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quedas em idosos

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QUEDAS EM IDOSOS 
Instabilidade postural: pode ser definida como a incapacidade de integrar as informações sensoriais e determinar as oscilações do corpo na posição ereta durante a manutenção do equilíbrio. Apesar de ser frequentemente empregado por pesquisadores, não há um padrão de uso para o termo equilíbrio postural, por esse motivo é comumente aproveitado em associação a outros termos. “O equilíbrio envolve a recepção, a integração de estímulos sensoriais, o planejamento e a execução de movimentos para controlar o centro de gravidade sobre a base de suporte, realizado pelo sistema de controle postural que integra informações do sistema vestibular, dos receptores visuais e do sistema somatossensorial”. Durante o processo de envelhecimento, esses sistemas podem se tornar incapazes de realizar tais funções e acarretar declínio físico no idoso, o que significa prejuízo no desempenho das tarefas diárias
Doenças que levam a instabilidade postural:
· Osteoartrose: é uma doença degenerativa não inflamatória da cartilagem articular, que afeta principalmente as articulações que suportam grandes pesos como os joelhos e os quadris, ocorrendo devido à contínua deterioração e abrasão da cartilagem articular. Alterações osteoartrósicas significativas nos joelhos levam à uma posição de flexão destas articulações e colocam a pessoa, quando em pé, em uma postura inclinada para a frente, num esforço de manter o centro de gravidade do corpo, e reduzem a habilidade em deslocar um pé para frente o suficiente para preservar o balanço durante a deambulação; Quando um joelho é fletido devido a uma artrose, o corpo dependerá mais do quadríceps para o suporte. Uma osteoartrose significativa dos joelhos pode levar à uma deformidade valga ou vara, podendo resultar em fraqueza e instabilidade ligamentosa, causando o desmoronar das pernas;
· Debilidade por desuso e descondicionamento diminuindo tonus muscular;
· Seqüelas de fraturas: Os idosos que apresentem seqüelas de fraturas anteriores, que dificultem a postura e marcha, estarão mais propensos a novas quedas.
· Enfermidades de partes moles (pés) Os pés dão suporte ao corpo quando se está em pé (função estática) e servem como alavanca para o caminhar (função cinética). Qualquer anormalidade que afete os pés também interfere no balanço e na marcha.
· Enfermidades neurológicas;
· Os distúrbios visuais e auditivos; 
Queda: pode ser definida como um evento não intencional que resulta com a mudança de posição do individuo para um nivel mais baixo em relação a sua posição inicial. Trata –se de um fenômeno que se dá em decorrência da perda total do equilibrio postural, podendo estar relacionado a insuficiência súbita dos mecanismos neurais e osteoarticulares envolvidos na manutenção da postura. Alguns autores referem se a queda como uma sindrome geriatrica por ser considerado um evento multifatorial e heterogêneo, uma vez que equilibrio sofre intervenções e ao qual integram – se muitos fatores de diferentes naturezas: fisica, psicológica e emocional. 30-40% dos idosos brasileiros, residentes na comunidade, caem ao menos uma vez por ano, enquanto 11% caem de forma recorrente. É importante destacar ainda que a incidência de quedas aumenta expressivamente a partir dos 75 anos de idade, sendo que as mulheres apresentam maior risco de cair que os homens.
(Fatores extrinsecos: riscos ambientais – escadarias, banheiro, tapetes, obstaculos ( fios, brinquedos, animais, mesas pequenas) iluminação deficiente, cores dos ambientes, cama muito baixa, ou muito alta, moveis frágeis, cadeiras baixas e sem braços, falta de corrimão em corredores, vasos sanitarios baixos sem apoio lateral, falta de apoio nos boxes de banheiro, calçados inadequados ( sandalia);
Fatores intrinsecos: perda de audição, redução da capacidade de perceber onde está e onde pisa, velocidade diminui, enfraquecimento muscular, hipotensão ortostática, uso de medicamentos e doenças especificas; História prévia de quedas – Uma ou mais quedas no ano anterior aumentam o risco de novas quedas no ano subsequente, Idade – Sexo feminino
O envelhecimento diminui a capacidade de manutenção de várias funções corporais entre elas podemos citar as alterações de equilíbrio. A redução da qualidade na resposta proprioceptiva leva a disfunções no controle corporal que podem gerar instabilidades posturais e aumentar o risco de quedas . O equilíbrio postural depende do funcionamento e da integração dos sistemas: nervoso, central, sensorial, osteoarticular e do estado hemodinâmico, todos esses fatores faz com que o individuo perca a estabilidade postural, levando o individuo a mudar o hábito de andar, assumem uma postura arqueada, cabeça e pescoço levemente flexionados para frente e os joelhos fletidos ( afeta a fase de resposta a carga tornando a absorção de choque no joelho não efetiva), que são agravada com a flexão do quadril que faz com que altere a fase de oscilação da marcha já que na fase de apoio o quadril não está estendido e assim dificulta o levantamento do pé para a oscilação, e fazem uma fase de duplo apoio aumentada. O idoso tende a arrastar os pés ao caminhar, avançam mais lentamente com redução do comprimento da passada e dos movimentos dos braços, o os homens aumentam a base de sustentação e a mulher diminui a base e tem um menor gingado. E tendem a desenvolver pernas tortas (joelhos valgos). Essas alterações posturais modificam o deslocamento do centro da gravidade em relação à base de sustentação e irá ocasionar uma falha na manutenção da estabilidade que se agrava à medida que se aumenta a idade. 
AVALIAÇÃO DE EQUILIBRIO: 
· Teste de Equilíbrio de Tinetti (Performance Oriented Mobility Assessment - POMA) : O Teste de Tinetti tem sido usado para avaliar o equilíbrio e as anormalidades da marcha. O teste consiste uma escala de 22 tarefas, sendo que 13 delas fazem parte da escala de equilíbrio, e as outras nove, da parte de avaliação da marcha. Consiste em diversas tarefas representativas das atividades de vida diária, as quais são avaliadas por meio da observação do examinador. A Avaliação do Equilíbrio orientada pelo desempenho pode ser classificada em três categorias: normal, adaptativa e anormal, sendo as pontuações correspondentes a 3, 2 e 1, respectivamente. A Avaliação da Marcha Orientada pelo Desempenho pode ser classificada em duas categorias: normal e anormal, correspondendo a pontuações 2 e 1, respectivamente. As Avaliações do Equilíbrio e da Marcha Orientada totalizam, portanto, no máximo 39 e 18 pontos, respectivamente (máximo de 57 pontos na soma das escalas). Ainda não foram descritas, na literatura, as pontuações de corte que representam riscos de queda para a POMA-Brasil. Os escores atualmente relatados correspondem à Escala de Tinetti, que originalmente possui 14 tarefas (oito na escala de equilíbrio e seis para avaliação da marcha), e cuja pontuação varia de 0 a 28 pontos no máximo. Escores abaixo de 19 pontos e entre 19 e 24 pontos representam, respectivamente, um alto e moderado risco de quedas.
· A escala de equilíbrio de Berg é utilizada principalmente para determinar os fatores de risco para perda da independência e para quedas em idosos. A escala avalia o equilíbrio em 14 itens comuns à vida diária avaliam o controle postural, incluindo o estável e o antecipatório e que requerem diferentes forças, equilíbrio dinâmico e flexibilidadeA. Cada item possui uma escala ordinal de cinco alternativas que variam de 0 a 4 pontos, sendo a pontuação máxima, portanto, 56. Os pontos são baseados no tempo em que uma posição pode ser mantida, na distância que o membro superior é capaz de alcançar à frente do corpo e no tempo para completar a tarefa. Quanto menor a pontuação atingida pelo indivíduo, maior será o seu risco de queda. Diferentes notas de corte são descritas na literatura para discriminar idosos caidores de não-caidores: Berg et al.20 propõem 45 pontos; Chiu, Au-Yeung e Lo21, 47 e Shumway-Cook et al.22, 49. Segundo esses autores, pontuações superiores