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ECG - ARRITMIAS (aula completa)

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3 morfologias 
distintas. PR com variações mínimas. Toda P é seguida 
por QRS. 
 
 
 
FIBRILAÇÃO ATRIAL 
A prevalência na população geral é 0,4%, sendo maior 
com a progressão da idade, chegando a 6% na 
população acima de 80 anos. 
O risco de um AVC em um paciente com FA é de cerca 
de 5% ao ano, o que é 2 a 7x maior que na população 
sem esta arritmia. 
Pode estar RELACIONADA a condições temporárias: 
Ingesta alcoólica, cirurgia torácica ou cardíaca, choque 
elétrico, infarto do miocárdio, pericardite, miocardite, 
embolia pulmonar, outras patologias pulmonares, 
hipertireoidismo e distúrbios metabólicos. 
Pode ser SINTOMÁTICA ou ASSINTOMÁTICA, 
dependendo do: 
Estado funcional do paciente, da resposta ventricular, 
da duração da arritmia, da percepção individual. 
Ao ECG: - Ausência de onda P. Presença de atividade 
atrial rápida e irregular, de baixa amplitude (ondas “f” 
ausentes ou <1mm), numa frequência entre 350 a 
600bpm. 
 
 
TRATAMENTO – 3 objetivos: controle da resposta 
ventricular, restauração da sístole atrial, prevenção de 
episódios tromboembólicos. 
FLUTTER ATRIAL 
Ocorre, em geral, de maneira paroxística e transitória, 
raramente, como arritmia crônica. 
Ao ECG: Ondas de ativação atrial (onda F) rápidas, 
negativas nas derivações inferiores, aspecto 
morfológico em “dentes de serra” mais visível nas 
deirvações inferiores (D2, D3 e aVF) e em V1 frequência 
de aproximadamente 250 a 350m/s. 
 
EXTRASSÍSTOLES 
Batimento precoces que se originam fora do 
marcapasso sinusal. 
QC: Assintomático, palpitação, “soco no peito”. 
EF: Sístole prematura, geralmente sem onda de pulso. 
Pausa pós-extrassístole, seguida por B1 de intensidade 
maior. 
EXTRASSISTOLES SUPRAVENTRICULARES 
 
ECG: Ritmo irregular. Onda P de morfologia diferente 
da onda P sinusal ocorrendo antes do batimento 
sinusal esperado. O complexo QRS geralmente é 
normal. 
As extrassistoles que se originam no mesmo foco tem 
morfologia semelhante (a análise deve ser feita na 
mesma derivação). 
EXTRASSÍSTOLES VENTRICULARES 
Batimento precoce que se origina nos ventrículos. 
Comum em pessoas normais e não tem mau 
prognóstico. 
Cardiopatia: aumenta o risco de MS. SCA: pode 
precipitar FV. 
ECG: Ritmo irregular. Onda P sinusal geralmente está 
oculta pelo QRS, ST ou onda T da extrassístole. O 
complexo QRS: precoce, alargado com +0,12s. 
 
 
TAQUICARDIAS VENTRICULARES 
Dentre as taquicardias, sem dúvida estas são as de 
maior morbimortalidade: alta possibilidade de 
degeneração da FV e assistolia. 
Divisão: TVNS, TV sustentada monomórfica, TV 
sustentada polimórfica, Torsades de Pointe. 
QUADRO CLÍNICO: Palpitações, dor torácica (85% tem 
anatomia cardíaca anormal). A sintomatologia nas TV é 
variada, mas geralmente está presente e associada a 
risco de morte, especialmente nos pacientes com 
cardiopatia estrutural. Pré-sincope e síncope, baixo 
débito, congestão pulmonar e PCR. 
TV NÃO SUSTENTADA 
Apresenta ritmo ventricular repetitivo, com 3 ou + 
batimentos consecutivos, autolimitado, com duração 
inferior a 30s. FC superior a 100bpm. 
 
 
TV MONOMORFICA SUSTENTADA 
O ritmo ventricular tem morfologia uniforme. FC 
superior a 100bpm. Duração maior de 30s. 
 
TV SUSTENTADA POLIMÓRFICA 
Ritmo ventricular, com QRS de morfologia variável. FC 
> 100bpm e duração > 30s. 
 
 
TV POLIMÓRFICA – TORSADES DE POINTES 
Taquicardia com QRS largo, polimórfica, autolimitada, 
com QRS “girando” em torno da linha de base. 
Geralmente é precedida por ciclos: longo-curto 
(extrassístole - batimento sinusal – extrassistole) e QT 
longo, que pode ser congênito ou secundário a 
fármacos. 
 
FIBRILAÇÃO VENTRICULAR 
Eletrocardiograficamente, caracteriza-se por ondas 
bizarras, caóticas, de amplitude e frequência variáveis. 
Este ritmo pode ser precedido de TV ou torsades, que 
degeneram em FV. 
 
 
ASSISTOLIA 
Ausência de atividade ventricular elétrica e contrátil 
em pelo menos 2 derivações.