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atento para a iminência de uma parada respiratória. 
 
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 PARADA CARDIORESPIRATÓRIA 
 
Parada Cardio-Respiratória (PCR) é o cessar da atividade elétrica e/ou mecânica do coração, o que 
não gera circulação do sangue pelo organismo. 
 
 MANIFESTAÇÃO CLÍNICA: 
 
 Inconsciência; 
 Ausência de movimentos respiratórios ou gasping (respiração anormal e agonizante) 
 Ausência de pulso carotídeo 
 
Estatísticamente, cerca de 85% das PCR´s ocorridas fora do ambiente hospitalar acontecem em 
casa. 
Os neurônios (células cerebrais) são extremamente sensíveis à falta de oxigênio e glicose; portanto, 
o atendimento à vítima de PCR deve ser iniciado o mais precocemente possível. Após 10 segundos de 
PCR sem atendimento, ocorre a perda da consciência. Após 04 minutos, todas as reservas de glicose 
se acabam e, em 06 minutos, começa o dano celular irreversível. Após 16 minutos de PCR, a morte 
cerebral é completa. Portanto, o tempo é fator importantíssimo no que se refere ao atendimento à vítima 
de PCR e o socorro deve ser rápido e eficaz. 
Mais de 90% das Paradas Cardíacas ocorridas no ambiente extra-hospitalar tem como causa a 
FIBRILAÇÃO VENTRICULAR, um tipo de arritmia fatal, cuja reversão efetiva só é possível através da 
desfibrilação. A desfibrilação é a aplicação de uma corrente elétrica por meio de um desfibrilador, com o 
objetivo de reorganizar a atividade elétrica do coração, revertendo arritmias letais. 
Com base nisso, foi criado o conceito de Corrente da Sobrevivência, formada por 05 elos e que 
tem por objetivo oferecer, o mais rápido possível, o suporte necessário à vítima de PCR, aumentando suas 
chances de sobrevivência. 
 
 
 
 
 
1° elo: SOCORRO PRECOCE 
Acionamento dos serviços de emergência assim que identificada uma situação de PCR e início 
imediato dos esforços de reanimação 
 
2° elo: RCP PRECOCE 
Iniciar as manobras de Reanimação Cardiopulmonar o mais rápido possível e manter até a 
chegada do Desfibrilador 
 
3° elo: DESFIBRILAÇÃO PRECOCE 
Acesso e utilização do DESFIBRILADOR EXTERNO AUTOMÁTICO (DEA) 
 
4° elo: SUPORTE AVANÇADO 
Procedimentos e medicações utilizadas pela equipe de socorro 
 
5° elo: CUIDADOS PÓS-PCR INTEGRADOS 
Procedimentos a serem adotados após o retorno da circulação espontânea 
 
 
 
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O conjunto de procedimentos de suporte básico de vida é realizado a partir das recomendações da 
American Heart Association (AHA), que são revistas e atualizadas a cada 5 anos. As diretrizes mais 
recentes são as de 2010, que enfatizam o trabalho em equipe do serviço de emergência e a 
necessidade primária de fazer o sangue circular no corpo da vítima prioritariamente. 
Didaticamente, é possível descrever a sequência de atendimento pela sigla CAB, sendo: 
 C- Circulação 
A- Abertura de vias aéreas 
B- Boa respiração 
 
 SEQUÊNCIA DE SUPORTE BÁSICO DE VIDA EM ADULTOS 
 
1. Avalie se a cena é segura, paramente-se com EPI´s e determina se há necessidade de 
recursos adicionais; 
2. Avalie o nível de consciência da vítima; 
3. De maneira rápida e dinâmica, verifique a respiração (se a vítima respira ou se apresenta 
gasping); 
4. Acione o serviço de emergência ou a Unidade de Suporte Avançado; 
5. Verifique a presença de pulso carotídeo (esse procedimento não deve durar mais de 10 
segundos). Caso haja dúvida sobre a presença de pulso, considere que a vítima NÃO 
TEM PULSO; 
6. Inicie compressões torácicas externas (no centro do tórax, na altura dos mamilos; mãos 
sobrepostas e braços esticados); 
7. Realize 30 compressões ininterruptas; comprima rápido (no mínimo 100 compressões por 
minuto) e forte (no mínimo 5 centímetros de profundidade), permitindo que o tórax 
retorne totalmente à sua posição original entre as compressões; 
8. Após a 30ª compressão, pare e proceda a abertura das vias aéreas (elevação do queixo); 
9. Realize 02 ventilações (cada ventilação deve durar cerca de 1 segundo). As ventilações 
devem provocar elevação visível do tórax da vítima; 
10. Reinicie as compressões, repetindo os passos7, 8 e 9 durante mais 4 vezes (totalizando 5 
ciclos) 
11. Após os 05 ciclos (ou aproximadamente 02 minutos), verifique presença de pulso 
carotídeo (ou seja, o passo 05); 
12. Caso não haja pulso carotídeo palpável, reinicie a RCP; 
13. Em caso de retorno da circulação espontânea, posicione a vítima em decúbito lateral 
esquerdo. 
 
Nota 1: O Desfibrilador Externo Automático (DEA) deve ser instalado tão logo esteja disponível. 
Nota 2: As interrupções nas compressões torácicas devem ser mínimas. 
Nota 3: As ventilações devem ser realizadas com equipamento específico (reanimador manual ou 
BVM: bolsa-válvula-máscara). 
 
 
 
 
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 PARADA RESPIRATÓRIA 
 
É a cessação dos movimentos respiratórios da vítima, com conseqüente falta de oxigenação dos 
tecidos, porém associada a pulsos centrais palpáveis. Pode ocorrer devido a uma série de causas como 
obstrução de vias aéreas, traumatismo de tórax, intoxicações e outras. A parada respiratória, se não 
revertida a tempo, inevitavelmente, evolui para uma parada cardiorrespiratória. 
 
 MANIFESTAÇÃO CLÍNICA: 
 
 Inconsciência 
 Ausência de movimentos respiratórios ou gasping (respiração anormal e agonizante) 
 
 SEQUÊNCIA DE SUPORTE BÁSICO DE VIDA EM ADULTOS 
 
1. Avalie se a cena é segura, paramente-se com EPI´s e determina se há necessidade de 
recursos adicionais; 
2. Avalie o nível de consciência da vítima; 
3. De maneira rápida e dinâmica, verifique a respiração (se a vítima respira ou se 
apresenta gasping); 
4. Acione o serviço de emergência ou a Unidade de Suporte Avançado; 
5. Verifique a presença de pulso carotídeo (esse procedimento não deve durar mais de 10 
segundos). Caso haja dúvida sobre a presença de pulso, considere que a vítima NÃO 
TEM PULSO; 
6. Caso haja pulso, identifica-se uma parada respiratória. Proceda a abertura das vias 
aéreas (elevação do queixo); 
7. Inicie as ventilações, realizando de 8 a 10 ventilações por minuto (1 ventilação a cada 6 
a 8 segundos). As ventilações devem provocar elevação visível do tórax da vítima; 
8. Reavalie a vítima após 02 minutos (se voltou a respirar e se tem pulso carotídeo 
palpável); 
9. Continue com esses procedimentos até o retorno da respiração espontânea; 
10. Caso a vítima evolua para PCR, inicie as manobras de RCP 
 
 
 
 Método com equipamento ( boca-máscara) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Método com equipamento ( Bolsa-valva-máscara) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1. Desobstruir as vias aéreas. 
2. Fixar adequadamente a máscara 
sobre a face da vítima,segurando-a 
firmemente. 
3. Ventilar através da máscara. 
4. Manter a mesma freqüência do 
método anterior, lembrando de 
liberar a máscara para a vítima 
poder exalar o ar. 
1. Escolha o balão e máscara 
adequados ao tamanho da vítima 
2. Coloque-se atrás da vítima 
3. Com uma das mãos segure 
firmemente a máscara no rosto do paciente 
4. A outra mão comprime o balão para 
a ventilação, mantendo as mesmas 
freqüências anteriores 
 
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 Coloque-se ao lado da vítima, conforme a 
figura ao lado 
 Inicie as manobras de respiração artificial, 
começando com 02 insuflações 
 Inicie as manobras de compressão 
torácica, realizando 30 compressões 
 Mantenha uma relação de 30 
compressões para cada 02 insufladas 
 A cada 2 minutos , aproximadamente, de 
insuflação-compressão, pare e reavalie a vítima. 
 
 
 
 A utilização do BVM por uma única pessoa

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