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Tomografia computadorizada de feixe cônico

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Tomografia computadorizada de feixe cônico Letícia Moda 93 
Tecnologia relativamente nova. Atualmente o paciente fica sentado ou em pé 
 
 A grande diferença entre a tomografia computadorizada de feixe cônico e a tomografia 
computadorizada espiral (tomografia médica) é o formato do feixe. Na tomografia 
computadorizada médica, o feixe é Fan beam (leque/espiral) e na TCFC o feixe é Cone 
Beam (formato cônico). 
 
 É possível adquirir a imagem com apenas 1 única rotação ao redor da cabeça do paciente 
(360°), realizando uma imagem base a cada grau de rotação, ou seja, o aparelho vai 
rodando ao redor da cabeça do paciente e a cada grau registra uma imagem, como se 
fosse uma radiografia 
 
 Todas as imagens realizadas no paciente vão fornecer ao computador um volume de 
dados, com algorítimos complexos, sendo demonstrados na tela ao profissional a partir de 
cortes / fatias do corpo. Esses cortes possuem denominações / nomes: 
 Axial 
 Coronal 
 Sagital 
 
 Diferente da tomografia médica, tem-se nos softwares da TCFC a possibilidade de realizar 
cortes curvos p/ copiar o formato dos arcos do paciente. 
 A partir de uma imagem curva, como por ex. na imagem abaixo axial, podemos fazer uma 
reconstrução panorâmica 
 Há possibilidade de cortes transversais, gerando os cortes parassagitais (cross-sections) 
 
FOV 
 Quando solicitamos uma tomografia de feixe cônico, precisamos determinar o tamanho do 
FOV (field of view – campo de visão), sendo o volume adquirido do paciente. Abaixo temos 
o FOV pequeno, médio e grande. Isso é dependente do aparelho, que permitirá ou não 
uma grande variação do FOV. 
 
 Na FORP, o aparelho tem apenas as opções de FOV pequeno (4cm x 6cm) e FOV médio 
(8cm x 6cm) 
 
 FOV grande nas imagens abaixo – Primeira foto à esquerda: corte axial com toda extensão 
da maxila 
 
 FOV pequeno nas imagens abaixo – uma área limitada pegando apenas alguns dentes de 
interesse 
 
 
 Quanto maior o FOV, maior a exposição do paciente (maior área submetida à radiação X), 
de modo que devemos selecionar o menor FOV possível 
MENOR FOV – MENOR dose – MAIOR resolução – MENOR tempo de processamento 
(aquisição, envio, interpretação) 
 
 Com um FOV maior, temos uma imagem ampla de estruturas que não são da área 
odontológica, mas nos responsabilizamos por analisar e dizer ao paciente sobre possíveis 
alterações encontradas 
 
RESOLUÇÃO 
 Na radiografia digital, sabemos que cada ponto da imagem é chamado de pixel (Picture 
element – menor elemento da imagem) e cada pixel é uma representação numérica de 
números que serão traduzidos no computador em tons de cinza 
 Na tomografia, não há pixels, mas sim VOXELS (volumetric pixel – o pixel com volume – 
largura, altura e profundidade). 
 
 Quanto menor o voxel, melhor a resolução da imagem, semelhante à ideia do pixel na 
imagem, e maior a exposição de radiação 
MENOR voxel – MAIOR resolução (imagem) – MAIOR exposição 
 Abaixo tem-se um corte axial (esquerda), sendo a imagem acima de baixa resolução (voxel 
grande) e a imagem com alta resolução (vozel pequeno). À direita, tem-se um corte 
coronal com as mesmas características. 
 
 Nem sempre precisa-se de uma alta resolução, pois dependemos do que vamos analisar 
naquela tomografia, pode-se visualizar 
ARTEFATOS 
 Aparecem na imagem mas não fazem parte da estrutura que foi tomografada 
 Abaixo: corte axial com artefato na mandíbula 
 
 
 Artefatos são produzidos por movimentação, ruído, objetos de alta densidade (Objetos 
metálicos -Implante), material obturador - guta-percha), etc. 
 Movimentação: (TCFC é muito sensível à movimentos) 
 Linhas duplas / contornos duplos dos tecidos ósseos 
 
 
 Ruídos: 
 Imagem chuviscada de tv antiga sem sinal 
 Estará presente sempre em TCFC em menor ou maior grau 
 A imagem da esquerda tem bastante ruído 
 Esse ruído é causado pela utilização de uma baixa miliamperagem na TCFC, 
comparada com a tomografia espiral / médica 
 
 
 Vantagens: (comparando com a TC espiral / médica) 
 Menor custo 
 Menor dose de radiação 
 
 Desvantagens: (comparando com a TC espiral / médica) 
 Ruído 
 Menor diferenciação entre estruturas de densidade semelhante 
 Artefatos (esse fator é semelhante à TC espiral / médica!!) 
 Portanto, ao solicitar uma tomografia de feixe cônico é preciso ter em mente qual é o 
objetivo do exame. A partir desse objetivo em mente, vou decidir se precisa-se de um FOV 
grande ou pequeno (resolução) 
 
 Para o planejamento de implantes, por exemplo, não é necessária uma resolução muito 
alta, pois o importante é verificar a espessura do osso, localização de algumas estruturas 
(canal mandibular, seio maxilar). Agora se a TCFC é feita para avaliar uma trinca na raiz, é 
super importante ter alta resolução. 
 
 Recomendações com relação à TCFC 
 Exames tomográficos só devem ser realizados após exame clínico (qualquer exame 
complementar) 
 Só devem ser usadas quando exames de menor dose não forem suficientes 
(radiografia intrabucal, panorâmica) 
 Deve potencialmente adicionar novas informações (a TCFC tem potencial de alterar 
o diagnóstico / plano de tratamento? Se a resposta for sim, estará indicada, mas se 
for não, não será necessário) 
 Devem ser justificados para cada paciente (os benefícios superam os riscos?) 
 Informações clinicas devem acompanhar os pedidos (envolvidos devem participar 
do processo de justificação 
 Todo conjunto de dados das imagens deve ser avaliado (p/ fov pequeno e grande) 
 Onde é provável que a avaliação dos tecidos moles será exigida, a imagem 
apropriada deve ser TC espiral ou RM (ressonância magnética) 
 FOV e resolução devem ser os menores possíveis compatíveis com a necessidade 
clinica 
 Os laudos tomográficos devem ser realizados por um especialista em radiologia 
odontológica e imaginologia e caso o FOV se estenda além da maxila e mandíbula 
esse especialista deve estar treinado ou mesmo o exame deve ser avaliado por um 
radiologista médico. 
 Todos os profissionais envolvidos devem receber treinamento teórico e prático 
adequado (aspectos técnicos e de radioproteção) – educação continuada (novas 
tecnologias sendo desenvolvidas) 
 
Continuação da aula: análises dos cortes (olhar a imagem do canto direito a localização) 
 CORTE AXIAL 
Mandíbula abaixo 
 
Maxila abaixo 
 
Região de fossa nasal abaixo 
 
CORTE CORONAL (anterior / médio e posterior) 
 
 
 
 
CORTE SAGITAL 
Região de incisivos abaixo 
 
Região de pré-molares abaixo 
 
 
 
 
 
3D 
 
 
PANORÂMICA A PARTIR DA TCFC 
Abaixo – fazendo um arco sobre a maxila em corte axial 
 
Abaixo – corte coronal baseado na linha feita anteriormente 
 
 
 
 
 
 
 
 
Do mesmo traçado no corte axial, conseguimos imagem do CORTE PARASSAGITAL (imagem 
direita superior) 
Abaixo o corte parassagital do pré-molar superior está à direita (cima) 
 
Abaixo corte parassagital do canino 
 
Abaixo corte parassagital do incisivo 
 
Em tomografia chamamos de imagens 
 HIPODENSAS (escuras): cavidades (seio maxilar, fossa nasal), polpa 
 HIPERDENSAS (claras): esmalte 
 
 
Esmalte é mais hiperdenso que a dentina 
Dentina é mais hiperdensa que a polpa 
Perceber que onde tem a restauração de amálgama, adjacente temos imagens escuras 
(hipodensas), que se tratam de artefatos devido ao metal (alta densidade)