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Peça Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão

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em lesão aos 
direitos sociais como saúde, educação, lazer etc. 
 
Não restam dúvidas quanto ao direito dos servidores de revisão geral 
anual dos índices de remuneração e subsídios, sendo, em verdade, conforme já dito, 
uma forma de garantir a irredutibilidade dos vencimentos. 
 
Além do mais, conforme já salientado, a omissão legislativa ofende 
diretamente um mandamento constitucional, motivo pelo qual, requer a declaração de 
inconstitucionalidade por omissão da referida, com a determinação de que seja 
deflagrada a inciativa legislativa no prazo de 180 (cento e oitenta) dias, tendo em vista 
o precedente na ADI 3.682/2007. 
 
V – DA MEDIDA CAUTELAR 
O cabimento de medida cautelar na ação direta de 
inconstitucionalidade por omissão possui previsão no art. 12-F da lei n.º 9.868/1999, in 
verbis: 
Art. 12-F. Em caso de excepcional urgência e relevância da matéria, 
o Tribunal, por decisão da maioria absoluta de seus membros, 
observado o disposto no art. 22, poderá conceder medida cautelar, 
após a audiência dos órgãos ou autoridades responsáveis pela 
omissão inconstitucional, que deverão pronunciar-se no prazo de 5 
(cinco) dias. (Incluído pela Lei nº 12.063, de 2009). 
 
O §1º da referida norma, além da suspensão da aplicação da lei ou do 
ato normativo questionado, no caso de omissão parcial, ou suspensão de processos 
judiciais ou de procedimentos administrativos, no caso de omissão total, possibilita 
ainda como medida cautelar qualquer outra providência a ser fixada pelo Tribunal. 
Assim, entende ser plausível o prazo de 180 dias para que o processo legislativo se 
inicie e tramite de modo mais célere e o mais rápido possível. 
 
Ademais, o fumus boni iuris reside na omissão legislativa qualificada 
de editar lei sofre a revisão geral anual dos servidores do Estado de Santa Catarina. O 
periculum in mora, por sua vez, resta claro na possibilidade de os servidores terem os 
seus rendimentos reduzidos cada vez mais em razão da inflação. 
 
 
VI – DO PEDIDO 
Ante o exposto, requer: 
a) Que seja concedida a medida cautelar, com a notificação do chefe do 
Poder Executivo do Estado de Santa Catarina para que, em 180 dias, 
inicie projeto de lei relativo à revisão geral anual, na forma no art. 12- 
F, lei nº 9.868/1999; 
b) Que o Governador do Estado seja notificado para que se manifeste, caso 
queira, no prazo legal, nos termos do art. 6º, lei nº 9.868/1999; 
c) A notificação do AGU, para que se manifeste no prazo de 15 dias, 
conforme art. 12-E, § 2º, 9.868/1999; 
d) A oitiva do Procurador-Geral da República, para que atue como custos 
legis, no prazo de 15 dias, nos termos do art. 12-E, § 3º, 9.868/1999; 
e) A procedência do pedido, consistente na declaração da mora legislativa, 
consistente no reconhecimento do dever de dar iniciativa à lei cometido 
ao chefe do Poder Executivo do Estado de Santa Catarina. 
 
VII – DAS PROVAS 
Requer-se a produção de todos os meios admitidos em direito, nos 
termos do art. 9, §1º da lei n.º 9.868/1999, em especial prova documental. 
 
VIII – DO VALOR DA CAUSA 
Deixa de atribuiu valor à causa, em razão da impossibilidade de 
quantificar o seu conteúdo econômico. 
 
Termos em que 
Pede deferimento. 
 
Local, (Dia), (Mês) de (ano) 
Nome do Advogado 
OAB/UF no ...