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Aula 4

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AULA 4 
SISTEMA DE CONTROLE 
INDUSTRIAL 
Prof. Alexandre Arioli 
 
 
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CONVERSA INICIAL 
Caro aluno, seja bem-vindo à quarta aula de sistema de controle industrial. 
Nesta aula, abordaremos o processo de geração de energia. Falaremos sobre os 
órgãos fiscalizadores/regulamentadores do setor, e também sobre planejamento 
de crescimento do parque de geração. Analisaremos o sistema integrado nacional 
composto de fontes geradoras de energia, linhas de transmissão e subestações. 
Conheceremos os tipos de fontes geradoras de energia elétrica. Finalizaremos 
com uma apresentação de informações básicas sobre subestações. Nesse 
contexto, a ideia é que, ao final da aula, você tenha uma boa noção das soluções 
que podem ser agregadas na área de automação para processos de energia 
elétrica. 
CONTEXTUALIZANDO 
A estrutura de produção e fornecimento de energia elétrica no Brasil é 
bastante particular. O Brasil é um país com grandes dimensões territoriais e, por 
isso, com restrições nas transmissões. 
Mais de 60% da capacidade de energia elétrica no Brasil é gerada por 
hidrelétricas localizadas em diferentes bacias hidrográficas e ligadas por extensas 
linhas de transmissão. A matriz energética se completa com as usinas 
termelétricas convencionais, nucleares e fotovoltaicas, com os parques eólicos e 
a biomassa. 
O órgão responsável pelo planejamento e a operação do Sistema 
Interligado Nacional (SIN) é o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). O 
ONS opera o sistema de forma otimizada e padronizada com o objetivo de garantir 
a confiabilidade e a eficiência da operação, além de reduzir os custos para o 
consumidor final. 
Nesta quarta aula, entenderemos um pouco sobre o processo de geração 
de energia. 
TEMA 1 – ANEEL, ONS E CCEE 
1.1 Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) 
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), uma autarquia em regime 
especial vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME), foi criada para regular 
 
 
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o setor elétrico brasileiro por meio da Lei n. 9.427/1996 e do Decreto n. 2.335/1997 
(Aneel, 2017). 
A Aneel iniciou suas atividades em dezembro de 1997, tendo como 
principais atribuições: 
• regular geração (produção), transmissão, distribuição e comercialização 
de energia elétrica; 
• fiscalizar, diretamente ou mediante convênios com órgãos estaduais, as 
concessões, as permissões e os serviços de energia elétrica; 
• implementar as políticas e diretrizes do Governo Federal relativas à 
exploração da energia elétrica e ao aproveitamento dos potenciais 
hidráulicos; 
• estabelecer tarifas; 
• dirimir as divergências, na esfera administrativa, entre os agentes e entre 
esses agentes e os consumidores; 
• promover as atividades de outorgas de concessão, permissão e 
autorização de empreendimentos e serviços de energia elétrica por 
delegação do Governo Federal (Aneel, 2017). 
1.2 Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) 
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) é o órgão responsável pela 
coordenação e pelo controle da operação das instalações de geração e 
transmissão de energia elétrica no Sistema Interligado Nacional (SIN) e pelo 
planejamento da operação dos sistemas isolados do país, sob fiscalização e 
regulação da Aneel (ONS, 2017). 
Instituído como uma pessoa jurídica de direito privado e sob a forma de 
uma associação civil sem fins lucrativos, o ONS foi criado em 26 de agosto de 
1998 pela Lei n. 9.648, com alterações introduzidas pela Lei n. 10.848/2004 e 
regulamentado pelo Decreto n. 5.081/2004 (ONS, 2017). 
Para o exercício de suas atribuições legais e o cumprimento de sua missão 
institucional, o ONS desenvolve uma série de estudos sobre o sistema e seus 
agentes proprietários e exerce ações para gerenciar as diferentes fontes de 
energia e a rede de transmissão, de forma a garantir a segurança do suprimento 
contínuo em todo o país, com os objetivos de: 
• promover a otimização da operação do sistema eletroenergético, 
visando ao menor custo para o sistema, observados os padrões 
técnicos e os critérios de confiabilidade estabelecidos nos 
procedimentos de rede aprovados pela Aneel; 
• garantir que todos os agentes do setor elétrico tenham acesso à rede 
de transmissão de forma não discriminatória; 
• contribuir, de acordo com a natureza de suas atividades, para que a 
expansão do SIN se faça ao menor custo e vise às melhores 
condições operacionais futuras (ONS, 2017). 
 
http://www.aneel.gov.br/cedoc/lei19969427.pdf
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/d2335.HTM
http://www.aneel.gov.br/fiscalizacao-do-setor-eletrico
http://www.aneel.gov.br/tarifas
http://www.aneel.gov.br/espaco-do-consumidor
http://www.aneel.gov.br/outorgas
 
 
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O ONS é composto por membros associados e membros participantes, que 
são as empresas de geração, transmissão, distribuição, consumidores livres, 
importadores e exportadores de energia. Também participam o Ministério de 
Minas e Energia (MME) e representantes dos Conselhos de Consumidores (ONS, 
2017). 
1.3 Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) 
A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) viabiliza as 
atividades de compra e venda de energia em todo o País (CCEE, 2017). 
O bom funcionamento do segmento de comercialização de energia elétrica 
requer uma estrutura que envolva aspectos regulatórios, operacionais e 
tecnológicos ‒ a CCEE atua como instituição responsável por oferecer este 
arcabouço e viabilizar as operações de compra e venda de energia em todo o 
Sistema Interligado Nacional – SIN (CCEE, 2017). 
A CCEE reúne empresas de geração de serviço público, produtores 
independentes, autoprodutores, distribuidoras, comercializadoras, importadoras e 
exportadoras de energia, além de consumidores livres e especiais de todo o país. 
A base diversificada de agentes estimula a CCEE a pautar seu trabalho pela 
agilidade e equilíbrio, com regras justas e equânimes (CCEE, 2017). 
Além de viabilizar as atividades de comercialização, a CCEE tem o papel 
de fomentar discussões voltadas ao aprimoramento do mercado, promovendo 
fóruns com as demais instituições do setor elétrico, os agentes e suas associações 
representativas (CCEE, 2017). 
Constituída em 2004 como associação civil sem fins lucrativos, a CCEE 
sucede a Administradora de Serviços do Mercado Atacadista de Energia Elétrica 
– Asmae – (1999) e o Mercado Atacadista de Energia Elétrica – MAE – (2000) 
(CCEE, 2017). 
A CCEE atua desde a medição da energia gerada e efetivamente 
consumida até a liquidação financeira dos contratos de compra e de venda no 
mercado de curto prazo. Também promove os leilões de energia, sob delegação 
da Aneel. Desta forma, a existência do mercado brasileiro de energia elétrica, com 
garantia de fornecimento universal e modicidade tarifária e de preços, não seria 
possível sem a CCEE. 
 
 
 
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Ela é responsável por: 
• implantar e divulgar regras e procedimentos de comercialização; 
• fazer a gestão de contratos do Ambiente de Contratação Regulada (ACR) 
e do Ambiente de Contratação Livre (ACL); 
• manter o registro de dados de energia gerada e de energia consumida; 
• realizar leilões de compra e venda de energia no ACR, sob delegação da 
Aneel; 
• realizar leilões de Energia de Reserva, sob delegação da Aneel, e efetuar 
a liquidação financeira dos montantes contratados nesses leilões; 
• apurar infrações que sejam cometidas pelos agentes do mercado e calcular 
penalidades; 
• servir como fórum para a discussão de ideias e políticas para o 
desenvolvimento do mercado, fazendo a interlocução entre os agentes do 
setor com as instâncias de formulação de políticas e de regulação (CCEE, 
2017). 
TEMA 2 – EMPRESA DE PESQUISA ENERGÉTICA (EPE) 
A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) tem por finalidade prestar 
serviços na área de estudos e pesquisas destinadas a subsidiar o planejamento 
do setor energético, tais como energia elétrica, petróleo e gás natural