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Paralisia Cerebral

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Paralisia Cerebral
Também chamada de Encefalopatia 
Crônica não Progressiva, descreve um 
grupo de desordens que é caracterizado 
por alterações neurológicas permanentes 
que afetam o desenvolvimento motor e 
cognitivo, envolvendo o movimento e a 
postura do corpo. Essas alterações são 
secundárias a uma lesão do cérebro em 
desenvolvimento e podem ocorrer 
durante a gestação, no nascimento, no 
período neonatal ou na infância causando 
limitações na funcionalidade.
A desordem motora na Paralisia Cerebral 
é frequentemente acompanhada por 
distúrbios de sensação, percepção, 
cognição, comunicação e 
comportamentos, por epilepsia e por 
problemas musculoesqueléticos 
secundários”. Importante ressaltar que 
embora sejam alterações permanentes, 
estas podem se alterar devido ao 
sistema nervoso em desenvolvimento, não 
considerando como progressão da 
doença.
Causas
● Pré-natais: Anormalidades na 
placenta ou no cordão umbilical, 
uso de álcool ou drogas, doenças 
genéticas, cromossomopatias, 
desnutrição, infecções congênitas 
(TORCHS).
● Perinatais: Hipóxia e isquemia, 
eclâmpsia ou pré-eclâmpsia, 
prematuridade, baixo peso, 
icterícia grave, hemorragia 
intracraniana grau IV, 
hipoglicemia do feto, traumas no 
momento do parto, crises 
convulsivas neonatais, infeccões 
neonatais.
● Pós-natais: Infecções do SNC, 
acidente vasculares cerebrais, 
traumatismo crânio encefálico, 
encefalopatia hipóxico-isquêmica
Atualmente compreende-se que a PC 
resulta de uma combinação de fatores 
incluindo predisposição genética e 
fatores ambientais intra e 
extrauterinos.
Diagnóstico
Realizado através de análise da história 
do paciente, considerando pré, peri e 
pós natal, além de condições de saúde 
dos pais e familiares, importante 
considerar ainda a consanguinidade. 
A análise de sinais clínicos como tônus, 
alterações de movimentos (como 
movimentos globais espontâneos 
anormais) e posturas anormais.
Embora a PC geralmente se manifeste 
antes dos 18 meses de idade, o 
diagnóstico só é consolidado por volta 
de 24 meses, especialmente em casos 
leves, que apresentam sinais 
neurológicos que não se mantém.
Exames complementares são 
importantes para diagnóstico 
diferencial de encefalopatias 
progressivas.
Classificação
De acordo com a característica clínica 
mais dominante é possível classificar a 
PC em atáxica, discinética ou espástica. 
Quanto à distribuição anatômica pode 
ser unilateral ou bilateral.
A paralisia cerebral atáxica é causada 
por disfunção no cerebelo e cursa com 
dissinergia (movimentos 
desorganizados), marcha com base 
alargada e tremor de intenção.
Na paralisia cerebral discinética o 
acometimento é principalmente de 
núcleos da base (corpo estriado, globo 
pálido, substância negra e núcleo 
subtalâmico) componentes do sistema 
extrapiramidal. Apresenta movimentos 
involuntários anormais (coreoatetose, 
hipercinesia) e variação de tônus, além 
de distonia (contrações involuntárias 
que causam torção) e atetose (forma 
mais lenta da distonia).
Já na paralisia cerebral espástica o 
acometimento é em sistema piramidal, 
caracterizada por tônus elevado, com 
presença de clônus, sinal de babinski e 
hiperreflexia, é o tipo mais comum em 
PC relacionada a nascimento pré termo. 
Existem ainda formas mistas de PC, que 
apresentam diferentes sintomas.
Escala GMFCS
Essa escala classifica a função motora 
grossa com foco no sentar, 
transferências e mobilidade e 
estratifica o paciente com PC em 5 
níveis, sendo o primeiro mais 
independente e o último completamente 
dependente, necessitando de 
assistência para mobilidade. 
Originalmente engloba faixa etária de 
zero a doze anos, porém em sua nova 
versão pode ser utilizada em indivíduos 
de até 18 anos.
Escala MACS
É um sistema de classificação da 
habilidade manual que avalia o 
desempenho bimanual em atividades de 
vida diária (AVD’s). Assim como a GMFC 
vai do nível I (manipulam objetos 
facilmente) ao nível V (não realizam 
nem mesmo ações mais simples).
Fisioterapia em Paralisia 
Cerebral 
 Com o objetivo de reabilitar esses 
pacientes, melhorando sua 
funcionalidade e independência o 
fisioterapeuta deve trabalhar os 
aspectos que estão afetados, de acordo 
com o encontrado na avaliação, podendo 
se utilizar de Bobath, Kabat, 
Mobilizações, Dissociação de cinturas, 
Alongamentos, Liberações, Treino de 
marcha e equilíbrio, Treino de 
coordenação motora, Dessensibilização, 
Estimulação das fases de 
desenvolvimento motor, musicoterapia, 
entre diversos outros.
O fisioterapeuta deve ainda orientar a 
família a estimular essa criança e se for 
necessário prescrever uso de órteses.
Referências:
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicac
oes/diretrizes_atencao_paralisia_cere
bral.pdf
http://www2.ebserh.gov.br/documents/
147715/0/Paralisia+Cerebral+final.pdf/
d6c82e98-885d-48ce-8d24-f55c46562
e10 
Escala GMFCS, Imagem retirada do Google
Sara Martins Fisioterapia
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/diretrizes_atencao_paralisia_cerebral.pdf
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/diretrizes_atencao_paralisia_cerebral.pdf
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/diretrizes_atencao_paralisia_cerebral.pdf
http://www2.ebserh.gov.br/documents/147715/0/Paralisia+Cerebral+final.pdf/d6c82e98-885d-48ce-8d24-f55c46562e10
http://www2.ebserh.gov.br/documents/147715/0/Paralisia+Cerebral+final.pdf/d6c82e98-885d-48ce-8d24-f55c46562e10
http://www2.ebserh.gov.br/documents/147715/0/Paralisia+Cerebral+final.pdf/d6c82e98-885d-48ce-8d24-f55c46562e10
http://www2.ebserh.gov.br/documents/147715/0/Paralisia+Cerebral+final.pdf/d6c82e98-885d-48ce-8d24-f55c46562e10

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