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pulso distal e a presença de parestesias. 
 Atenção especial deve ser dada àquelas situações de fratura de ossos longos, principalmente 
fraturas de fêmur, pela possibilidade da presença de hemorragia importante, mesmo que a mesma não seja 
visível ( na coxa podem ser armazenados até 2.000 ml de sangue numa fratura fechada de fêmur!!!), 
podendo levar a vítima ao choque. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 No caso de fraturas expostas 
 
o Fazer inicialmente o controle da hemorragia, se houver. 
o Cobrir o ferimento com compressas ou panos limpos. 
o Proceder à imobilização do membro. 
o Monitorar os sinais vitais e estar atento para a possibilidade de choque. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 CONDUTA 
 
o Imobilizar a articulação afetada, 
na posição encontrada. 
o Após imobilizar, verificar 
novamente pulso e sensibilidade 
o Encaminhar imediatamente ao 
hospital. 
o Não tentar reduzir a luxação, 
sob o risco de causar lesões nervosas e 
vasculares 
 CONDUTA 
 
o Retirar pulseiras, relógios ou 
anéis do membro afetado 
o Imobilizar a região afetada, se 
possível, alinhando o membro 
o Encaminhar imediatamente ao 
hospital. 
o Não tentar reduzir a fratura, 
sob o risco de causar lesões nervosas ou 
vasculares 
 
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 AMPUTAÇÕES TRAUMÁTICAS 
 
O tema já foi abordado no capítulo VI. 
 
 
 ESMAGAMENTOS 
 
o Deve-se proceder à imobilização do membro e controle da hemorragia. 
o Deve ser levado ao serviço médico o mais breve possível. 
o Estar atento para a possibilidade de choque. 
 
 
 TRAUMA TORÁCICO 
 
As lesões ocorridas no tórax podem ser divididas basicamente em lesões abertas ou fechadas. 
Basicamente, apenas as lesões abertas podem ser amenizadas com procedimentos de primeiros socorros, 
entretanto, o socorrista deve estar atento para a possibilidade da ocorrência de lesões fechadas, devido a alta 
mortalidade resultante da associação destas lesões com a demora no atendimento definitivo. 
As lesões abertas são evidentes ao exame físico. No caso das lesões fechadas a sua ocorrência deve 
ser suspeitada pelo socorrista através de sinais e sintomas sugestivos e pela avaliação do mecanismo de 
trauma ocorrido. 
 
 
 MECANISMOS DE TRAUMA SUGESTIVOS DE LESÕES FECHADAS 
o Acidentes automobilísticos ( com ou sem cinto de segurança) 
o Quedas de grandes alturas 
o Esmagamentos envolvendo a região torácica 
o Golpes violentos sobre o tórax 
o Fraturas de costelas 
 
 
 
 SINAIS E SINTOMAS SUGESTIVOS DE LESÕES FECHADAS 
o Dor torácica ( espontânea ou à palpação) 
o Falta de ar 
o Cianose 
o Deformidades no tórax 
o Respiração ruidosa 
o Sinais de choque 
o Marcas de trauma na pele 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 CONDUTA NOS TRAUMAS TORÁCICOS 
 
o No caso de lesões abertas, fazer um curativo com três pontos 
o Imobilizar a coluna cervical 
o Movimentar o mínimo possível a vítima 
o Manter os sinais vitais 
o Encaminhar o mais rápido possível para o hospital 
o Se possível, administrar oxigênio 
 
 TRAUMA ABDOMINAL 
 
Assim como o trauma torácico, os traumas abdominais podem se apresentar abertos ou fechados. A 
suspeita do trauma fechado deve ser levantada também pelo mecanismo de trauma envolvido e pelos 
sinais e sintomas do paciente. Os mesmos mecanismos de trauma descritos para as lesões torácicas 
podem ser determinantes de lesões abdominais. 
As condutas no caso de ferimentos penetrantes e evisceração foram discutidas no capítulo IV. 
Dessa forma, a apresentação a seguir se refere a traumas abdominais fechados. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 SINAIS E SINTOMAS SUGESTIVOS DE TRAUMA ABDOMINAL FECHADO 
 
o Dor abdominal ( espontânea ou à palpação) 
o Rigidez abdominal 
o Vômitos 
o Marcas de trauma na pele (hematomas ou equimoses) 
o Sinais de choque 
 
 CONDUTAS 
 
o Manter os sinais vitais 
o Não dar água ou alimentos à vítima 
o Movimentar o mínimo possível a vítima 
o Encaminhar ao hospital o mais rápido possível 
 
 
 TRAUMATISMO CRANIANO E RAQUIMEDULAR 
 
 
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 Os traumatismos craniencefálicos (TCE) são causas de grande parte das mortes ocorridas devido a 
traumas. Infelizmente, muito pouco pode ser feito do ponto de vista de primeiros socorros, para retardar o 
processo lesivo. Somente o tratamento definitivo, muitas vezes cirúrgico, pode dar a chance de 
sobrevivência à vítima. 
Dessa forma, torna-se importante, no caso do atendimento de emergência, a correta identificação, 
ou a suspeita, da presença do TCE, para que sejam tomadas as medidas necessárias para que novas 
lesões sejam evitadas e a vítima chegue o mais rápido possível ao hospital. 
 Os traumatismos na região da cabeça podem causar lesões que podem variar desde cortes no couro 
cabeludo (que sangram bastante!!!) até lesões complexas que atingem o Sistema nervoso Central. 
 A avaliação do estado neurológico se inicia no exame primário, através da avaliação do nível de 
consciência (AVDI). Durante o exame secundário, serão procurados os seguintes sinais, sugestivos de 
TCE: 
 
 
 Lesões abertas ou hematomas no couro cabeludo 
 Deformidades ou crepitações à palpação do crânio 
 Equimose periorbitária (Sinal do Guaxinim ) 
 Equimose retroauricular ( Sinal de Battle) 
 Saída de sangue ou líquor pelo ouvido ou nariz 
 Anisocoria (Pupilas de tamanhos diferentes) 
 
 
 
Nestes casos, deve-se oferecer o Suporte Básico de Vida – Manutenção dos sinais vitais e controle 
de hemorragias, além de uma imobilização adequada. TODA VÍTIMA DE TCE DEVE SER CONSIDERADA 
PORTADORA DE LESÃO DE COLUNA CERVICAL. 
 
 Um parâmetro útil na avaliação da evolução de uma paciente vítima de TCE é a ESCALA DE COMA 
DE GLASGOW. 
 
 Esta escala deve ser avaliada após a estabilização 
do paciente. Para cada uma das respostas ( ocular, verbal 
e motora) será atribuído um valor. A soma destes três valo 
res será o resultado final. Este resultado pode variar de 3 
a 15. 
 É importante lembrar que esta escala perde o valor 
em pacientes alcoolizados ou drogados, sendo seu uso 
restrito à avaliação de vítimas de trauma. 
 Como dito anteriormente, esta escala tem valor na 
avaliação da evolução de um provável TCE, devendo ser, 
portanto, repetida periodicamente. 
 
 
 
 
 
 Os traumatismos raquimedulares acometem a coluna vertebral e /ou a medula espinhal, podendo 
causar déficits neurológicos transitórios ou definitivos. O manuseio e transporte inadequados de vítimas 
com lesões raquimedulares são responsáveis, todo ano, por milhares de casos de para ou tetraplegia em 
vítimas de acidentes. Grandes esforços vêm sendo feitos, no sentido de conscientizar a população de que a 
espera por um socorro e transporte adequados traz mais benefícios às vítimas de acidentes , do que o 
transporte errado e descuidado visando apenas a chegada rápida e irracional ao hospital. 
 A maioria das lesões acomete a coluna cervical, podendo causar tetraplegias e até a morte. 
 Deve-se sempre pensar na possibilidade de TRM, naquelas pessoas vítimas de acidentes violentos, 
tais como acidentes automobilísticos, quedas de grandes alturas, quedas de cavalos,etc) 
 Pacientes vítimas de TCE também devem ser considerados como portadores de TRM, devendo ser 
transportados com a imobilização adequada. 
 Durante o exame secundário, podem ser encontrados sinais sugestivos de TRM, tais como: 
ESCALA DE COMA 
DE GLASGOW 
Abertura ocular 
Espontânea 4 
Comando verbal 3 
Dor 2 
Sem resposta 1 
Resposta Verbal 
Orientado

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