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Métodos avançados de diagnóstico por imagem

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Métodos avançados de diagnóstico por imagem Letícia Moda 93 
Representam inovações tecnológicas, não necessariamente recentes, mas sendo 
constantemente aprimoradas. Esses métodos surgiram p/ suprir as limitações das radiografias ou 
que propõem uma nova imagem de diagnóstico dos exames convencionais. 
 Todos esses métodos avançados são, assim como as radiografias, exames 
complementares, não substituindo o exame clínico (exame físico e anamnese). 
 Não substituem radiografias – cada um tem seu objetivo 
Cada um dos exames que veremos hoje tem suas vantagens e limitações, levando a cada um ter 
a sua indicação específica. 
 
Ultrassonografia: 
 Também é conhecida como ecografia ou ecografia em tempo real 
 Se baseia na propagação e reflexão de ondas sonoras através dos tecidos humanos 
 É de difícil interpretação, requer um certo treinamento 
 O fato de ser realizado em fetos é ótimo pois não emite radiação 
 Som  ondas mecânicas que se propagam a partir de variação de pressão do meio 
(vibração das partículas – moléculas se aproximam e se afastam – compressão e 
rarefação, respectivamente) 
 As ondas sonoras são classificadas de acordo com sua frequência (ciclos/seg - Hertz) – o 
número de ondas que passam por segundo pelo ouvido humano é de 20 – 20 000 Hz. 
 Frequências abaixo de 20Hz são chamados de infrassom – Elefante 
 Frequências acima de 20 000Hz são chamadas de ultrassom – Morcego 
 A ultrassonografia trabalha com frequências muito mais altas do que as audíveis pelo 
humano e os transdutores é que fazem esse som se tornar audível – São ponteiras que 
produzem ondas sonoras de alta frequência a partir de impulsos elétricos – essas ondas 
interagem com os tecidos do corpo humano, de modo que alguns tecidos absorvem mais e 
outros deixam que elas passem com mais facilidade e uma parte delas é refletida para a 
superfície da pele, onde está o transdutor. Essa onde refletida é chamada de eco e os 
cristais (piezoelétricos) que estão no transdutor convertem o eco em impulsos elétricos, 
que são ampliados, processados digitalmente e demonstrado na tela do computador como 
imagens com tons de cinza. 
 A grande vantagem é a não utilização de radiação ionizante, sem efeito deletério, podem 
causar um pequeno aquecimento 
 Durante o exame o profissional vai movimentar o transdutor em contato com a pele, com 
um gel 
 A visualização da imagem é em tempo real e operador-dependente (preciso saber onde 
está o transdutor p/ entender a imagem gerada) 
 Na odontologia, a utilização é para: Avaliação de glândulas salivares, lesões, novas 
aplicações em estudos 
 Sialolitos, tumores, diagnostico de S. Sjogren 
 Muito pouco utilizada 
 Na região de cabeça e pescoço: neoplasias de paratireoide, tireoide, gânglios 
linfáticos, avaliação vascular (pesquisa de placas ateromatosas na artéria carótida), 
guia para biópsia de aspiração por agulha fina (transoperatório) 
 É possível fazer medidas 
 
 As imagens de ultrassonografia são hiperecoica (esbranquiçada) e hipoecoica (escura) – 
interação das ondas com o tecido, de modo que as imagens escuras significam que dá 
menos eco e nas brancas é devido mais eco. 
 
 
Ressonância magnética 
 Exame de imagem não invasivo, que não utiliza radiação ionizante e produzem imagens 
seccionais / em fatias do corpo humano em qualquer plano e com alto contraste em tecidos 
moles 
 Excelente para avaliações de neoplasias em língua, bochecha, glândula salivar, pescoço, 
envolvimento tecidual de lesões malignas (invasão perineural e envolvimento de gânglios 
linfáticos), diagnóstico diferencial de tumores e cistos 
 Sua forma de obtenção de imagem é um método complexo que envolve campo magnético 
alto e emissão de sinais de radiofrequência. No aparelho existe um grande imã que gera 
um campo magnético altíssimo (até 30 000x maior que o da terra). As imagens 
representam em sua essência, o mapeamento dos núcleos de hidrogênio no interior do 
corpo (H é o átomo mais disponível (H20). Esse alto campo magnético faz com que os 
prótons dos núcleos dos átomos de hidrogênio se alinhem com o campo magnético 
gerado. 
 Devido o campo magnético altíssimo, a RM possui algumas contra-indicações: 
 Pacientes com próteses auriculares, marca-passos cardíacos, clipes de aneurisma, 
gestantes com menos de 12 semanas, objetos metálicos (que podem ser atraídos 
pelos imãs) 
 Nesse contexto, havia uma dúvida se pessoas com implantes poderiam realizar RM, 
mas como são de titânio ou zircônia não são atraídos pelo imã – sem interferência! 
 
 Dentro do núcleo do átomo de H, há os prótons, que têm uma rotação em seu próprio eixo 
chamado de spin e a direção dessa rotação é aleatória normalmente. Quando aplicado um 
campo magnético alto, os prótons se alinham com esse campo. Com esse alinhamento 
uma bobina de radiofrequência emite sinais (pulsos de radiofrequência), fazendo com que 
os núcleos absorvam energia na tentativa de alterar o direcionamento. Quando esse pulso 
é cessado, os prótons tendem a voltar ao normal (equilíbrio) e a energia acumulada é 
liberada e detectada pelo aparelho de ressonância, formando a imagem. Dependendo da 
concentração de H em cada tecido, a formação dessa imagem vai ser diferenciada. 
 
 O exame de RM permite imagens em diferentes planos, havendo alto contraste em tecidos 
moles. Particularmente na região da ATM abaixo: tem-se um corte sagital (imagem à 
esquerda – se víssemos o paciente de lado) e coronal (imagem à direita – se víssemos o 
paciente de frente) 
 As corticais do tecido ósseo aparecem pretas (diferente da radiografia convencional) 
 
 Uma desvantagem é seu alto custo, suas contra-indicações (já abordadas acima), 
claustrofobia, tempo de exame (pode chegar a 30 min) 
 Em odontologia, sua principal atuação é avaliar condições patológicas da ATM, 
particularmente em relação ao disco articular (formato, anatomia e posição). O paciente 
fica em máxima intercuspidação e também com boca aberta 
 
 As imagens pretas/escurecidas são HIPOSSINAL e as mais claras/esbranquiçadas 
HIPERSINAL. 
 Hipossinal: Corticais ósseas, disco articular (semelhante a uma gravata borboleta), 
ar 
 
Caso 1: abaixo tem-se a ATM do lado direito: normalidade em ambas as fotos 
 
 
Caso 2: ATM do lado direito: disco articular (hipossinal) com a boca fechada (côndilo dentro da 
cavidade articular) está mais anterior que o normal, ou seja, não está posicionado entre a cabeça 
da mandíbula e a eminência articular (deslocamento anterior do disco). Quando o paciente abre a 
boca, esse disco não volta à sua posição, sendo deslocado mais ainda p/ anterior (não havendo 
reposicionamentoe)  Deslocamento anterior do disco, sem redução 
 
 
Caso 3: dois cortes sagitais na ATM do lado esquerdo, sendo a figura da direita a pessoa com a 
boca fechada e o disco mais anteriorizado que o normal. Quando o paciente abriu a boca, ele não 
voltou ao local normal  Deslocamento anterior do disco, sem redução 
 
 
Caso 4: A posição do disco está normal (entre a cabeça da mandíbula e a eminencia articular) 
 
 
 
 
 
Caso 5: lado esquerdo da ATM, sendo a imagem da esquerda com a boca fechada e da direita 
com boca aberta. Com a boca fechada, o disco está mais anterior do que deveria, mas quando 
abriu a boca o disco regrediu (côndilo recaptulou o disco)  Deslocamento anterior, com redução 
 Essa condição de recaptura do disco normalmente é o que gera os estalos quando o 
paciente que tem uma DTM abre a boca 
 
 
 Retomando no contexto dos prótons, quando voltam a sua posição normal é chamado de 
Relaxação, ocorrendo de duas maneiras e, como consequência, podemos tem 2 tipos de 
imagens: 
 Imagens T1 ou imagens ponderadas em T1 ou imagem anatômica: são as imagens 
acima da ATM. Nesse tipo de imagem, refere-se à característica da imagem em 
“gordura brilha” e “água escura”, ou seja,