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Seminário interdisciplinar - LEGO - Lean Manufacturing

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1 Antonio Marcos Morais Miguel 
2 Levi Mendes Moreira 
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI – Gestão da Produção Industrial (FLEX 1521) – Prática do 
Módulo IV - 30/11/2020 
 
 
 
Antonio Marcos Morais Miguel¹ 
Levi Mendes Moreira² 
 
 
 
RESUMO 
 
Este trabalho tem por objetivo relatar os resultados obtidos através da aplicação de ferramentas 
do Lean Manufacturing ou Manufatura Enxuta proposto pelo Sistema Toyota de produção. Para 
isso, foi buscado autores que comentam sobre o assunto, o que nos leva a compreender ainda mais 
a importância da aplicação desse modelo de produção nas indústrias de hoje, pois todas buscam 
como que um requisito reduzir seus custos e aperfeiçoar seus processos. São apresentados 
conceitos de algumas ferramentas de melhoria dos processos, os problemas que impedem essas 
industrias a atingirem os resultados esperados e suas descrições. São também apresentadas 
aplicações que mostram a eficiência do modelo estabelecido pela Toyota e afirmam as palavras 
dos autores citados. 
 
Palavras-chave: Manufatura Enxuta, Kanban, 5s, TRF. 
 
 
1. INTRODUÇÃO 
 
Desde a Primeira Revolução Industrial as indústrias e os sistemas de produção vêm 
passando por diversas modificações. A produção em massa que antes era vista como o ponto de 
partida para as diversas modificações dos ambientes fabris hoje está completamente transformada. 
Os processos de hoje estão ainda em contestante mudança. A tecnologia está cada vez mais 
envolvida com os processos de produção, mas não bastante, ainda há uma grande busca pela 
otimização e redução de custos em diversos processos. 
Procurando estabelecer um equilíbrio entre produção de qualidade, redução de custos e 
maximização dos lucros da organização foi que se caracterizou a manufatura enxuta que combina 
conceitos teóricos de gerenciamento de processos com a pratica do chão de fábrica para tornar a 
empresa referência no seguimento ao qual atua. Esse conceito de administração da produção surgiu 
quando a japonesa fabricante de carros denominada Toyota buscou novas formas para gerir sua 
produção, consequência da queda de produtividade decorrentes de problemas da época. 
Essa nova forma de administrar a produção estabelecido pela Toyota se tornou uma grande 
estratégia, não somente para ela, mas para diversas organizações espalhadas pelo mundo. Essa nova 
metodologia estratégica gira em torno de ações a fim de eliminar os desperdícios e alcançar uma 
produção que gere menos custo, tenha maior nível de qualidade, e que atenda as expectativas dos 
clientes e acompanhe a demanda do mercado com a produção em quantidades adequadas para não 
gerar excesso e não haver faltas. Todo este processo envolve toda a organização desde a operadores 
até o mais alto nível de gerenciamento e passa por diversas etapas do processo como recebimento 
de matérias primas, transformação no produto final, transporte e satisfação do cliente. 
O referente trabalho tem por objetivos mostrar os resultados obtidos através da dinâmica 
Lego, relacionando teoria sobre ferramentas de melhorias de produção desenvolvidas por 
engenheiros da Toyota e controle de processos estudado durante o presente semestre com a prática 
aplicada na dinâmica lego. 
 
Lean Manufacturing: Conceitos e Aplicações 
2 
 
 
 
 
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 
 
A décadas atrás, a produção era totalmente despreocupada com a qualidade, tempo e custo 
da produção. Buscava-se até então somente uma produção em larga escala, que consequentemente 
gerava muito desperdício, movimento em excessos, grandes quantidades de defeitos e vários outros 
problemas. 
Após o final da 2º Guerra Mundial a empresa Toyota encontrava-se numa grande falta de 
recursos e mão de obra qualificada. Falando sobre a produção enxuta da Toyota, Buettgen (2012. 
p.237) comenta: 
 
O Japão precisava de mudanças significativas e mudanças de tal 
ordem só acontece com mudança de comportamento. Como o 
comportamento é, em sua essência, a exteriorização do pensamento, seria 
necessário fazer as pessoas pensarem diferente. Novos princípios deveriam 
nortear os pensamentos dos colaboradores. 
 
 
 A queda de receita e a alavancagem das concorrentes Americanos era nítido. Para livrar a 
empresa do senário em que estava os Japoneses Eiji Toyota, Taiichi Ohno, Shigeo Shingo e o 
Professor americano Deming começaram a se aprofundar em estudos relacionados a melhoria de 
produção, redução de custos, maximização dos lucros e melhoria da qualidade. Como resultado, 
desenvolveram o que hoje é conhecido como “Lean Manufacturing” ou conhecido também em 
português como “Manufatura Enxuta” que também pode ser entendida como o “Sistema Toyota de 
Produção”, conhecida, estudada e aplicada por diversas organizações mundialmente até os dias de 
hoje. Manufatura Enxuta pode ser entendido como a eliminação ou redução de tudo aquilo que não 
agrega valor ao produto, ou ainda a eliminação de coisas que não agregam valor para o cliente. 
Todas as empresas visam ao lucro, que nada mais é que o preço de venda menos os custos. 
De nada importa oferecer produtos otimizados com preços muito elevados enquanto os concorrentes 
ofertam algo de mesma característica por menor preço. Também de nada adianta ofertar produto 
com preço baixo, mas de má qualidade. Diante de tal situação a saída é reduzir os custos. É 
necessário então controlar alguns fatores geradores de desperdícios, propostos pelos próprios 
engenheiros da Toyota, que conhecemos e classificamos em sete defeitos, listados conforme a 
seguir: 
 
• Transporte: é a movimentação de materiais de um lugar para outro. O transporte de 
material não agrega nenhum valor ao produto final. São necessário pessoas para 
operar o maquinário de transporte. Reduzir movimentações desnecessárias implicará 
em mais receita para a empresa. 
• Inventário: é um grande desperdício. A matéria prima utilizada no inventario, um 
produto finalizado ou um trabalho em andamento, todos tem um custo. Ele necessita 
de espaço, embalagens, necessita de transporte etc. Todos esses custos podem ser 
reduzidos ou eliminados se não houver inventário. 
• Movimentação: este tipo de desperdício pode ser relacionado com as movimentações 
desnecessárias de maquinas e ferramentas. Um bom exemplo seria apanhar um 
material de uso constante do chão enquanto ele poderia estar posicionado em uma 
altura especifica que não incomodaria o operador e reduzisse o tempo de operação. 
Eliminar esse tipo de desperdício é muito importante. Através deste também é 
possível ganhar tempo a mais para finalizar o processo de determinado produto. 
• Espera: é característico da demora, do tempo decorrido para uma entrega, avaliação, 
resposta ou espera de qualquer outra coisa. A espera interrompe o fluxo produtivo. 
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Eliminar o tempo de espera de materiais ou atraso de processos anteriores e de suma 
importância. 
• Produção excessiva: devido a grandes prazos de entrega, produção em larga escala 
leva a grande número de inventario ou estoque. Material parado é dinheiro parado. 
Deve-se procurar usar e produzir somente o necessário, sem gerar estoques 
desnecessários. 
• Processamento excessivo: esse tipo de desperdício relaciona-se a toda parte de um 
processo que não gera valor ou que traz um valor maior do que o necessário, como a 
inclusão de uma estampa a mais em uma peça de roupa que fará com que aumente o 
custo do negócio. 
• Defeitos: os defeitos podem causar retrabalhos ou até mesmo fazer um processo 
recomeçar do zero utilizando novos materiais que seriam usados em outros produtos 
e demandara mais tempo para o final da produção. 
 
Gestores que buscam sair do excesso de gastos de produção da empresa devem seguir e 
procurar eliminar ou reduzir esses desperdícios, além disso é fundamental ter uma empresa bem 
estruturada, de fato, isso se tornou um requisito para se manter no mercado e se obter qualidade. 
Segundo

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