A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
10 pág.
Exame Físico do Ombro

Pré-visualização | Página 1 de 2

Músculos do ombro 
Deltoide 
 Movimento: Abdução do braço. Auxilia nos movimentos de flexão e extensão, rotação 
lateral e medial, flexão e extensão horizontal do braço. Estabilização da articulação do 
ombro. 
Supra-espinhal 
 Movimento: Inicia e ajuda o M. deltoide na abdução do braço e atua com os músculos 
do manguito rotador 
 
Infra-espinhal 
 Movimento: Roda lateralmente o braço e atua com os músculos do manguito rotador 
Redondo menor 
 Movimento: Roda lateralmente o braço e atua com os músculos do manguito rotador 
 
Redondo maior 
 Movimento: Aduz e roda medialmente o braço 
 
 
 
Subescapular 
 Movimento: Roda medialmente o braço; como parte do manguito rotador, ajuda a 
manter a cabeça do úmero na cavidade glenoidal 
 
Inspeção estát ica 
• Vestígios de Lesão Traumática 
o Edema, equimose, hematoma, deformidades (cabide ou dragona) 
• Deformidades Características 
o Sinal da dragona (“ombro em cabide”): Luxação do úmero 
o Sinal da tecla: Luxação acromio-clavicular. 
o Sinal do Popeye: Ruptura da cabeça longa do bíceps. 
Músculos do manguito rotador: 
supra-espinal, infra-espinal, 
redondo menor e subescapular. 
 
o Escápula alada (m. serrátil anterior, n. 
torácico longo). 
− Ângulo superior desviado para 
cima e para fora e seu ângulo inferior desviado para dentro. Na lesão do trapézio 
(síndrome da biópsia cervical; lesão do n. espinhal acessório), ocorre o inverso. 
o Distrofia fascioescapuloumeral. 
• Atitude em Rotação Interna e Adução (paralisia obstétrica). 
• Atrofias Musculares 
o Lesões nervosas ou musculares. 
 
 
Inspeção dinâmica 
A PARTIR DA POSIÇÃO ANATÔMICA, COM OS BRAÇOS AO LADO DO TÓRAX. 
• ABDUÇÃO 
o Realizada no plano coronal que é determinado pelo eixo biacromial que divide o corpo, em sentido 
frontal, em uma metade ventral e a outra dorsal. 
o Vai de 0 - 90° 
• ADUÇÃO 
o Plano coronal. 
o Braço em flexão de 30°, para que ele possa passar anteriormente ao tórax 
o Vai de 0 - 75° 
• ELEVAÇÃO 
o Plano da escápula (angulada anteriormente 45° em relação ao plano coronal). 
o Vai de 0 - 180°. 
• FLEXÃO 
o Realizada anteriormente ao plano coronal, paralela ao plano sagital. 
o Vai de 0 - 180°. 
• EXTENSÃO 
o Plano sagital, posteriormente ao plano coronal 
o Vai de 0 - 60° 
• ROTAÇÃO INTERNA 
o É avaliada pela capacidade de apoiar o dorso da mão nas costas (níveis vertebrais) 
o A amplitude é classificada desde a possibilidade de somente conseguir apontar com o polegar o grande 
trocanter ipsilateral ou, progressivamente, a nádega ipsilateral, ate a região sacral e os vários níveis da 
coluna dorsolombar de L5 a T7 
• ROTAÇÃO EXTERNA 
o Cotovelo com flexão de 90° 
o Vai de 0 - 90° 
 
A PARTIR DO BRAÇO EM ABDUÇÃO DE 90°, NO PLANO CORONAL ANATÔMICA, COM OS BRAÇOS AO LADO DO 
TÓRAX. 
• FLEXÃO HORIZONTAL 
o É feita para frente, com o cotovelo em extensão, em direção à linha média do corpo. 
o Vai de 0 - 135° 
• EXTENSÃO HORIZONTAL 
o A partir da mesma posição da flexão horizontal. 
o Vai de 0 - 40° 
• ROTAÇÃO INTERNA 
o Cotovelo em flexão de 90°, rodando o antebraço para baixo, a partir do plano transversal 
o Vai de 0 - 90° 
• ROTAÇÃO EXTERNA 
• Cotovelo com flexão de 90°, rodando o braço para cima 
• Vai de 0 - 90 
Palpação 
Dor, edema, crepitação, sinais de traumatismo recente, deformidades, músculos 
• Deve abordar: 
o Articulação esternoclavicular: verifica-se se há dor, edema e mobilidade anormal 
o Clavícula: verifica-se se há deformidade palpável, dor edema e creptações, sinais de traumatismo 
recente 
o Articulação acromioclavicular: verifica-se se há dor, edema, creptações e mobilidade anormal 
o Regiões supra-espinhal, infra-espinhal e deltoidea: procura-se palpar a bolsa serosa subdeltoidea, o 
tubérculo maior do úmero e os tendões dos musculos supra e infra-espinhais e redondo menor, o 
tubérculo menor 
Força muscular 
• Elevação e rotações interna e externa. 
• Avaliar a força das 3 partes do deltoide: 
o Anterior (“soco”) 
o Posterior (“cotovelada”) 
o Lateral (“abrir os braços”) 
 
 
 
Testes Especia is 
IMPACTO 
Teste do IMPACTO DE NEER* 
• Exame passivo. 
• Membro é elevado, em extensão e rotação neutra. 
• O teste é positivo na presença de dor. 
Teste do IMPACTO DE HAWKINS-KENNEDY 
• Exame passivo. 
• Elevação de 90°, rotação neutra e cotovelo com flexão de 90°. 
• Membro é rodado interno. 
• O teste é positivo na presença de dor. 
Teste do IMPACTO DE YOKUM* 
• Exame ativo. 
• Paciente coloca a mão sobro o ombro oposto, elevando ativamente o cotovelo. 
• O teste é positivo na presença de dor. 
MANGUITO 
Teste do SUPRA-ESPINHAL* 
• Exame ativo. 
• Paciente realiza elevação do ombro, com o membro em extensão e rotação neutra, contra resistência. 
• O teste é positivo na presença de dor ou diminuição de força. 
• Pode ser sensibilizado pela ROTAÇÃO INTERNA (JOBE). 
Teste de JOBE 
• Posição do paciente: De pé, de frente para o examinador. 
• O terapeuta instrui o paciente para realizar uma flexão e abdução de 30º de membros superiores e uma 
rotação interna, apontando os polegares para o chão (lata vazia). O terapeuta impõe uma resistência com 
ambas às mãos na altura do cotovelo do paciente e pede que o mesmo realize uma flexão contra a 
resistência. 
• Sinais e sintomas: No momento do teste o paciente poderá referir dor na face ântero-lateral do ombro, caso 
apresente alguma inflamação ou até mesmo ruptura do tendão do músculo supra-espinhoso (devido ao 
impacto subacromial), ou poderá referir fraqueza se o músculo estiver comprometido 
Teste do INFRA-ESPINHAL “teste de PATTE” * 
• Exame ativo. 
 
• Paciente realiza rotação externa do ombro, com braço com abdução de 0° e cotovelo com flexão de 90°, 
contra resistência. 
• O teste é positivo na presença de dor ou diminuição de força. 
• Pode ser sensibilizado pela ABDUÇÃO DE 90° (PATTE). 
Teste de ROTAÇÃO EXTERNA NÃO MANTIDA OU TESTE DA CANCELA (infra-espinhal e redondo 
menor) 
• Exame passivo. 
• Paciente mantido na posição inicial do teste do infra-espinhal. 
• Examinador roda externo o membro e o paciente têm que manter a posição. 
• Na insuficiência do infra-espinhal e do redondo menor, ocorre rotação interna espontânea. 
Teste da QUEDA DO BRAÇO (“Drop Arm Sign”) 
• Exame passivo. 
• Paciente mantido na posição inicial do teste de Patte. 
• Examinador roda externo o membro e o paciente têm que manter a posição. 
• Na insuficiência do infra-espinhal e do redondo menor, ocorre queda do membro. 
Teste do SUBESCAPULAR DE GERBER (“Lift Off Test”) 
• Exame ativo. 
• Paciente coloca o dorso da mão ao nível de L5 e procura afastá-la das costas rodando internamente o braço. 
A incapacidade de fazê-lo indica grave lesão do subescapular. 
Teste do SUBESCAPULAR (“Abdominal Press Test”) 
• Exame ativo. 
• Paciente em DDH, força a mão contra o abdome, enquanto o examinador segura seu cotovelo. Se o cotovelo 
se deslocar posteriormente, após o examinador soltá-lo, poderá haver lesão do subescapular 
ESTABILIDADE 
Teste da APREENSÃO 
• Exame passivo. 
• Examinador atrás do paciente. 
• Paciente com ombro abduzido em 90°, rodado externo em 90° e cotovelo fletido em 90°. 
• Examinador realiza extensão do ombro, com uma das mãos, e pressiona a face posterior da cabeça umeral 
com o polegar da outra mão. 
• Na presença de instabilidade, a sensação de luxação iminente provoca temor e apreensão do paciente. 
Teste da instabilidade posterior (TESTE DE FUKUDA) 
• Exame passivo. 
• Examinador atrás do paciente. 
• Paciente com ombro aduzido, fletido em 90° e cotovelo fletido em 90°. 
• Examinador procura deslocar posteriormente a cabeça umeral. 
 
• Na presença de instabilidade, há subluxação 
“JERK TEST” 
• Exame passivo 
• Paciente com ombro fletido em 90°, rotação interna de 90, adução de 30 
• Examinador realiza força longitudinal 
• Sub-luxação é palpável. Redução na abdução 
Teste das GAVETAS ANTERIOR