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de vida. 
 
 Regulação Médica 
 
 
 Normas gerais e fluxos de regulação 
 
 O médico regulador, ao receber o caso, deverá, num curto espaço de tempo (de 30 segundos a 1 
minuto), por meio da utilização de técnicas específicas para este fim, julgar a gravidade de cada caso e, 
em se tratando de situação crítica, deverá desencadear imediatamente a melhor resposta. 
 
 Caso o médico regulador opte pelo envio de equipe de suporte básico ou avançado de vida ao local, 
deve monitorar todo seu deslocamento e receber o relato do caso quando a equipe lá chegar, 
confirmando ou alterando a gravidade estimada inicialmente; 
 
 Após essa reavaliação, o médico regulador deverá tomar uma segunda decisão a respeito da 
necessidade do paciente, definindo inclusive para qual unidade de saúde o paciente deve ser 
transportado, se for o caso. 
 
 A unidade de saúde de destino será definida em função das especialidades disponíveis no local e de 
acordo com a lesão / patologia que ofereça risco imediato ao paciente 
 
 Se o paciente for transportado, cabe ao médico regulador monitorar e acompanhar todo o atendimento 
prestado no trajeto; 
 
 O médico regulador deve estabelecer contato com o médico do serviço receptor, repassando a ele as 
informações técnicas sobre cada caso, para que a equipe local possa preparar-se para receber o paciente 
da melhor maneira possível; 
 
 Naquelas situações de atendimento médico no pré-hospitalar móvel, sempre que possível e com 
conhecimento e autorização do médico regulador, o médico assistente deverá manter-se em contato 
direto com o médico assistente do serviço de destino definido pela regulação, para repasse das 
informações sobre o paciente, a fim de instrumentalizar a organização da melhor recepção possível para 
os casos graves; 
 
 Após o adequado recebimento do paciente no serviço determinado, o médico regulador poderá 
considerar o caso encerrado; 
 
 O rádio operador deve acompanhar a movimentação dos veículos do SAMU, durante todas as etapas 
da regulação acima mencionadas. 
 
 Todas as solicitações de transferências devem ser repassadas ao coordenador da regulação para que 
o mesmo faça a regulação das mesmas, preenchendo adequadamente a ficha de transferência (anexo), 
lembrando que os atendimentos às Urgências/ emergências têm prioridade sobre os pedidos de remoção, 
podendo inclusive ser desviada qualquer equipe que esteja em deslocamento para uma transferência, 
desde que o paciente não se encontre na viatura, para o atendimento de uma urgência / emergência. 
 
 
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 Somente são objetos de transferência por parte do SAMU 192-DF, aqueles pacientes que necessitam 
de cuidados intensivos durante o transporte, devendo ser deslocada uma USA para o transporte. 
Remoções de pacientes que não necessitam cuidados intensivos são atribuição dos hospitais regionais, 
não sendo permitido o envio de Unidades Básicas do SAMU 192-DF para realização de tais transportes, 
exceto em casos excepcionais, quando autorizados pela chefia médica. 
 As situações não previstas neste manual devem ser encaminhadas à Chefia Médica para as 
providências pertinentes. 
 
 Etapas da Regulação Médica 
 
 Receber a chamada dos TARM´s dando prioridade aos casos classificados como urgentes 
 
 
 Identificar-se ao solicitante e, após, indagar: ―qual é a emergência‖? 
 
 
 Casos em que devem ser enviados recursos ANTES de completar a regulação, orientando o 
solicitante que a ambulância já está a caminho, mas é necessário permanecer na linha 
 
o Pacientes inconscientes 
o Pacientes com sinais de dificuldade respiratória 
o Acidentes de qualquer natureza 
o Casos de agressão (PAF, PAB) 
 
 
 Nos casos citados anteriormente, quando não houver médico regulador disponível, o caso deverá 
ser passado diretamente do TARM para o Rádio-operador responsável pela área, para o envio 
imediato da unidade, sendo imediatamente comunicado ao Coordenador de regulação o ocorrido. 
Somente após a chegada da equipe ao local será realizada a regulação pelo médico. 
 
 
 Após a avaliação, o médico regulador deverá classificar a ocorrência em 04 níveis: 
 
 NÍVEL 1 : Emergência ou urgência de prioridade absoluta (severa) 
 Risco imediato de vida ou da perda funcional imediata ou secundária; 
  Enviar Unidade Avançada 
 
 NÍVEL 2: Urgência de prioridade moderada; 
 O atendimento é imediato, mas dentro de poucas horas. Há necessidade 
de atendimento médico. 
  Enviar Unidade Básica ou Avançada 
 
 NÍVEL 3 : Urgência de prioridade baixa; 
 É necessária uma avaliação médica. Não há risco de vida ou perda de funções. Pode 
aguardar várias horas. Preferencialmente deve ser orientado a procurar assistência médica por meios 
próprios. 
  Enviar Unidade Básica, quando necessário 
 
 NÍVEL 4: Urgência de prioridade mínima; 
 O médico regulador pode realizar orientação por telefone sobre medicamentos e 
cuidados gerais. 
  Não enviar unidades 
 
 Passar os casos para o Rádio-operador com o provável diagnóstico e o status do paciente, bem como 
a classificação do atendimento 
 
 
 
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 Confirmar com o Rádio-operador o envio da unidade solicitada ou, no caso de impedimento, a 
alternativa de recurso, deixando devidamente registrado o motivo do impedimento e informar ao 
solicitante a indisponibilidade do envio do recurso. 
 
 O médico regulador deve priorizar os atendimentos em função da gravidade, podendo inclusive, se 
necessário, desviar unidades que já estejam a caminho de uma ocorrência de menor gravidade para o 
atendimento a casos mais graves. 
 
 Não é permitida a ocorrência de ―lista de espera‖ de pedidos de urgência/emergência. Caso não 
existam unidades disponíveis para atendimento no momento da solicitação, após a devida avaliação e 
priorização do atendimento, deve-se informar ao solicitante o ocorrido e, sendo necessário, orienta-lo 
a adotar os procedimentos necessários e procurar outros meios de locomoção para o serviço de 
saúde, deixando registrado o não atendimento por falta de recurso disponível. 
 
 Somente os casos de transferências inter-hospitalares podem ser organizados em listas de espera. 
 
 Orientar o solicitante a realizar procedimentos pertinentes ao caso enquanto aguarda a chegada da 
equipe 
 
 JAMAIS encaminhar pacientes para o hospital sem regular com a equipe no local 
 
 Aqueles casos em que o paciente encontra-se dentro de uma unidade de saúde, que não apresenta 
condições técnicas ou recursos humanos para conduzir adequadamente o caso, devem ser 
entendidos como um atendimento de urgência/emergência secundário, e não como transferência, e 
classificados de acordo com a gravidade do paciente 
 
 Realizar contato com o médico do hospital de destino, informando o quadro clínico do paciente; 
 
 Realizar o preenchimento correto de todas as telas pertinentes ao caso regulado, conferindo as 
mesmas ao encerrar a ocorrência. 
 
 Ao identificar o caso como não sendo de urgência / emergência, deve o médico regulador orientar, de 
forma rápida, a conduta a ser tomada e imediatamente desligar a ligação, informando ao solicitante a 
não pertinência do seu chamado e os transtornos que o mesmo pode estar causando ao atendimento 
à população. 
 
 No caso de agressividade por parte do solicitante, deve-se informar ao mesmo que a sua ligação está 
sendo gravada e, de forma profissional, deve-se tentar contornar a situação ou encerrar a mesma, 
caso o quadro do paciente assim o permita.

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