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Trauma Cranioencefálico

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Epidural dos lobos temporais, força o cérebro para o centro, esse movimento força a porção medial do lobo temporal, o unco, em direção ao NC III. O processo de forçar o conteúdo da fossa posterior no forame magno é chamado “cone de pressão”
OBS: Intervalo Lúcido – paciente perde a consciência pela concussão, recobra a consciência e a perde novamente devido a compressão do sangramento arterial
4.2.2 Hematoma Subdural
Ocorrem frequentemente por dilaceração de vasos superficiais pequenos ou vasos ponte do córtex cerebral, parecem assumir a forma do contorno do cérebro ou biconvexo em TC. O comprometimento cerebral subjacente ao hematoma subdural costuma ser muito mais grave do que nos hematomas epidurais.
Comum em traumas frontoparietal
Se houver deslocamento da linha média ou a lâmina que contorna o cérebro no TC for maior que 5mm, é indicado uma craniotomia descompressiva
4.2.3 Hematoma Intraparenquimatoso
A maioria das contusões cerebrais ocorre nos lobos frontal e temporal.
As contusões podem, em um período de horas ou dias, evoluir para um hematoma intracerebral ou uma contusão coalescente com efeito de massa suficiente para exigir evacuação cirúrgica imediata.
Os doentes com contusão devem ser submetidos a TCs repetidas para avaliar as mudanças nos padrões da contusão 12 a 24 horas após a TC de crânio inicial
4.3 Lesões Difusas
4.3.1 Concussão Cerebral
Perda leve da função neurológica, confusão mental, amnésia retrógrada e recuperação rápida (até 6 horas)
4.3.2 Lesão Axonal Difusa (LAD)
Caracterizada por período prolongado de coma profundo, causada por danos microscópicos, sem recuperação cirúrgica
Ocorre por movimento de rotação, pela ação de forças de cisalhamento que promovem a ruptura de grande parte dos axônios
O diagnóstico é realizado por TC, identificado por uma hiperdensidade nos corpos calosos
5. Tratamento Clínico do TCE
O princípio básico é que, se ao tecido nervoso lesado for oferecido um ambiente ótimo para recuperação, esta pode ser alcançada e o neurônio pode recuperar sua função normal
5.1 Soluções Salinas Intravenosas
A hipovolemia é prejudicial, mas deve-se tomar o cuidado de não sobrecarregar o doente com líquidos
Para a reanimação recomenda-se o uso de solução salina isotônica ou de Ringer Lactato
Hiponatremia está associada ao edema cerebral e deve ser prevenida
5.2 Hiperventilação
Age reduzindo a PaCO2 e produzindo vasoconstrição cerebral, quando agressiva e prolongada pode produzir isquemia cerebral
A hiperventilação deve ser usada somente com moderação e por período de tempo limitado
5.3 Manitol
Usado para reduzir a PIC
Solução 20%, dosagem de 0,25 a 1 g/Kg via endovenosa em bolus
Não devem ser administradas grandes doses de manitol a doentes hipotensos porque manitol é um diurético osmótico potente
Caso tenha sido iniciado o tratamento ativo da PIC, é importante monitorá-la, pois o manitol pode apresentar efeito rebote e podem estar indicadas terapêuticas adicionais, como solução salina hipertônica
Indicação clara para o uso de manitol é déficit neurológico agudo, como apresentação de pupila dilatada, hemiparesia ou perda de consciência enquanto o doente está sendo observado
5.4 Esteroides
Não é recomendado
5.5 Barbitúricos
São eficientes na redução da PIC refratária e outras medidas
Não devem ser usadas na presença de hipotensão ou hipovolemia, pois produz hipotensão
O uso não é indicado na fase aguda de reanimação do trauma
5.6 Anticonvulsivantes 
Fenitoína e Fosfenitoína são habitualmente usados na fase aguda. Dose de ataque para adultos é de 1g administrado por via endovenosa com velocidade não superior a 50mg/minuto. A dose de manutenção é 100mg/8horas, com titulação da dose para obter níveis séricos terapêuticos
Diazepam ou Lorazepam são usados além da fenitoína em doentes com convulsões prolongadas, até a parada da convulsão
5.7 Sinais de alerta clínicos que indicam TC
· Perda de consciência
· Amnésia lacunar
· Vômitos ou náuseas
· Déficit neurológico
· Convulsão
· Extremos de idade (<2 e >60)
· Uso de anticoagulantes
6. Algoritmo para TCE
7. Morte Encefálica
Condições que simulam o diagnóstico de morte encefálica:
· Hipotermia
· Intoxicação medicamentosa
· Barbitúricos
· Benzodiazepínicos
O paciente deve apresentar ausência total de reflexos do tronco cerebral
· Pupilar
· Oculocefálico (“olhos de boneca”)
· Corneopalpebral
· Vestíbulo-ocular
· Tosse
Exames complementares
· Eletroencefalograma
· Angiografia cerebral
· Estudo de FSC
OBS’: Os exames complementares para o diagnóstico de morte cerebral devem obrigatoriamente avaliar 1 das seguintes funções cerebrais
· Ausência de atividade elétrica
· Ausência de atividade metabólica
· Ausência de perfusão cerebral
	
	
	Gabriel Galeazzi	6