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Ação de Repetição do Indébito Tributário

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Ação de repetição do indébito tributário. 
É uma ferramenta processual pela qual o advogado representando seu cliente irá 
requerer a extinção restituição do crédito tributário que fora pago de forma indevida, ou a 
maior. 
Utiliza-se dessa ferramenta independente do motivo 
Basta juntar a guia de pagamento para comprovar que o crédito fora pago 
Irá o contribuinte ser restituído porque o tributo ilegal, inconstitucional ou fora calculado 
de forma equivocada. 
Buscar a condenação para que o ente venha restituir evitando assim o enriquecimento 
ilícito do ente competente. 
Quais são as formas que o contribuinte poderá se utilizar para restituir? 
1) De um pedido administrativo para restituir 
 
 Negado 
 
Poderá o contribuinte 
ajuizar uma ação anulatória de 
decisão administrativa com pedido 
de restituição art. 169 CTN 
 
 
2) Ajuizar uma ação de repetição de indébito tributário 
Se optar por ingressar diretamente na esfera judicial o contribuinte esta abrindo 
mão da esfera administrativa art. 38 § único lei 6830/80 
 
 
 
 
 
Como nosso sujeito passivo receberá o indébito tributário? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Art. 169. CTN Prescreve em dois anos a ação 
anulatória da decisão administrativa que denegar a 
restituição. 
 Parágrafo único. O prazo de prescrição é 
interrompido pelo início da ação judicial, 
recomeçando o seu curso, por metade, a partir da 
data da intimação validamente feita ao 
representante judicial da Fazenda Pública 
interessada. 
 
Art 38 lei 6830/80 Parágrafo Único - A propositura, pelo contribuinte, da ação prevista neste artigo 
importa em renúncia ao poder de recorrer na esfera administrativa e desistência do recurso acaso 
interposto. 
Pecúnia Compensação 
RPV 
(requisição de 
pequeno valor) 
Precatório 
Art. 100. Os pagamentos devidos pelas Fazendas 
Públicas Federal, Estaduais, Distrital e Municipais, 
em virtude de sentença judiciária, far-se-ão 
exclusivamente na ordem cronológica de 
apresentação dos precatórios e à conta dos créditos 
respectivos, proibida a designação de casos ou de 
pessoas nas dotações orçamentárias e nos créditos 
adicionais abertos para este fim. 
 
Art. 100. § 3º O disposto no caput deste artigo 
relativamente à expedição de precatórios não se 
aplica aos pagamentos de obrigações definidas em 
leis como de pequeno valor que as Fazendas 
referidas devam fazer em virtude de sentença 
judicial transitada em julgado. 
 
Art. 17 § 1º Lei 10259/01. Para os efeitos do § 
3o do art. 100 da Constituição Federal, as 
obrigações ali definidas como de pequeno valor, a 
serem pagas independentemente de precatório, 
terão como limite o mesmo valor estabelecido 
nesta Lei para a competência do Juizado Especial 
Federal Cível (art. 3º, caput). 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art100%C2%A73..
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art100%C2%A73..
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O enunciado tem que falar a forma de compensação, e caso for omisso será da forma 
da Súmula 461 STJ, ou seja, cabe ao contribuinte escolher se quer por pecúnia ou 
compensação. 
 
 
 
 
 
Artigos importantes. 
 165/169 CTN 
 Art. 3 lei 118/05 
 Art. 39 §único lei 9250/95 
 S 162/188 STJ 
 S 460 STJ 
 
Ponto relevante 
 Prescrição e decadência o crédito está extinto conforme o artigo 156 V CTN, 
portanto o crédito está morto, e mesmo assim o sujeito passivo pagou tem direito a 
ser restituído. 
Quem poderá restituir? 
 Art. 165 CTN 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O sujeito passivo, seja ele contribuinte ou responsável na forma do artigo 121 do CTN 
Poderá ajuizar a ação de repetição ou realizar o pedido administrativo para restituir 
todo aquele sujeito passivo que efetuar o pagamento do tributo ou multa de forma indevida . 
 Tributos direitos = são aqueles que não têm intercalação de sujeitos 
 
Súmula 461 STJ.O contribuinte pode optar por receber, por meio de precatório ou por 
compensação, o indébito tributário certificado por sentença declaratória transitada em 
julgado 
RPV 
(requisição de pequeno valor) 
União = 60 Salários Mínimos 
Estado/DF = 40 Salários Mínimos 
Município = 30 Salários Mínimos 
( 
Art. 165. O sujeito passivo tem direito, independentemente de prévio protesto, à 
restituição total ou parcial do tributo, seja qual for a modalidade do seu pagamento, 
ressalvado o disposto no § 4º do artigo 162, nos seguintes casos: 
I - cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido em 
face da legislação tributária aplicável, ou da natureza ou circunstâncias materiais do fato 
gerador efetivamente ocorrido; 
II - erro na edificação do sujeito passivo, na determinação da alíquota aplicável, no 
cálculo do montante do débito ou na elaboração ou conferência de qualquer documento 
relativo ao pagamento; 
III - reforma, anulação, revogação ou rescisão de decisão condenatória. 
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 Tributos indiretos = são tributos que são pagos pelo sujeito passivo mas que a 
lei tributária permite o repasse para do pagamento do tributo 
São aqueles de consumo (IPI. ICMS, ISS, PIS, CONFINS) 
E no tocante aos tributos indiretos, quem poderá restituir? 
Art. 166 CTN 
Poderá restituir todo sujeito passivo que comprove que não repassou ou acaso tenha 
repassado tenha autorização de quem recebeu o repasse. 
 
 
 
 
 
 
Contribuinte de fato (que suportou os encargos do tributo, mas não pagou o tributo, só 
o custo do tributo) NÃO pode ser restituído. 
Não se aplica a Súmula 71 STF 
 
 
 
 
Súmula 564 STF. 
 
 
 
 
Existe uma exceção para que o contribuinte de fato possa restituir, no caso de ICMS de 
energia elétrica. 
 
 
Segundo o entendimento do STF a lei local pode modificar a forma de recebimento. 
E também não há indecência de juros de mora quando ao prazo de pagamento. 
 
 
 
Contra quem vou ajuizar a ação de restituição? 
Contra o ente competente, aquele que recebe o tributo indevido. 
 
Mas se existe delegação da capacidade ativa tributária? 
Art. 157 I CF/ 158 I CF, no caso de imposto de renda (IR) retido na fonte indevidamente 
pelos Estados/DF/Município de seus servidores, vou ajuizar a demanda contra o ente 
que reteve indevidamente Súmula 447 STJ. 
Art. 166. A restituição de tributos que comportem, por sua natureza, transferência do 
respectivo encargo financeiro somente será feita a quem prove haver assumido o referido 
encargo, ou, no caso de tê-lo transferido a terceiro, estar por este expressamente autorizado 
a recebê-la. 
 
Súmula 71 STF. Embora pago indevidamente, não cabe restituição de tributo indireto. 
Súmula 546 STF. Cabe a restituição do tributo pago indevidamente, quando reconhecido 
por decisão, que o contribuinte "de jure" não recuperou do contribuinte "de facto" o 
"quantum" respectivo. 
Súmula 391 STJ. O ICMS incide sobre o valor da tarifa de energia elétrica correspondente à 
demanda de potência efetivamente utilizada 
Súmula Vinculante nº 17 STF. Durante o período previsto no parágrafo 1º do artigo 100 da 
Constituição, não incidem juros de mora sobre os precatórios que nele sejam pagos. 
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Qual o prazo ? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A declaração de inconstitucionalidade pelo STF altera o prazo de restituição? 
STF: 04 anos: SIM 
STJ: 05 anos: NÃO 
 
O valor que foi pago indevidamente será restituído de que forma? 
 Tributo Federal > TAXA SELIC art. 39§4 Lei 9250/95 
 Tributo Estadual/DF/Municipal: 
 Com juros a partir do transito em julgado (S 188 STJ + art. 167 §único CTN) 
 Correção monetária a partir do pagamento indevido (S 162 STJ) 
 
Art. 157. Pertencem aos Estados e ao Distrito Federal: 
I - o produto da arrecadação do imposto da União sobre renda e proventos de qualquer 
natureza, incidente na fonte, sobre rendimentos