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livro Anatomorfofisiologia do Sistema digestório, endócrino, urinário e reprodutor

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alimentar gástrico.
( ) Inibição por reflexos enterogástricos.
a) ( ) I, I, I e II.
b) ( ) II, II, I e I.
AUTOATIVIDADE
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c) ( ) II, II, II e I.
d) ( ) I, II, I e II.
e) ( ) I, I, II e II.
4 (IADES-UFBA, 2014) A doença celíaca (DC) é autoimune, sendo causada 
pela intolerância permanente ao glúten, principal fração proteica presente 
no trigo, no centeio, na cevada e na aveia, e se expressa por enteropatia 
mediada por linfócitos T em indivíduos geneticamente predispostos. A 
forma clássica ou típica caracteriza-se pela presença de diarreia crônica, em 
geral acompanhada de distensão abdominal e perda de peso.
FONTE:< http://bit.ly/2ZdV25n >. Acesso em: 9 jul. 2019.
 Com relação ao tratamento e prognóstico da DC, assinale a alternativa 
correta.
a) ( ) As deficiências nutricionais decorrentes da má absorção de macro e 
micronutrientes, por exemplo, deficiência de ferro, de ácido fólico, de vitamina 
B12 e de cálcio, são raras e corrigidas rapidamente com a exclusão do glúten da 
dieta.
b) ( ) O tratamento da DC consiste em dieta sem glúten, devendo-se, portanto, 
excluir da alimentação todos os alimentos que contenham trigo, centeio, cevada 
e aveia, por toda a vida.
c) ( ) Deve-se verificar a intolerância à lactose e à sacarose, ocasionadas 
pela deficiência na produção das dissacaridases, irreversíveis mesmo após a 
normalização das vilosidades.
d) ( ) A dieta imposta na crise celíaca é restritiva, mas temporária, devendo 
haver a inclusão gradativa do glúten à dieta com a remissão das manifestações 
clínicas.
e) ( ) O quadro de hipersensibilidade alimentar, que resulta em manifestações 
alérgicas, deve ser considerado quando o indivíduo responde adequadamente 
à dieta sem glúten e não apresenta negatividade nos exames sorológicos para 
DC.
5 O intestino grosso, além de secretar muco para promover a proteção da 
parede intestinal, também possui a finalidade de proporcionar meio adesivo 
para o material fecal. Entretanto, no que tange a formação das fezes, as 
principais atividades do intestino grosso consistem na reabsorção de água 
e de eletrólitos do quimo. Os movimentos peristálticos do intestino grosso, 
também denominados movimentos de massa, são decorrentes da estimulação 
reflexa. Os reflexos relacionados a estes movimentos são denominados:
a) ( ) Reflexo gastrocólico e reflexo intestinal.
b) ( ) Reflexo gastrocólico e reflexo mesocólico.
c) ( ) Reflexo gastrocólico e duodenocólico.
d) ( ) Reflexo gastrocólico e reflexo vagal.
e) ( ) Nenhuma das alternativas anteriores.
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TÓPICO 3
SECREÇÃO ENZIMÁTICA, DIGESTÃO E ABSORÇÃO
DE NUTRIENTES NO TRATO DIGESTÓRIO
UNIDADE 1
1 INTRODUÇÃO
Vimos nos tópicos anteriores a anatomia e a fisiologia relacionadas ao 
sistema digestório, ou seja, qual caminho o alimento percorre desde a sua ingestão 
na boca até a eliminação de restos alimentares não digeridos, que formam as 
fezes, além dos movimentos peristálticos relacionados a estes eventos.
Neste Tópico 3, iremos estudar os processos bioquímicos relacionados à 
absorção dos alimentos, ou seja, como estes alimentos são processados, ofertados 
ao nosso organismo e transformados na energia que necessitamos para a 
manutenção da vida.
Como você já deve ter imaginado, diversas reações bioquímicas que se 
iniciam desde a boca e se estendem por todo o sistema digestório estão envolvidas 
neste processo, nós iremos explicar passo a passo as reações mais importantes! 
Então, sente-se confortavelmente e vamos iniciar a nossa viagem bioquímica pelo 
sistema digestório.
2 BIOQUÍMICA, SECREÇÃO ENZIMÁTICA E ABSORÇÃO 
DE NUTRIENTES NO TRATO DIGESTÓRIO
Para começar, vamos, novamente, pensar naquele prato de macarrão dos 
Tópicos 1 e 2. quando você coloca a primeira porção de macarrão na sua boca, 
reações bioquímicas já dão início ao processo digestivo. Por exemplo, na saliva há 
a presença de uma importante enzima digestiva denominada alfa-amilase salivar 
ou ptialina; esta enzima é responsável pelo início do processo de digestão de 
amido, uma molécula polissacarídica formada por várias moléculas de glicose, 
nosso principal “combustível energético”.
Este foi só um exemplo! Vamos, então, entender como ocorre a secreção 
de enzimas em todo o nosso trato gastrointestinal, uma vez que a presença de 
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UNIDADE 1 | SISTEMA DIGESTÓRIO
glândulas secretoras neste trato serve, basicamente, a duas funções: secretar 
enzimas digestivas e secretar muco, com o objetivo de lubrificar e proteger as 
diferentes porções do trato digestório (BERNE; LEVY, 2009).
Estas secreções são produzidas ao longo de todo o tubo digestório por 
um conjunto de glândulas denominadas glândulas exócrinas, como as glândulas 
salivares, o fígado, o pâncreas e as glândulas mucosas, as quais se encontram 
distribuídas desde a boca até o ânus. 
“Glândulas exócrinas correspondem a uma célula ou grupo de células 
capazes de secretar seus produtos em um ducto ou lúmen de um órgão oco” 
(TORTORA; DERRICKSON, 2016, p. 200).
Vale ressaltar que a secreção de substâncias pelas glândulas exócrinas é 
apenas uma das funções do sistema digestório, além destas, possuímos as funções 
de motilidade, que você já estudou no tópico anterior, e as funções de digestão e 
absorção que veremos mais adiante.
Então, vamos imaginar que quando estamos com fome nos é apresentado 
o prato que mais gostamos! Obviamente, esta simples visão nos desperta o 
apetite e imediatamente começamos a salivar. Esta fase do processo digestivo 
é denominada fase cefálica e torna o nosso trato gastrointestinal pronto para 
receber a refeição. A ativação da fase cefálica pode se dar por diversos estímulos: 
olfatório, cognitivos (antecipação e pensamento sobre o consumo da comida), 
visuais e, até mesmo, estímulos auditivos como ouvir alguém dizendo que o 
jantar está na mesa.
Outra fase envolvida na digestão do alimento é a fase oral, que possui 
muitas características indistinguíveis da fase cefálica, sendo a única diferença que 
a comida está em contato com o trato gastrointestinal, ou seja, se encontra na 
boca, promovendo a expressão de estímulos mecânicos e químicos (mastigação e 
sabor) (BERNE; LEVY, 2009).
Como ocorre a secreção destas glândulas? Por meio do sistema nervoso 
autônomo (SNA), que se encontra interligado ao nosso sistema nervoso central 
(SNC), o que explica a secreção salivar que vimos na fase cefálica.
Vamos olhar mais de perto como o SNA se organiza e como ele pode 
influenciar diretamente na secreção glandular:
TÓPICO 3 | SECREÇÃO ENZIMÁTICA, DIGESTÃO E ABSORÇÃO
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FIGURA 20 – SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO (SNA)
FONTE: < http://bit.ly/2Z5l6og >. Acesso em: 3 jul. 2019.
Como havíamos citado anteriormente, a regulação da secreção glandular 
envolve não só a ativação do SNA, também chamado de neurovegetativo, sendo 
formado pelo sistema nervoso autônomo simpático (SNAS) e parassimpático 
(SNAP), como também do SNC. Vale ressaltar que o neurotransmissor associado 
ao SNAS é a noradrenalina (NA) e ao SNAP é a acetilcolina (Ach) e tanto o SNS 
quanto o SNP são capazes de exercer influências extrínsecas (externas) sobre as 
atividades do sistema digestório influenciando no processo de digestão. 
Como dito anteriormente, esta ligação SNC – SNA explicaria os eventos 
observados durante a fase cefálica da digestão. Sendo assim, a secreção glandular 
ocorre de forma altamente regulada e envolve tanto a participação do SNC quanto 
do SNA, envolvendo eventos de regulação neurócrina, parácrina e exócrina.
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UNIDADE 1 | SISTEMA DIGESTÓRIO
NOTA
• Regulação neurócrina: envolve neurônios sensoriais, que secretam diferentes 
neurotransmissores como a Ach.
• Regulação endócrina: envolve hormônios que são produzidos e armazenados por células 
especializadas que se encontram na mucosa do tubo digestório e que são, posteriormente, 
secretadas no sangue, como, por exemplo, o hormônio colecistocinina.
• Regulação parácrina: é exercida localmente por substâncias que são produzidas e 
armazenadas por células especializadas, e armazenadas

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