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APOSENTADORIA E PENSÃO

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Auditoria Fiscal Isadora Dutra Rebelo
 Aposentadoria e Pensão 
 
Inatividade é o gênero que comporta 3 espécies: 
- Aposentadoria; 
- Disponibilidade; 
- Licenças e afastamentos. 
A aposentadoria e a disponibilidade são sempre 
remuneradas. Quando o servidor está aposentado, recebe 
proventos, não trata-se de vencimentos, subsídios e nem 
remuneração. 
Os atuais regimes de previdência são: 
- Regime Geral da Previdência Social - RGPS; 
- Regime Próprio da Previdência Social - RPPS; 
- Regime Próprio dos Militares. 
 Regime Próprio da Previdência Social 
Disposto no art. 40 da CF, é o regime dos servidores 
públicos civis, tem caráter contributivo (somente participa 
quem efetivamente contribuir) e solidário (a contribuição 
de um serve também aos outros). 
O custeio do RPPS dá-se por fonte tríplice: 
- Entidade pública (União, Estado, DF ou Município); 
- Servidores ativos; 
- Servidores inativos/pensionistas. 
 Modalidades de Aposentadoria 
A aposentadoria pode ser classificada quanto à vontade 
do servidor: 
- Voluntária: quando se dá por livre e espontânea 
vontade, cumpridos determinados requisitos; 
- Involuntária: em virtude de incapacidade permanente 
ou inadimplemento de idade limite (aposentadoria 
compulsória). 
Conjugando o art. 40 da CF com o art. 10 da EC 103/2019, 
temos as seguintes regras de aposentadoria: 
A partir da Emenda, o valor do benefício de aposentadoria 
corresponderá, inicialmente, a 60% da média aritmética 
simples dos salários de contribuição, e das remunerações 
correspondentes a 100% do período contributivo desde a 
competência de julho de 1994, ou desde o início da 
contribuição (se posterior a julho de 94), acrescidos de 2 
pontos percentuais para cada ano de contribuição que 
exceder os 20 anos de contribuição. 
Como se exige do servidor 25 anos de contribuição para 
aposentadoria, quando completar os 25 anos, ele já inicia 
ganhando 70% da média. Se ficar por mais tempo no 
serviço público, a aposentadoria será acrescida, pois os 
demais anos de contribuição serão levados em 
consideração no cálculo do benefício. 
De acordo com o art. 40 da CF, é vedada a adoção de 
requisitos ou critérios diferenciados para concessão de 
benefícios em RPPS, exceto para as seguintes situações: 
- Servidores com deficiência; 
- Agente penitenciário (polícia penal); 
- Agente socioeducativo; 
- Policiais das carreiras do art. 144, policiais da Câmara e 
do Senado Federal; 
- Atividades que prejudiquem à saúde (exercidas com 
efetiva exposição a agentes químicos, físicos e biológicos 
prejudiciais à saúde, ou associação desses agentes); 
- Professor. 
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> Aposentadoria por Incapacidade Permanente 
(invalidez)
O art. 40, I da CF decorre da incapacidade permanente do 
servidor para o trabalho no cargo em que estiver investido, 
desde que insuscetível de readaptação. Uma vez 
aposentado, deverá passar por avaliações periódicas a fim 
de se verificar se persistem as mesmas condições. 
A aposentadoria será com proventos proporcionais ao 
tempo de contribuição do servidor. 
> Aposentadoria Compulsória
É a aposentadoria por idade, que há presunção de que o 
servidor não tem mais condições de desempenhar as 
funções com a eficiência esperada. 
A CF permitiu que lei complementar estabeleça casos em 
que a aposentadoria compulsória seja ampliada para 75 
anos, prevendo quais os cargos serão atingidos pela nova 
regra. 
Assim, os servidores de cargos efetivos serão aposentados 
compulsoriamente aos 70 anos com proventos 
proporcionais ao tempo de contribuição, ou aos 75 anos, 
na forma de lei complementar (LC n. 152/2015): 
I - os servidores titulares de cargos efetivos da União, dos 
Estados, do DF e dos Municípios, incluídas suas autarquias 
e fundações; 
II - os membros do Poder Judiciário; 
III - os membros do MP; 
IV - os membros das Defensorias Públicas; 
V - os membros dos Tribunais e dos Conselhos de Contas. 
Pode-se, portanto, dizer que para os servidores públicos 
em geral, a aposentadoria compulsória ocorrerá aos 75 
anos de idade. 
Para os servidores públicos policiais, a aposentadoria 
compulsória se dá aos 75 anos, bem como para os 
Ministros do STF, dos Tribunais Superiores (STJ, TST, TSE, 
STM) e do TCU). 
 Contribuição Previdenciária 
Para o servidor poder se aposentar, ele deverá ter o 
tempo de contribuição necessário. 
A União, os Estados, o DF e os Municípios instituirão, por 
meio de lei, contribuições para custeio de regime próprio 
de previdência social, cobradas dos servidores ativos, dos 
aposentados e dos pensionistas. Poderão ter alíquotas 
progressivas de acordo com o valor da base de 
contribuição ou dos proventos de aposentadoria e de 
pensões. 
Quando houver deficit atuarial (projeção de que vai faltar 
dinheiro para bancar aposentadorias e pensões no futuro), 
a EC n. 103/2019 determinou que a contribuição ordinária 
dos aposentados e pensionistas poderá incidir sobre o 
valor dos proventos de aposentadoria e de pensões que 
supere o salário-mínimo e, demonstrada a insuficiência da 
medida, é facultada a instituição de contribuição 
extraordinária no âmbito da União, dos servidores públicos 
ativos, dos aposentados e dos pensionistas, instituída 
simultaneamente com outras medidas para que seja feito 
o equacionamento do deficit, e vigorará por período 
determinado, contado da data de sua instituição. 
A alíquota da contribuição será de 14%, e será reduzida ou 
majorada de acordo com os seguintes: 
- até 1 salário-mínimo: redução de 6,5%; 
- acima de 1 salário-mínimo até R$ 2.000,00: redução de 
5%; 
- de 2.000,01 até 3.000,00: redução de 2%; 
- de 3.000,01 até 5.839,45: sem redução ou acréscimo; 
- de 5.839,46 até 10.000,00: acréscimo de 0,5%; 
- de 10.000,01 até 20.000,00: acréscimo de 2,5%; 
- de 20.000,01 até 39.000,00: acréscimo de 5%; 
- acima de 39.000,00: acréscimo de 8%. 
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Quem ganha acima de RS 39.000,00 terá uma alíquota 
progressiva de 22% conforme as faixas salariais, não 
incidindo sobre a totalidade da remuneração. Para fins de 
definição das alíquotas, será considerada a totalidade do 
valor do benefício. Assim, os aposentados somente 
contribuirão caso recebam benefícios que superem o teto 
do RGPS, para garantir a isonomia com os beneficiários 
deste. 
 Contribuição Previdenciária após Aposentadoria 
Caso os proventos de aposentadoria e pensões 
concedidos pelo regime próprio dos servidores públicos 
superem o limite máximo estabelecido para os benefícios 
do regime geral de previdência social, incidirá contribuição 
sobre eles, com percentual igual ao estabelecido para os 
servidores titulares de cargos efetivos. 
Assim, após a aposentadoria o servidor deve continuar 
contribuindo para a seguridade social, desde que 
superado o limite máximo mencionado acima. 
 Cálculo do Valor da Aposentadoria 
Para apuração do valor, será utilizada a média aritmética 
simples dos salários de contribuição e das remunerações 
adotados como base para contribuições a regime próprio 
de previdência social, correspondente a 100% da média do 
período contributivo. 
A média será limitada ao valor máximo do salário de 
contribuição do RGPS para o servidor que ingressou no 
serviço público em cargo efetivo após a implantação do 
regime de previdência complementar, ou que tenha 
exercido a opção correspondente. Para os servidores 
federais que ingressaram após 2013 ou que optaram 
migrar para esse novo modelo, a média terá esse mesmo 
limite do RGPS. 
Para a definição do valor da aposentadoria, serão levadas 
em consideração todas as contribuições (100% do 
período), sendo que o valor do benefício de aposentadoria 
corresponderá a 60% da média aritmética citada, com 
acréscimo de 2% para cada ano de contribuição que 
exceder 20 anos de contribuição. 
Para o segurado do