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Farmacologia da isquemia miocárdica

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minutos; 
 4 minutos para máxima concentração plasmática; 
 Administração sublingual; 
 Outros possíveis efeitos adversos: hipotensão 
ortostática podendo levar a síncope e cefaleia; 
 Interações medicamentosas: entre os nitratos (doadores 
de óxido nítrico) e fármacos que inibem a enzima PDE5 
(fosfodiesterase). Essa enzima degrada o GMPc. 
Fármacos que inibem essa enzima geram um aumento 
muito maior do GMPc no organismo, podendo causar 
vasodilatação acentuada e uma queda pronunciada da 
pressão arterial, que pode ser muito perigosa; 
 Esses nitratos podem ser usados na angina variante (de 
Prinzmetal), que acontece por vasoespasmo das artérias 
coronárias. Pelo fato desses fármacos promoverem 
vasodilatação eles podem ser usados para abolir 
episódios de angina variante. 
Bloqueadores de canais de cálcio: 
 Efeitos nas células cardíacas; 
 Bloqueiam os canais de cálcio do tipo L; 
 Esses canais de cálcio promovem a entrada de cálcio na 
célula cardíaca, quanto no músculo liso vascular; 
 Os bloqueadores de canais de cálcio podem tanto 
bloquear a entrada do cálcio no coração, como no vaso 
(m. liso); 
 O bloqueio no coração, com bloqueio desses canais do 
tipo L, não ocorrendo entrada de cálcio no miócito 
cardíaco. Ele é importante para a força de contração, 
por isso a inibição da sua entrada promove diminuição da 
força de contração, tendo efeito inotrópico negativo; 
 Além disso, o cálcio é importante para no nodo sinusal, 
nodo AV, importante para o potencial de ação nesses 
locais. Onde se bloqueado o cálcio, reduz-se a taxa de 
disparo do nó sinoatrial e redução da velocidade de 
condução do nó AV – lentificação do coração; 
 No m. liso dos vasos, se o cálcio é bloqueado não ocorre 
contração (não ocorre formação do complexo cálcio-
calmodulina). Isso promove relaxamento do m. liso 
(vasodilatação principalmente arterial, com efeito venoso 
menor); 
 
 Cada fármaco tem certa seletivado para m. liso ou m. 
cardíaco; 
 O nifedipino (classe das di-hidropiridinas) tem efeito 
principalmente vasodilatador, com pouco efeito sobre o 
coração – seletividade maior para os vasos; 
 O verapamil e diltiazem também tem efeito 
vasodilatador, mas tem efeito mais importante sobre o 
coração (verapamil mais que o diltiazem, pele efeito 
maior na contratilidade cardíaca) – ou seja, possuem 
mais seletividade cardíaca; 
 
 De um modo geral, esses bloqueadores de canais de 
cálcio podem atuar sobre o coração, reduzindo a FC, 
automaticidade e reduzindo a velocidade de condução AV. 
Podem reduzir a pós-carga, por promoverem 
vasodilatação periférica (diminuem a resistência vascular 
periférica), diminuindo a pós-carga e a demanda de 
oxigênio do miocárdio. Podem fazer vasodilatação nas 
artérias coronárias, aumentando o suprimento de 
oxigênio do miocárdio; 
 Di-hidropiridinas – efeitos de vasodilatação periférica e 
coronariana, com redução da resistência arteriolar e PA, 
com melhora do fluxo sanguíneo coronariano. Possuem 
pouco efeito depressor cardíaco venoso (pouco efeito 
sobre o coração). Pode ocorrer mecanismo 
compensatório fisiológico, com taquicardia reflexa e 
inotropismo positivo (aumento da contratilidade); 
 Verapamil e diltiazem fazem vasodilatação periférica e 
coronariana, com redução da resistência arteriolar e PA. 
Possuem efeito depressor cardíaco, reduzem a FC 
(cronotrópico negativo), reduzem a velocidade de 
condução AV (dromotrópicos negativos) e reduzem a 
força de contração (inotrópicos negativos), onde efeitos 
de taquicardia reflexa e inotropismo positivo não 
acontecem, uma vez que mesmo que o mecanismo 
compensatório tente aumentar a FC e a contratilidade o 
verapamil age sobre o coração, impedindo que isso 
aconteça. Ou seja, ocorre atenuação da taquicardia 
reflexa. O efeito maior do diltiazém é sobre a frequência 
cardíaca (cronotrópico negativo). Ou seja, o principal 
mecanismo de ação desses bloqueadores de cálcio 
ocorre por meio dessa vasodilatação periférica e 
coronariana, reduzindo a resistência vascular periférica 
(reduzindo a pós-carga) e pressão arterial, com redução 
da demanda de oxigênio. Eles ainda podem atuar sobre 
os vasos coronarianos aumentando o fluxo sanguíneo; 
 Interação medicamentosa entre verapamil, diltiazém 
(fármacos depressores do coração) com beta-
bloqueadores (que lentificam o coração). Pode ocorrer 
bloqueio cardíaco; 
 Contra-indicações: paciente com disfunção ventricular, 
distúrbios de condução do nó SA ou AV, e OS inferior a 
90 mmHg; 
 Usos clínicos: angina por esforço – reduzem a demanda 
de oxigênio pelo miocárdio e causando vasodilatação 
coronariana (aumento do fluxo sanguíneo) e angina 
variante – vasodilatação coronariana, com atenuação do 
vasoespasmo; 
 Beta-bloqueadores não agem da angina variante. Não 
fazem vasodilatação coronariana. São úteis na angina por 
esforço. Agem sobre receptores beta-1 adrenéricos, 
bloqueando-os, com efeito cronotrópico e inotrópico 
negativo e redução da pressão arterial. 
Ranolazina: 
 Fármaco novo; 
 Atua sobre uma corrente de sódio tardia; 
 Ela acontece próxima a fase do platô e auxilia na entrada 
de cálcio na célula; 
 
 Presença do canal de sódio e do trocador de sódio e 
cálcio (NCX) na célula. Com a entrada de sódio pela 
corrente de sódio tardia o sódio se acumula dentro da 
célula. Com esse acúmulo, o trocador começa a jogar 
sódio para fora e trazer cálcio para dentro da célula. 
Isso aumenta a concentração de cálcio dentro da célula; 
 A ranolazina inibe essa corrente tardia de sódio, de 
forma que o sódio não entre na célula e, 
consequemente, não irá sair e nem promover a entrada 
de cálcio. Isso auxilia na melhora do estresse da parede 
diastólica, onde em uma situação de isquemia ocorre o 
acúmulo intracelular de cálcio que contribui para a 
disfunção diastólica e piora da isquemia; 
 Em doses mais altas, a ranolazina atua como fármaco 
metabólico. O coração usa preferencialmente ácidos 
graxos (ao invés do glicose) no seu metabolismo para 
oxidação. O problema é que esse consumo de AG leva ao 
maior consumo de oxigênio do que a oxidação da glicose, 
então em uma situação de isquemia é preferível que a 
glicose seja oxidada. A ranolazina e um outro fármaco 
chamada trimetazidina são capazes de fazer uma troca, 
promovendo a oxidação de glicose ao invés de ácidos 
graxos, o que leva a um consumo menor de oxigênio pelo 
coração (inibidores da enzima pFOX). 
 
Ivabradina: 
 Bloqueio de canais de sódio (If) – canais HCN 
responsáveis pela fase 4 do potencial de ação dos 
nodos; 
 Esse canal HCN é o que gera a corrente funny; 
 O nó SA é o determinante da FC, e o potencial de ação 
no nó SA envolvendo essa corrente determina essa FC; 
 A ivabradina bloqueia esses canais HCN, reduzindo a 
corrente If, reduzindo a FC (não existe a fase 4 de 
despolarização do nó SA) – demora mais para atingir o 
PA; 
 A FC é um dos determinando do consumo de oxigênio, 
onde quando a reduz, reduz-se a demanda de oxigênio 
pelo miocárdio.