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 Unidades que estejam realizando cobertura a eventos, em caso de necessidade, devem ser acionadas 
para o atendimento, retornando para o evento após o encerramento da ocorrência. 
 
 Procedimentos emergenciais como ventilação, acesso venoso e uso de drogas em casos de Parada 
Cardiorespiratória, estão previamente autorizados, de acordo com os protocolos utilizados, mesmo 
antes da regulação com a equipe. 
 
 
 Situações em que devem ser enviadas Unidades Avançadas: 
 
• Paciente inconsciente; 
• Paciente com insuficiência respiratória grave; 
• Paciente com suspeita de Infarto Agudo do Miocárdio; 
• Paciente com suspeita de Acidente Vascular Cerebral; 
• Paciente com intensa agitação psicomotora; 
• Paciente com suspeita de Estado de Mal Epiléptico; 
• Suspeita de parada cardiorrespiratória; 
 
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• Ferimento por arma branca ou de fogo atingindo cabeça, pescoço, face, tórax, abdome, ou com 
sangramento importante; 
• Paciente com grande área corporal queimada ou queimadura de vias aéreas; 
• Eventos com mais de cinco pacientes; 
• Colisão de veículos com paciente preso em ferragens; 
• Colisão de veículos com paciente ejetado; 
• Colisão de veículos com morte de um dos ocupantes; 
• Acidente com veículo em alta velocidade – rodovia; 
• Queda de altura de mais de cinco metros; 
• Trabalho de parto evidente; 
• Pacientes doadores para realização de transplante. 
 
 
 Situações avaliadas pela equipe da USB que devem ser apoiados por USA 
 
 Solicitação do profissional da ambulância, em virtude de dificuldades técnicas no atendimento ao 
paciente; 
 Paciente com pressão sistólica abaixo de 100mmHg, com evidências de hipoperfusão periférica; 
 Paciente com freqüência respiratória inferior a 10 ou superior a 40 movimentos por minuto ou dificuldade 
respiratória não controlada com manutenção de vias aéreas; 
 Vítima de TCE com ECG com resultado igual ou menor que 8; 
 Comprometimento de vias aéreas e ventilação: trauma de face, pescoço, traumatismos severos do tórax; 
 Ferimentos penetrantes da cabeça, pescoço, tórax, abdome, região inguinal; 
 Evidência de trauma raquimedular; 
 Amputação parcial ou completa de membros; 
 Trauma de extremidade com comprometimento neuro-vascular; 
 Queimaduras com acometimento extenso da superfície corporal ou das vias aéreas. 
 
 
 Transferências Inter-hospitalares 
 
Considerando as atribuições do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência SAMU 192 definidas 
pela portaria 2048/02, aliado ao fato de que todas as Regionais de Saúde dispõe de frota própria de 
ambulâncias de transporte tipo ―A‖, destinadas às remoções simples e de caráter eletivo, somente serão 
objeto de transferências inter-hospitalares por parte do SAMU 192-DF, aqueles pacientes que necessitem 
de cuidados intensivos durante o transporte, ou seja, que devem ser acompanhados por médico, em UTI - 
móvel, após decisão do médico regulador. 
Dessa forma, ficam definidas algumas condutas com relação às transferências inter-hospitalares: 
 
 Somente será permitido o envio de Unidades de Suporte Básico para realização de transferências 
em casos excepcionais, quando autorizado pela chefia médica; 
 
 Todas as solicitações dessa natureza deverão ser, preferencialmente, reguladas pelo médico 
coordenador da regulação de plantão, sendo obrigatório o preenchimento completo da Ficha de 
Solicitação de Transferências (anexo); 
 
 Somente deve ser utilizada uma (01) Unidade de Suporte Avançado, por vez, para a realização de 
transferências, devendo as outras unidades ficar disponíveis para o atendimento às urgências / 
emergências da população; 
 
 As solicitações de transferências para leitos de UTI somente serão aceitas através da Central de 
Regulação de Leitos de UTI, devendo a mesma fornecer os dados completos referentes à solicitação, 
bem como confirmar a vaga e o responsável no local de destino; Solicitações para UTI´s privadas podem 
ser reguladas direto com o solicitante, mas só devem ter o recurso enviado após a confirmação da vaga 
no serviço de destino. 
 
 Não serão realizadas transferências cujas informações estejam incompletas ou duvidosas; 
 
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 Todas as informações referentes ao paciente devem ser repassadas ao médico da Unidade 
Avançada enviada; 
 
 Aquelas solicitações realizadas após as 12:00h e após as 18:00h, em se tratando de paciente 
estável e cujo motivo da transferência seja eletivo, deverão ser repassadas para a equipe que assumir o 
plantão subseqüente; 
 
 Pacientes que se encontram de alta da UTI e são encaminhados de volta ao serviço de origem, 
devem ter seu transporte providenciado pelo hospital de origem; 
 
 Pacientes cuja transferência seja eletiva, somente devem ser transportados com presença de 
familiar ou acompanhante responsável. No caso de impedimento, deve estar anexado junto à 
documentação a autorização de transferência assinada pelo familiar, responsável ou o médico do hospital 
de origem; 
* Texto da portaria GM/MS n°2048/02 referente às transferências inter-hospitalares 
 
 Responsabilidades / Atribuições do Serviço / Médico solicitante: 
 
a - O médico responsável pelo paciente seja ele plantonista, diarista ou médico assistente, deve 
realizar as solicitações de transferências à Central de Regulação e realizar contato prévio com o serviço 
potencialmente receptor; 
 
b - Não remover paciente em risco iminente de vida, sem prévia e obrigatória avaliação e atendimento 
respiratório, hemodinâmico e outras medidas urgentes específicas para cada caso, estabilizando-o e 
preparando-o para o transporte; 
 
c - Esgotar seus recursos antes de acionar a central de regulação ou outros serviços do sistema loco 
regional; 
 
d - A decisão de transferir um paciente grave é estritamente médica e deve considerar os princípios 
básicos do transporte, quais sejam: não agravar o estado do paciente, garantir sua estabilidade e garantir 
transporte com rapidez e segurança; 
 
e - Informar ao médico regulador, sempre, de maneira clara e objetiva, as condições do paciente; 
 
f - Elaborar documento de transferência que deve acompanhar o paciente durante o transporte e 
compor seu prontuário na unidade receptora, registrando informações relativas ao atendimento prestado 
na unidade solicitante, como diagnóstico de entrada, exames realizados e as condutas terapêuticas 
adotadas. Este documento deverá conter o nome e CRM legíveis, além da assinatura do solicitante; 
 
g - Obter a autorização escrita do paciente ou seu responsável para a transferência. Poder-se-á 
prescindir desta autorização sempre que o paciente não esteja apto para fornecê-la e não esteja 
acompanhado de possível responsável; 
 
h - A responsabilidade da assistência ao paciente transferido é do médico solicitante, até que o 
mesmo seja recebido pelo médico da unidade responsável pelo transporte, nos casos de transferência em 
viaturas de suporte avançado de vida ou até que o mesmo seja recebido pelo médico do serviço receptor, 
nos casos de transferência em viaturas de suporte básico de vida ou viaturas de transporte simples. O 
início da responsabilidade do médico da viatura de transporte ou do médico da unidade receptora 
não cessa a responsabilidade de indicação e avaliação do profissional da unidade solicitante; 
 
i - Nos casos de transporte de pacientes em suporte básico de vida para unidades de apoio 
diagnóstico e terapêutico, para realização de exames ou tratamentos, se o paciente apresentar 
intercorrências de urgência, a responsabilidade pelo tratamento e estabilização é da unidade que está 
realizando o procedimento, que deverá estar apta para seu atendimento, no que diz respeito a 
medicamentos, equipamentos e recursos humanos capacitados; 
 
 
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j - Nos casos de transporte de pacientes críticos para realização de procedimentos

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