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Resenha - Gestão de Políticas Públicas

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Aluna: Verena Saraiva dos Santos
Curso: MBA em Gestão Pública
Disciplina: Gestão de Políticas Públicas
Resenha UniBF
Análise sobre a relação do Estado e Políticas Públicas.
Após o estudo dos materiais disponibilizados pela disciplinada de Gestão de Políticas Públicas, escolhi o artigo a “A relação entre Estado e Políticas Públicas” para realizar a resenha que segue abaixo.
Em “A relação entre Estado e Políticas Públicas: uma análise teórica sobre o caso brasileiro” o autor Allan Gustavo Freire da Silva, Mestre em Desenvolvimento Regional pela Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), chama a atenção para a questão da complexa relação entre Estado, Governo e Políticas Públicas. O autor destaca a importância da ampliação da presença do Estado, o qual amparado no princípio do bem comum, deve se fazer presente em diversas áreas, amparando lacunas sociais. O artigo tem como objetivo salientar as características, conceito e interação do Estado, do Governo e do ciclo das Políticas Públicas no Brasil contemporâneo, destacando a inter-relação deste conjunto institucional na gestão pública.
Na introdução Freire aponta que para que haja uma harmoniosa convivência em sociedade, faz-se necessário o uso de ferramentas para garantir a proteção dos direitos, a propriedade privada e outros direitos coletivos. Neste prisma o Estado surge como garantidor de tais direitos coletivos, promovendo o bem estar social, através de políticas públicas universais, amenizando os conflitos e desigualdades sociais. Importante salientar que “a sociedade civil, legitimadora e financiadora do Estado, o credencia a administrar as questões mais importantes do convívio social e, em nome da ordem, concede também a ele o direito de ser a única instituição a poder fazer o uso legítimo da força física conforme destacou Max Weber” (ALBINO, 2016).
O artigo divide-se em três seções, a primeira: aborda sobre “as características e conceitos do Estado”, a segunda aborda sobre “o Governo” e a terceira sobre “Políticas Públicas e sua abrangência conceitual”. Assim mostrarei um panorama geral de cada seção para compreensão do texto. 
O autor elucida que o “Estado é composto por um conjunto de regras que é estabelecido pela união das sociedades, as quais, visando à proteção dos direitos coletivos e bem estar social, se submetem a regras e acordos comuns”. Assim partindo do princípio que “o homem é um ser social”, o Estado passa a desenvolver funções distintas e necessárias à manutenção da vida da coletividade. 
É feita uma análise, destacando o ponto de vista da teoria contratualista onde Rousseau afirmava que a liberdade natural do homem, seu bem estar e sua segurança seriam preservados através do contrato social. A ideia de um contrato social surge para proteger a propriedade privada, a qual segundo Rousseau seria a origem das desigualdades entre os homens. Sendo assim, o contrato social, que muito influenciou a criação do Estado como conhecemos, faz com que o povo seja elemento fundamental nessa relação. E assim, através deste acordo legítimo, a vontade individual é subjugada em prol da vontade de todos. Por consequência, “o Estado passa a ser o conjunto de regras que visa proteger e atender à vontade geral”. Este, por sua vez, passa a ser dotado de capacidade decisiva que, por conseguinte, concentra a soma de interesses e claros poderes.
No texto, o autor associa o termo “Estado” com a obra de Maquiavel, intitulada “O Príncipe”, na qual ele relaciona o conceito de Estado com o império e autoridade sobre os homens. Cita também a conceituação de Del Vecchio (1958 apud BONAVIDES, 2000) que caracteriza Estado como o laço jurídico ou político, e a sociedade como a pluralidade de laços. Assim, conclui-se a dinamicidade de interesses individuais que constituem a formação do Estado, as lutas de classes, os movimentos sociais, as batalhas fiscais e as disputas pelo poder político.
Em se tratando do Brasil, o autor indica que o nível de escolaridade é um fator determinante para a absorção de noções de democracia e igualdade, que por sua vez, apesar da existência dos problemas sociais, “para os brasileiros o Estado deve predominar na justiça, na previdência social, na saúde, na educação, no saneamento básico, no fornecimento de água, nas estradas e rodovias, no recolhimento de lixo, na produção de energia elétrica e nos bancos” (ALMEIDA, 2007, p. 178). Destarte, o funcionamento da máquina pública de forma eficaz e eficiente, traduz-se na capacidade que os governos têm de elaborar e implementar políticas públicas. A necessidade de controle dos conflitos de interesses entre os diversos atores presentes no ciclo das políticas públicas apresenta-se como um elevado desafio ao sucesso das políticas e a viabilização da promoção do Estado de bem-estar social, fundamentado, portanto, nos princípios da eficiência e da eficácia na formulação, implementação, avaliação e continuidade das políticas públicas bem sucedidas, às quais o Estado necessita.
Na segunda seção do artigo, o autor, caracteriza o Governo como a instância máxima de administração executiva, cuja atribuição principal é direcionar políticas públicas e regular a sociedade politicamente. Nesse sentido, as políticas públicas compõem a forma pela qual o governo executa suas ações. Ele então elucida a noção de “Estado do Bem estar social” que cabe ao Estado o dever de garantir padrões mínimos na área da saúde, educação, renda, habitação e seguridade social, dentre outras proteções, a todos os cidadãos. Provendo e direcionado governos a traçarem políticas públicas que fortaleçam e atendam às características demandas pela população. 
Freire disserta ainda, que os governos devem possuir habilidades que se expressam na forma de governança e governabilidade. Governabilidade está ligado à legitimidade do governo no poder e da capacidade de conduzir as instituições públicas para o alcance dos interesses do governo, perante a sociedade. Com isso, o autor endossa que o Governo se configura como um conjunto de indivíduos que direcionam a sociedade, por aqueles estarem ocupando posições institucionais com alto poder de decisão. Porém, Freire critica que as ações do governo sempre estão fundamentadas no poder político, na barganha de interesses políticos, em estratégias partidárias e ideologias de diversos segmentos da sociedade. As disputas por áreas que venham a ser contempladas nas políticas de governo incentivam o debate, reunindo grupos sociais, empresários dentre outras organizações, e pressionando o governo para atender determinadas demandas.
Com isso, conclui que governos eficazes, têm poder político suficiente para tomar decisões de acordo com suas preferências e interesses individuais, buscando por meio de acordos, manter alianças e coalizões que favoreçam sua administração, às decisões políticas, à realização e ao cumprimento dos objetivos governamentais programados e definidos em consonância com diretrizes e intenções partidárias.
Na terceira e última seção o texto aponta que as políticas públicas se intensificaram no Brasil a partir de 1980, proveniente da dinâmica política e das transformações que o país enfrentava, com reformas econômicas e políticas nas áreas de saúde, educação, previdência, saneamento, dentre outras. Buscava-se entender como seriam implantadas as mudanças e decisões governamentais.
Em 1990, período em que o país passava por uma crise de governabilidade passaram a exigir do Estado novos comportamentos para satisfazer as demandas sociais por meio da busca pela viabilização de bem-estar, segurança e justiça, fatores que compreendem o tripé para a promoção do bem-comum. Neste sentido, as políticas públicas assumia posição central para a condução de projetos e programas governamentais. 
Entende-se que Políticas Públicas são a totalidade de ações, metas e planos que os governos (nacionais, estaduais ou municipais) traçam para alcançar o bem-estar da sociedade e o interesse público. Entretanto, as ações que os governantes selecionam, são aquelas que eles entendem serem as demandas ou expectativasda sociedade. Ou seja, o bem-estar da sociedade é sempre definido pelo governo e não pela sociedade. No entanto, os recursos para atender a todas as demandas da sociedade e seus diversos grupos são limitados ou escassos. Cabe ao formulador de Políticas Públicas conseguir perceber, compreender e selecionar as diversas demandas. Em seguida selecionar as prioridades para oferecer as respostas. Decerto que as respostas nunca atenderão as expectativas de todos os grupos. Assim, quando o governo busca atender as principais demandas recebidas diz-se que ele está voltado para o interesse público ou seja, está buscando maximizar o bem estar social.
O autor ressalta que a sistematização das políticas públicas pode ser caracterizada pelas seguintes etapas: definição da agenda, formulação, implementação e avaliação do programa. De acordo com esse modelo, políticas públicas são estruturadas como um processo, o qual reúne um conjunto de atividades, etapas, visando o alcance de demandas. 
Na primeira etapa, o processo de definição da lista de principais problemas da sociedade é chamado de Formação da Agenda. Tal processo envolve a emergência, o reconhecimento e a definição das questões que serão tratadas. Na segunda etapa, formulação de políticas - esse é o momento onde deve ser definido qual é o objetivo da política, quais serão os programas desenvolvidos e as metas almejadas. Na terceira etapa, tomada de decisões pode ser definida como o momento onde se escolhe alternativas de ação/ intervenção em resposta aos problemas definidos na Agenda. Se define também os recursos e o prazo temporal de ação da política. Na quarta etapa, implementação - é o momento onde o planejamento e a escolha são transformados em atos. O corpo administrativo é o responsável pela execução da política. Cabe a eles a chamada ação direta, ou seja, a aplicação, o controle e o monitoramento das medidas definidas. Na quinta e última etapa, avaliação - esta irá buscar mensurar os erros e acertos da política pública executada, bem como analisar critérios relacionados à economicidade, eficiência, eficácia e a equidade na distribuição dos benefícios entre os destinatários de uma política pública. Deste modo, é importante se apreender, dentre outras coisas, quais seriam outras alternativas de ações que poderiam ter sido adotadas, e quais lições se tirar da experiência, tanto daquilo que deu certo como do que deu errado.
Por fim, para se desenvolver boas Políticas Públicas, é necessário planejamento, envolvimento dos setores da sociedade e recursos, que sempre serão menores que as demandas, por isso a necessidade de se estabelecer prioridades. A participação popular nos processos de elaboração e avaliação de políticas também passa a ser fundamental, tendo uma composição democrática e legitimadora nos processos decisórios do governo. Tais medidas passam a ser algumas das ações governamentais que buscam fazer com que haja redução dos conflitos na elaboração das políticas. Por todo o aqui exposto, considero que o este artigo, do ponto de vista acadêmico, é um valioso instrumento para a produção de novos conhecimentos na gestão das políticas públicas e, do ponto de vista político, é um chamado à reflexão profunda sobre a necessidade de mais estudos que visem o aperfeiçoamento na elaboração e compreensão das políticas públicas.
Referências Bibliográficas: 
SILVA, Allan Gustavo Freire da. A Relação entre Estado e Políticas Públicas: uma análise teórica sobre o caso brasileiro. Revista Debates, Porto Alegre, v.11, n. 1, p. 25-42. 2017

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