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IDENTIFICAÇÃO HUMANA ATRAVÉS DE MARCAS DE MORDIDA

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IDENTIFICAÇÃO HUMANA ATRAVÉS DE 
MARCAS DE MORDIDA: A ODONTOLOGIA
A SERVIÇO DA JUSTIÇA
Disciplina de Odontologia Legal e do Trabalho
Professores: Adauto Oliveira e Roberto Sarcinelli.
Integrantes: Ghustavo Guimarães, Letícia Lemos, Manuela Lopes e Mariana Caixeta.
Letícia Nadal; Ana Cláudia Poletto; Camila Regina Klaus Massarotto; Eliana Cristina Fosquiera.
Revista UNINGÁ, vol. 24, n. 1, p. 79-84, out/dez 2015.
INTRODUÇÃO
● Os dentes humanos são órgãos que têm como função principal cortar e triturar os 
alimentos.
● Mas em alguns casos, nas situações de violência, as pessoas utilizam os dentes para 
morder, se defendendo ou atacando.
INTRODUÇÃO
● O perito criminal odontológico tem muitas funções, sendo uma delas a comparação da 
expressão de marcas de mordida em vítimas, alimentos ou outros materiais com a 
estrutura dental dos suspeitos.
● Se uma marca de mordida tem detalhes suficientes que possam identificar ou excluir 
suspeitos, torna-se uma ferramenta importante de investigação.
OBJETIVO
● Revisar a literatura demonstrando o papel da odontologia legal na identificação 
humana através de marcas de mordida em seres humanos, em vida ou em cadáver.
● Além do processo utilizado para identificação.
MATERIAIS E MÉTODOS
● O estudo foi realizado a partir de uma revisão bibliográfica qualitativa nas bases de 
dados.
● Utilizou-se como palavras-chaves: “odontologia legal”, “marcas de mordida”, 
“mordeduras humanas”, “odontologia forense” e “identificação humana”.
● Foram incluídos livros nacionais de odontologia legal, artigos científicos, teses e 
dissertações. 
DESENVOLVIMENTO 
● Análise da forma, localização, tamanho e algumas características específicas das 
unidades dentárias.
● A identificação por marcas de mordida em pele compreende dois aspectos 
fundamentais: o primeiro se refere que a dentição de cada indivíduo é única. O segundo 
é que essas características são reproduzidas com detalhe suficiente de forma. 
● Produzida por ser humano ou ser animal ?
○ A mordida humana tem entre 25 e 45 mm de distância intercanina, quando esta 
medida for inferior a 30 mm considera-se produzida por uma criança.
○ Nos animais, a distância intercanina é geralmente 40 mm.
Comprovação da 
marca Exame na vítima
Coleta de dados 
suspeitos
Exame na vítima
● O perito deve seguir determinados passos: 
Descrição da lesão, registro fotográfico, coleta da saliva presente na marca de mordida, 
impressões, excisão da área, localização da marca da mordida, contorno da superfície, 
tamanho, coloração, orientação, forma e tipo de lesão. 
● Sempre acompanhados dos dados pessoais da vítima (fundamental). 
● Além de observar a presença de petéquias,
contusões, hematomas, abrasões, 
lacerações, incisões ou avulsões.
Exame na vítima
● O registro fotográfico é um dos melhores métodos de registro.
● As fotografias devem ser repetidas em intervalos de 24 horas durante 5 dias, devido 
às mudanças das marcas com o passar dos dias.
● Injúrias com mais de 2 semanas devem ser fotografadas com filme colorido, para 
registrar as mudanças da superfície da lesão. Se faz necessário também o uso da luz 
ultravioleta ou infravioleta, pois tem maior penetração em pele, alcançando até a 
camada muscular.
Exame na vítima
● A técnica fotográfica deve ser cuidadosa, para ser efetivada como evidência.
● Alguns passos devem ser seguidos para se evitar distorções, como utilizar resolução 
que permita qualidade, fazer fotografia com e sem escala, utilizar escala no mesmo 
plano e adjacente a mordida e realizar fotografias em série. 
● Deve-se também incluir nome da vítima, número do caso, data e tempo, para que 
essas fotos sejam utilizadas como evidência.
Exame na vítima
● Uma importante evidência biológica é a saliva, que é depositada durante a mordida, 
beijo ou sucção. 
● Através dela, pode-se identificar o grupo sanguíneo do agressor, o exame de DNA 
(através de células orais) e a presença de amilase.
● A coleta é feita através da técnica de esfregaço duplo, antes da vítima tomar banho ou 
lavar o local.
Coleta de dados suspeitos
● Ordem judicial.
● Exame clínico, registro fotográfico, recolhimento da saliva, impressões, amostra do tipo de 
mordida.
● Exame extraoral: deformidades faciais, abertura máxima e outras características. 
● Exame intraoral: registram-se todas as particularidades da dentição, detalhadamente os 
dentes anteriores, a presença de diastemas, fraturas, restaurações, tamanho da língua, 
oclusão, dentes mal posicionados, etc.
Coleta de dados suspeitos
● No registro fotográfico devem ser realizadas fotografia extraoral, frontal e de perfil e no 
intraoral, dos arcos superior, inferior, em oclusão e de boca aberta;
● Nas moldagens, utiliza-se alginato ou siliconas;
● A amostra da mordida é obtida através de folha de cera amolecida, o que também indica 
como o indivíduo oclui;
● Todos os dados da vítima e do suspeito serão comparados, como a distância intercanina, o 
espaço entre as marcas dos dentes e a ausência de dentes.
Coleta de dados suspeitos
● Várias técnicas de comparação;
● O perito odontolegal deve ter conhecimento das vantagens e desvantagens de cada 
método e a seleção da técnica ou da associação da técnica dependem da localização, tipo 
de objeto em que ocorreu a mordedura;
● O peso dado para a conclusão no tribunal baseia-se no número de características 
observadas na impressão.
DISCUSSÃO
● Caso do “maníaco do parque”: marca de mordida no corpo da vítima compatível com o 
suspeito.
● Importância do reconhecimento de marcas de mordida no abuso infantil e negligencia.
● Vítimas agredidas, com indícios de tentativa de assalto e abuso sexual, com marcas de 
mordida na face.
● Deve haver contínuo interesse no treinamento de dentistas especialistas na área 
forense e pesquisas.
CONCLUSÃO
● A identificação por marcas de mordida é um importante componente na elucidação de 
crimes, com uma grande rede de aplicabilidade em serviço da justiça, garantindo o 
direito do cidadão de ressarcimento de danos e a condenação de agressores. 
OBRIGADO!