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Teoria Geral da Pena

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@literidica 
 
 
Inicialmente é preciso conceituar o que 
seria pena. 
Uma sanção prevista na lei aos 
inimputáveis. Com outras palavras, a 
pena é uma consequência atribuía pelo 
Estado a um crime ou contravenção 
penal. Assim, trata-se de uma resposta 
que consistirá na privação ou na restrição 
de determinados pertencentes ao 
cidadão. 
Diante dessa perspectiva, 
convém ressaltar que a sanção atribuída 
pelo Estado poderá ser dividida em 
medida de segurança e pena. 
 
 
 
 
 
 
 
A palavra pena provém do latim 
poena, na qual pode ser compreendido 
como castigo e suplício. Portanto, pode-
se compreender que o assunto em cerne 
possui como objetivo de reparar a ordem 
jurídica através da repressão. 
A história das penas confunda-se 
com a história do direito Penal, uma vez 
que as leis penais foram as primeiras a 
serem craidas decorrente da necessidade 
de se preservar a ordem social e de 
estabelecer uma harmonia entre os 
cidadãos. Dessa maneira, a pena surge 
como mecanismo principal de aplicação 
do direito, se tornando um mecanismo de 
impor aos entes sociais limites e reprimir 
as condutas. Nesse sentido, surge 
algumas teorias a respeito dos 
fundamentos das penas, são eles: 
 Político estatal: sem a pena o 
ordenamento deixaria de ser 
coativo. 
 Psicossocial: a pena satisfaz o 
anseio de justiça da comunidade. 
 Ético individual: permite ao 
próprio delinquente liberar-se de 
algum sentimento de culpa. 
Todas as penas possuem como 
raiz, sendo ela a busca pela racionalidade 
instrumental e o anseio de agregar dois 
valores: o de reprimir e prevenir. Diante 
dessa panorâmica fica evidente a 
necessidade de expor as finalidades das 
penas. 
Escola Clássica (Carrara) 
Para Carrara a pena é uma necessidade 
ética, permitindo o reequilíbrio do 
sistema. Assim, o instituto possui o 
caráter de prevenção. 
Escola positiva (Lombroso) 
Lambroso acredita que a pena é 
indeterminada, adequando-se ao 
criminoso. Portanto, ela possui o caráter 
de prevenção. 
Pena 
Medida de 
segurança_ 
reservada aos 
inimputáveis ou 
“semi-
imputáveis” 
Pena é uma 
sanção 
prevista aos 
imputáveis. 
Terza Escola Italiana (Carnevale) 
A escola Italiana é híbrida, pois reúne 
conceitos Clássicos e positivistas. 
Defendendo arduamente que a pena 
possui o caráter de prevenção. 
Escola Penal Humanista (Lanza) 
Para essa escola a pena tem objetivo de 
educar o culpado. Portanto, ela possui 
caráter de prevenção especial 
(ressocialização) 
Escola Técnico-Jurídica (Manzini) 
Manzini defende que a pena surge como 
meio de defesa contra a perigosidade do 
agente. Diante disso, o seu objetivo é de 
castigar o delinquente, adotando um 
caráter retributivo. 
Escola moderna alemã (Von Liszt) 
Para a escola alemã a pena é um 
instrumento de ordem e segurança social, 
na qual exerce a função preventiva geral 
(visa a sociedade) negativa 
(intimidação). Assim, incute em seu 
conceito o sentido de intimidação. 
Escola Correcionalista (Roeder) 
Pena como correção da vontade do 
criminoso. 
Escola da Nova Defesa Social 
(Gramática) 
A pena é uma reação da sociedade com o 
objetivo de proteção do cidadão. 
Portanto, pode-se afirmar que existem 
duas finalidades 
Corrente Absolutista → a pena 
objetiva retribui o mal causado. 
 Corrente Utilitarista → a pena atua 
como instrumento de prevenção. 
Corrente eclética ou Teoria Mista → a 
pena objetiva retribuição mais 
prevenção. 
No Brasil, o posicionamento adotado é 
de que a pena possui duas finalidades, 
sendo: Retributiva e Preventiva Geral e 
Especial. 
Diante de tais conceitos, deve-se 
esclarecer que as penas deverão ser 
fundamentadas em princípios legais, 
sendo eles: A dignidade da pessoa 
humana, a legalidade, a retroatividade 
benéfica da lei penal, a individualização 
da pena, a proporcionalidade da pena, e 
a proibição de penas de caráter perpétuo, 
de banimento, trabalhos forçados e 
cruéis. 
Conclui-se diante dos fatos elencados 
que a pena serve para conter os 
indivíduos, distribuir a justiça e ela abre 
o caminho para a redenção de quem 
praticou ato ilícito.