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Fibromialgia: Dor Musculoesquelética Crônica

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Fibromialgia
Reumatologia – Amanda Longo Louzada
DEfinição:
· Doença caracterizada pela ocorrência de dor musculoesquelética difusa e crônica onde nenhuma outra causa pode ser identificada e está associada a uma constelação de sintomas e síndromes funcionais
Fisiopatologia:
· Processamento anormal da dor, com amplificação da dor a uma resposta sensorial, embora não existam defeitos neurológicos periféricos ou centrais.
· Origem multifatorial com predisposição poligênica
· Ocorre diminuição dos níveis de serotonina e aumento do nível das substâncias P
· Sensibilização do SNC:
· RNMf: aumento do processamento da dor cortical\subcortical em doenças
· Deficiência no sistema inibitórios da dor 
· Perda de substância cinzenta encefálica 
· Aumento da secreção de serotonina 
· Alterações na ação da substância P, das células NK, da prolactina, cortisol e hormônio do crescimento
· Eventos Desencadeantes: traumatismo físico, infecções virais e fatores emocionais
· Fatores psicológicos e sociais: baixa escolaridade, solteiros, tabagismo, obesidade e perda de recente
· Fatores Genéticos: maior incidência entre familiares
· Distúrbios do sono:
· Sono não reparador e insônia 
· EEG específico: similar ao de pessoas estressadas, com osteoartrite, febre  
· Disfunção neuroendócrina pelo estresse
· Sistema Nervoso Autônomo:
· Desregulado para mais ou para menos, não se sabe
· Alteração no Processamento da Dor:
· Maior sensibilidade ao estímulo doloroso 
· Substância P no LCR aumentada 3 vezes mais
Epidemiologia:
· Mais comum em mulheres do que em homens (9:1)
· Mais comum entre 35-55 anos 
Características Clínicas:
· Dor Difusa:
· Dor persistente, extenuante e incomoda, por mais de 3 meses
· A dor em um lado pode ser maior que outro)
· Pontos sensíveis (hiperalgesia\Alodínea):
· Hiperalgesia: resposta aumentada a um estímulo que normalmente é doloroso 
· Alodínea: dor em resposta a um estímulo que em condições normais não é doloroso 
· Sensibilidade: pressão, calor e frio 
· Resposta exacerbada a estímulos ambientais
· Sono: leve, não reparador, despertares frequentes, sono agitado, insônia inicial e dificuldade para a retomada do son
· Fadiga: sensação de falta de energia, exaustão, fadiga matinal, cansaço extenuante, fraqueza geral
· Síndrome da Fadiga Crônica:
· Sintomas Major: fadiga por mais de 6 meses que não melhora com o repouso, levando a limitação das atividades diárias 
· Sintomas Minor: dor de garganta, mialgias, adenopatia dolorosa cervical ou axilar, poliartralgia, sem artrite, fraqueza muscular, sono não reparador, disfunção cognitiva e fadiga pós exrcícios
· Déficit da memória e concentração: atenção e capacidade mental diminuída de processar informações, déficit de memória recente 
· Desordens associadas: síndrome do intestino irritável, síndrome da bexiga irritável, síndrome das pernas inquietas, intolerância ao frio, tontura e sensibilidade múltiplas
· Dor Miofascial: síndrome dolorosa miofascial, regional, prima, próxima da fibromialgia ou, talvez um ancestral imediato 
· Dor muscular profunda, localizada, denominada trigger point (ponto de gatilho) que piora com a palpação do local e associa-se com rigidez local
eXames complementares:
· Hemograma, função renal e hepática, TSH, VHS, PCR, sorologia e enzimas musculares para ver se tem outra causa para a dor do paciente 
· Avaliar caso a caso: eletroneuromiografia, raio-X e exames mais específico
· Nenhum exame vai ajudar no diagnóstico e no tratamento da doença, vai ajudar apenas no diagnóstico diferencial 
· Os resultados são normais na doença e são usados para excluir outras doenças 
Critérios diagnósticos:
· É preciso ter as 3 condições abaixo
· Índice de dor generalizada: maior ou igual a 7, deve somar o número de regiões que apresentam dor ao longo da última semana, sendo o valor máximo 19
· Pescoço, mandíbulas, ombros, braços, antebraços, tórax, abdome, dorsos, quadris, coxas e pernas
· Escala de severidade de sintomas: deve ser maior ou igual a 5, deve-se somar a gravidade dos 3 sintomas com a gravidade dos sintomas somático gerais, sendo o valor máximo 12.
· Ausente (0), leve (1), moderado (2) e grave (3), sendo os sintomas fadiga, sono não reparador e alterações cognitivas 
· Quanto aos sintomas somáticos: nenhum sintoma (0), poucos sintomas (1), número moderado de sintomas (2), muitos sintomas (3)
· Presença de sintomas há pelo menos 3 meses
· Ausência de outra doença que possa explicar o quadro
Diagnóstico Diferencial:
· LES, artrite reumatóide, miopatias inflamatórias 
· Tendinites e tenossinovites 
· Hipotireodismo 
· Neurose de compensação: dor crônica relacionado ao trabalho objetivando compensações financeiras\ afastamento\ benefícios previdenciários 
Tratamento:
· Objetivos: reduzir a dor e os sintomas associados; aumentar a função e qualidade de vida
· Não Medicamentoso:
· Educação ao paciente: abordagens de tratamento, boa higiene do sono, doença que não cursam com incapacidade física e deformidades
· Programa de exercícios: aeróbicos, alongamento e fortalecimento, após tirar o paciente da crise
· Reabilitação 
· Acupuntura 
· Intervenções Psicológicas: TCC e Mindfulness
· Tai chi (prática da mente e do corpo com exercícios suaves de movimentos fluídos), Yoga, e estimulação transcraniana
· Medicamentoso:
· Analgésicos: paracetamol, dipirona e opióides fracos (tramadol e codeína) 
· Relaxantes Musculares: ciclobenzaprina 
· Antidepressivos: amitriptilina, venlafaxina, fluoxetina e duloxetina
· Anticonvulsivantes
· Exercício Físico: 
· Exercícios aeróbicos por 20 minutos uma vez\dia ou 10 minutos 2 vezes\dia e 2 a 3 dias da semana 
· Exercícios de fortalecimento 2 a 3 vezes\semana e com pelo menos 8 a 12 repetições por exercícios 
· Duração do programa de exercícios entre 2 e meia a 24 semanas

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