas na pele que são sugadas pelo flebotomíneo retomando o ciclo. O vetor
(flebotomíneo) se infecta ao realizar a hematofagia no hospedeiro vertebrado, ingerindo
formas amastigotas. No intestino do inseto se transforma em promastigota, multiplicando-se
por divisão binária simples. As formas promastigotas migram para a probóscida quando já
podem ser inoculadas na pele do próximo hospedeiro vertebrado pela picada.
→ e parasitar o compartimento fagolisossomal de fagócitos mononucleares
Esse período da infecção até a transmissão pelo flebotomíneo é o período de incubação
extrínseco (Eliminação da forma infectante→ após 4 a 21 dias)
Período intrínseco: Varia de 3 a 7 anos (não evolui para o quadro clínico). 40 a 60 % dos cães
podem ser assintomático.
período pré -patente: Da infecção até a soroconversão que demora em torno de 45 dias em
cães. Detecção do parasita é em torno de 10 dias. A alternativa para resultados negativos,
seria fazer parasitológico.
transmissibilidade: Capacidade de transmitir. Enquanto tiver parasitismo de pele. Persiste
mesmo após a cura clínica para cães. Grande dilema pois existem drogas para o tratamento de
cães porém ela não trás a cura parasitológica, o animal tem cura clínica no entanto, o
parasitismo de pele pode persistir e o animal continua sendo fonte de infecção. As pessoas
não enxergam o animal como risco por não ter sintomas. Em alguns casos essa parasitemia de
pele pode ser cessada, no entanto é transitório e o animal pode retornar a ser FI.
Ainda não tem tratamento para o animal deixar de ser FI.
O tratamento é elitista por ser muito caro.
PATOGENIA
→ vai depender do equilíbrio entre a multiplicação dos parasitos nas células do sistema
fagócito mononuclear
→ Os órgãos mais afetados são: linfonodo, baço, fígado, medula óssea e pele.
SINAIS CLÍNICOS
É importante ressaltar que a leishmaniose visceral pode cursar de forma assintomática,
oligossintomática ou sintomática. Cerca de 60% dos cães são assintomáticos, ou seja, nem
todos os animais desenvolvem a doença
Cães assintomáticos: ausência de sinais clínicos sugestivos da infecção por Leishmania
infantum
Cães oligossintomáticos: apresentação de alguns sinais clínicos como moderada perda de
peso, lesões de pele e/ou pelos opacos
Cães sintomáticos: todos ou alguns sinais mais comuns da doença como Sinais
neuromusculares – paresia, convulsão, atrofia muscular Adenomegalia – linfonodo
poplíteo, pré escapular e submandibular Sinais oftalmológicos – blefarite, uveíte,
conjuntivite, ceratite Mucosa – palidez, epistaxe, úlceras e nódulos Derme – eritema,
prurido, alopecia, hiperqueratose, onicogrifose
Outros sinais – gástricos (vômito, diarreia), insuficiência renal, artrose, abdominais
(hepatomegalia, esplenomegalia).
DIAGNÓSTICO
→ Epidemiológico - Verificar se:
• Animal é proveniente de área endêmica; • Se o animal visitou locais endêmicos;
• Se o caso é autóctone.
TESTE DE TRIAGEM→ TRDDP
→ imunocromatográfico
→ sensibilidade de 93 a 100% e especificidade de 92 a 100%.
Teste confirmatório ELISA: O teste ELISA é uma técnica com 100% sensibilidade e 99,3%
especificidade. Esta técnica consegue detectar animais assintomáticos, apresentando maior
sensibilidade.
Teste parasitológico direto:
Técnica por PAAF→ Linfonodos ou na medula (crista ilíaca ou esterno) → esfregaço
● observação de formas amastigotas em material biológico
● O material obtido é utilizado para a confecção de esfregaço ou impressão em lâminas,
histologia, isolamento em meios de cultura ou inoculação em animais de laboratório.
→ Imprint de tecido em casos de necópsia: Este método é realizado pela compressão do
fragmento de tecido, obtido por biópsia, sobre uma lâmina de microscopia, depois da retirada
do sangue em uma superfície absorvente (papel filtro). As lâminas devem ser fixadas em
metanol para envio ao laboratório de referência, onde serão coradas e avaliadas à microscopia
óptica para pesquisa do parasito.
Procura-se a forma amastigota no citoplasma de células fagocíticas
CASO CANINO SUSPEITO
→ Cão que apresente pelo menos um dos 3 sintomas
- Descamação (mais frequente na região periocular e bordas de orelha, úlceras de pele
(extremidades), ornicogrifose (diferenciar de falta de desgaste- leishmania estimula
produção de célula de queratina).
Associado a dois ou mais dos seguintes sintomas:
-Ceratoconjuntivite, coriza,apatia, emagrecimento, diarréia, hemorragia intestinal, vômitos,
edema das patas, paresias das patas posteriores e / ou caquexia.
→ O cão precisa de pelo menos 3 sintomas - 1 do primeiro e 2 do segundo.
Sarna é um diagnóstico diferencial para descamação da orelha. A sarna também pode se
aproveitar da imunossupressão decorrente da leishmania.
CASO CANINO CONFIRMADO
Deve preencher um dos seguinte critérios
-laboratorial: identificação de leishmania a partir da cultura e /ou inoculação em hamster ou
técnicas moleculares.
- Exame parasitológico direto, nos municípios onde já houve confirmação de transmissão
-Pesquisa ativa de Ac contra antígenos de leishmania, nos municípios em que já houve
confirmação de transmissão.
VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA
TRDDP: Triagem. Teste em série, só será positivo se a triagem e o confirmatório positivo.
## É importante saber o período que o animal entrou em contato, para verificar possíveis
falsos negativos.
Se reagente no TRDPP e ELISA: animal considerado positivo.
Se reagente no TRDPP e não reagente no ELISA: Inconclusivo.
Animal positivo segundo a legislação em municipios com transmissão confirmada deve ser
feito a eutanásia.
Se for município sem transmissão confirmada, faz-se a confirmação com parasitológico
direto para identificação da leishmania.
→ Critério clínico-epidemiológico
Animal de área endêmica e com quadro clínico compatível.
CASO AUTÓCTONE: Caso humano ou canino confirmado, sujo local provável de infecção
é o mesmo da residência. Lembrar do período de incubação em torno de 3 meses. Esta
definição pode ser aplicada considerando o município ou o estado como residência. Sua
determinação influencia as ações epidemiológicas, pois indica que o local possui a tríade
epidemiológica.
Áreas silenciosas: ou não tem casos ou não tem diagnóstico por falta de vigilância.
Municípios sem registro de casos autóctones de leishmaniose visceral humana ou canina.
área vulnerável: municípios que não tem casos autóctones humano ou canina. Pode ser
receptiva ou não.
são municípios sem casos autóctones de LV humana e/ou LV canina, mas que atendeum
ou mais dos seguintes critérios estabelecidos: municípios contíguos aos municípios com
casos de LV; ou que possuem fluxo migratório intenso; ou que fazem parte de um mesmo
eixo viário dos municípios com casos de LV.
área não vulnerável: que teve mas não tem mais casos.Não atendem os critérios para as
áreas vulneráveis.
área receptiva: tem a presença do vetor, mas não tem casos.Municípios que, após a
realização do inquérito entomológico, verificou-se a presença do L. longipalpis ou L. cruzi.
Área não receptiva: não tem casos e não tem vetor. Municípios que, após a realização do
inquérito entomológico, verificou-se a presença do L. longipalpis ou L. cruzi.
Áreas com transmissão esporádica: Municípios cuja média de casos nos últimos 5 anos é
inferior 2,4.
Silenciosos Receptivos Vulneráveis: aqueles com presença do vetor primário e sem
notificação de casos humanos e/ou caninos autóctones
O monitoramento consiste em inquéritos sorológicos censitários (ISCC) e inquéritos
amostrais. O ISCC está indicado para zonas urbanas de municípios silenciosos ou receptivos
ocorrência de casos autóctones de Leishmaniose Visceral no município de Foz do Iguaçu,
modificando a classificação epidemiológica do estado do Paraná para área com transmissão
esporádica
DEMANDA ESPONTÂNEA: Essa vigilância é baseada quando os casos são notificados
leishmaniose visceral.
principalmente em municípios silenciosos, devem ser feita a notificação obrigatória.
Leishmaniose Tegumentar Americana (LTA) em animais não é de importância
epidemiológica em Saúde Pública e, portanto, não são recomendadas ações de controle
dirigidas a animais.
→ o uso de coleiras impregnadas pode ser maior do que o obtido pela estratégia de eutanásia,
dependendo da cobertura obtida com o uso da coleira, bem como das perdas ocorridas na
manutenção delas
A eutanásia é indicada pelo Ministério da saúde, todavia fica a critério do município ser
obrigatória ou não.
A eutanásia isolada não resolve. Essa é uma ação que deve ser associada ao controle do vetor
( a lutzomyia é um flebotomíneo que se desenvolve em matéria orgânica principalmente
vegetal diferente dos culicídeos- o que complica o controle do vetor). É importante o
diagnóstico humano.
→ Caso o proprietário se recuse a realizar a eutanásia, o médico veterinário deve lavrar um
Termo de Responsabilidade por Recusa à Eutanásia.
→ Quando o animal foi diagnosticado com leishmaniose, o caso deve ser notificado aos
órgãos públicos citados, visto que esta é uma doença de notificação compulsória
CONTROLE DO VETOR
→ químico baseado na classificação epidemiológica e indicação entomológica ( a
leishmaniose cutânea tem outras espécies de flebotomíneos que são transmissores).
● pulverização mensal do ambiente: piretróides por ter efeito residual
● uso de coleiras impregnadas : deltametrina 4% que conferem proteção variando de 4 a
6 meses (tipo e tamanho do animal). O mosquito morre antes de fazer o repasto
sanguíneo, evitando que o animal transmita a doença para os vetores. Pode predispor
a neoplasia, mas o tempo de vida do animal é encurtado pela própria doença e o risco
de ser FI deve ser levado em consideração.
● Fitas impregnadas com pesticidas nos canis
Manejo ambiental→ reduzir os criadouros.
As medidas de controle da LV no País são padronizadas pelo Ministério da Saúde (MS)
→ Diagnóstico precoce e tratamento dos casos humanos
→ . Diagnóstico precoce e tratar os animais reagentes ou realizar a eutanásia dos casos
caninos
→ . Monitoramento e controle químico do vetor e manejo ambiental
→ Educação em saúde
→ Medidas de proteção individual
→ Saneamento ambiental
→ Controle da população canina não domiciliada
Do ponto de vista técnico, considerando a vigência da Portaria Interministerial nº 1426/2008,
somente os cães que estiverem em tratamento exclusivamente com o Milteforan aprovado
pelo MAPA não necessitarão ser encaminhados para eutanásia. Em qualquer outro caso, o
CFMV apoia as medidas de controle preconizadas pelos serviços de saúde, que, como dito,
devem ser implantadas de forma integrada. A soropositividade para LVC, além de dever ser
precedida de no mínimo dois testes sensíveis e específicos, deve ser diagnosticada por
médico veterinário do serviço público. Ainda, os métodos para o controle do reservatório
canino devem obedecer às Resoluções de bioética e bem-estar animal.
TRATAMENTO
→ o tratamento da LV, se considerado de modo isolado, não interferiria na saúde humana.
Contudo, como a LV é, também, uma zoonose, a presença do vetor permite a transmissão de
um cão infectado para outro cão ou para o ser humano. Nesse cenário, existe efetivo risco
para a saúde humana e canina quando cães doentes são mantidos em ambientes com
características favoráveis à presença do vetor.
→ Não eficaz para cura parasitológica
→ remissão temporária dos SC:
→ Não previne a ocorrência de recidivas
→ Efeito limitado na infectividade de flebotomíneos: O cão ainda transmite a infecção. A
parasitemia pode ser suprimida por um período temporário de em torno de 3 meses.
→ Pode induzir a resistência dos parasitos: Não deve utilizar drogas de uso humano
→ Milteforan: único medicamento licenciado no Brasil para leishmaniose canina. Existem
outros protocolos, que podem preconizar drogas de uso humano hospitalar (infringindo a lei,
que proíbe o uso- contrabando ou desvio de hospitais públicos).
→ custo alto, com séries de monitoramento laboratorial
→ efeito colateral que pode levar ao óbito do animal
VACINAÇÃO
→ Prevenção
→ Porque a vacina não é adotada em campanhas públicas: porque ainda não houve a
comprovação de proteção coletiva (bloqueio de casos em animais e em humanos).
→ medida de proteção individual
→ Leish Tec: aprovada. A vacina não impede que o animal fique sorologicamente positivo.
Essa positividade nos testes, não pode ser diferenciada da positividade por infecção natural.
Por isso que quando o animal é vacinado, a pessoa tem que assinar um termo que reconhece
que o animal ficará positivo, e se esse animal estiver em uma área com positiva e que caso a
vigilância epidemiológica faça o teste no animal por inquérito sorológico, esse animal pode
ser eutanasiado.Em municípios silenciosos sem ocorrência do vetor, não tem motivo para
vacinar a não ser que esse animal vá para locais com a presença do vetor.
→ Encoleiramento coletivo por outro lado pode ser usado como medida de proteção coletiva.
No entanto, a deltametrina tem patente o que prejudica esta ação, e que deve ser bancada pelo
proprietário do animal sendo assim uma medida individual.
EUTANÁSIA
→ Positivos: sorológico ou parasitológico.
ATIVIDADE EDUCATIVAS
→ notificar presença de insetos: o Flebotomíneo pica durante a noite (não é dolorida porém
coça)
→ Atividade de manejo ambiental para a redução de possíveis criadouros do vetor- áreas com
matéria orgânica em decomposição (mata fechada com solo preenchida por folhas).
→ Utilizar telas de malha fina em residências para reduzir os contato das pessoas com o vetor
→ Praticar a posse responsável
→ notificar a presença de cães sintomáticos.
Conforme as características de transmissão ela pode ser considerada como: - Leishmaniose
Zoonótica com transmissão animal - vetor - homem, ocorre em regiões da
L.chagasi/infantum. - Leishmaniose Antroponótica onde a transmissão é homem - vetor -
homem, encontrada nas áreas L. donovani
O diagnóstico parasitológico é o método de certeza e se baseia na demonstração do parasito
obtido de material biológico de punção de linfonodos, hepática, esplênica, de medula óssea e
biópsia ou escarificação de pele. Entretanto, alguns desses procedimentos, embora ofereçam a
vantagem da simplicidade, são métodos invasivos, significando a ocorrência de riscos para o
animal e também impraticáveis em programas de saúde pública, em que um grande número
de animais devam ser avaliados em curto espaço de tempo. Porém, a punção de linfonodos e
subsequente inoculação em meio de cultura (NNN) apresenta excelentes resultados para
diagnóstico individual.

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