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Multimeios Aplicados à Educação - Resumo dos Temas 1 a 6

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poderia ser utilizado também em outros segmentos como a educação. No entanto, a sua 
imersão no ambiente acadêmico se faz cada vez mais importante, pois, como meio de 
comunicação aliado à internet, possibilita o desenvolvimento de metodologias de 
ensino diferenciadas, que podem atender às necessidades de formação de alunos e 
professores (ASSIS, 2008). 
O desenvolvimento do uso do computador na sala de aula ainda é um desafio a ser 
superado em todo o sistema educacional, tanto para professores quanto para os demais 
profissionais envolvidos na educação, a fim de que se preparem as infraestruturas 
necessárias para que sua utilização seja relevante para o processo de ensino-
aprendizagem. 
Dessa forma, o computador, em vez de mero meio para pesquisas, deve surgir como 
ferramenta que apoie e amplie as possibilidades de se fazer a comunicação da 
informação que se deseja ensinar – de formas diversificadas –, seja pelo uso de games, 
calculadoras virtuais, softwares de desenho, seja por outros meios, que podem ser 
amplamente utilizados nesse processo (ASSIS, 2008). 
• 2001: Telefonia Móvel 
O telefone foi inventado em 1875 por Alexander Graham Bell. Após inúmeros desafios, 
esse tipo de comunicação permitiu a transmissão de voz através dos continentes, o que 
foi um marco para a história do desenvolvimento das redes de computadores e das 
telecomunicações de modo geral. O telefone fixo também passou a ter uma participação 
ainda que tímida na educação em 2001, a partir da popularização da educação a 
distância como uma das formas de interagir com colegas e tutores (CAPELLARO, 2012). 
As transmissões pelas ondas de rádio, descobertas e implementadas por Guglielmo 
Marconi em meados de 1900, trouxeram não só a possibilidade de se estabelecer a 
comunicação sem fio, mas também uma grande colaboração para o desenvolvimento 
das tecnologias de telefonia móvel celular e das conexões em redes sem fio. A telefonia 
móvel representa, no século XXI, uma possibilidade de imersão em conteúdos digitais e 
 
 
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5 Anhanguera - Pedagogia – Multimeios Aplicados à Educação 
mobile que sejam voltados ao ambiente educacional e que podem se mostrar como parte 
dos processos de ensino-aprendizagem que ocorrem tanto em salas de aulas presenciais 
quanto no ensino a distância (CAPELLARO, 2012). 
• 2001: Internet 
Ocorre no Brasil a popularização da internet, a qual se torna uma das mais importantes 
aliadas no processo de ensino-aprendizagem no que tange à educação a distância. 
Atualmente, inúmeras ferramentas são disponibilizadas tanto para alunos quanto para 
professores, as quais não se limitam a muros ou paradigmas, levando a formas e meios 
de fazer com que o processo de ensino-aprendizagem aconteça independentemente do 
tempo e do espaço (ASSIS, 2008). 
1.2 Evolução da Informática no Brasil e sua Influência na Educação 
O uso dos meios de comunicação aplicados à educação, aliado às tecnologias de 
informação e comunicação, pode proporcionar uma formação mais autônoma e, 
portanto, cidadã. 
Isso pode tornar o processo de ensino-aprendizagem mais democratizado e acessível, o 
que em certa medida representa mais uma forma de se fazer também a inclusão social: 
E inclusão social pressupõe formação para a cidadania, o que significa que as 
tecnologias da informação e comunicação, devem ser utilizadas também para a 
democratização dos processos sociais, para fomentar a transparência de políticas e ações 
de governo e para incentivar a mobilização dos cidadãos e sua participação ativa nas 
instâncias cabíveis. As tecnologias da informação e comunicação devem ser utilizadas 
para integrar a escola e a comunidade, de tal sorte que a educação mobilize a sociedade 
[...]. (KENSKI, 2000 apud SEED/MEC; UNIREDE, 2001, p. 20). 
Esse fator pode influenciar na percepção da importância de se pensar no modo de inserir 
tais recursos à sala de aula. No entanto, para que tais inserções às rotinas acadêmicas 
seja realizada, é preciso muito mais do que a intenção. Exigem-se inclusive adequações 
em legislação que incluam a formação e a preparação do professor para esse novo perfil 
de aluno e para a dinâmica de ensino-aprendizagem. Além disso, é necessário que haja 
infraestrutura adequada nas escolas e que a sua manutenção seja prevista e realizada. 
Desde a Revolução Industrial, a educação no Brasil foi marcada pela necessidade de 
formação para o desempenho do trabalho, da atividade produtiva. Essa visão já não é 
mais suficiente, ou seja, é preciso saber muito mais do que executar tarefas e cumprir 
metas. 
 
 
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6 Anhanguera - Pedagogia – Multimeios Aplicados à Educação 
O que se deseja desse novo perfil de aluno é que este se torne um cidadão autônomo e 
consiga se manter empregado pelas competências que possui. Isto é, que tenha ciência 
de que o seu desenvolvimento intelectual não está vinculado apenas às informações 
transmitidas no ambiente acadêmico; que perceba, cada vez mais, através da facilidade 
no acesso, que este se dá pela experimentação e pelo contato com vários contextos e 
significados pelos quais a informação pode ser apresentada. 
Além disso, no século XXI, o contato de crianças com as tecnologias de informação e 
comunicação acontece antes dos 6 anos de idade, período em que se inicia efetivamente 
a alfabetização. Então, esse contato com tecnologias já é algo comum para elas, que 
gostam e se sentem confortáveis ao serem apresentadas a novas formas de processos de 
ensino-aprendizagem, além das tradicionalmente utilizadas. 
Veja no quadro seguinte as ações governamentais em prol da evolução da informática e 
o seu uso na academia. 
1965 
O Ministério da Marinha brasileira tinha interesse em desenvolver um 
computador com “know-how” próprio. 
1971 
O Ministério da Marinha, por intermédio do Grupo de Trabalho Especial 
(GTE), e o Ministério do Planejamento tomaram a decisão de construir um 
computador para as necessidades navais do Brasil. 
1972 
As questões de importações da informática foram transferidas para a 
Coordenação de Atividades de Processamento Eletrônico (CAPRE), ligada ao 
Ministério do Planejamento. 
1977 
Primeiro confronto entre o Brasil e interesses estrangeiros, pela falta de uma 
definição explícita da reserva de mercado em relação aos minicomputadores 
e microcomputadores – IBM e Burroughs. 
1979 
As ações da CAPRE foram transferidas para a Secretaria Especial de 
Informática (SEI) ligada ao Conselho de Segurança Nacional (CSN). Esta 
decisão acarretou inúmeras discussões pelo fato de a CSN estar ligada às 
opressões da ditadura militar. 
1984 
É aprovada a Lei da Informática, a qual impôs restrições ao capital 
estrangeiro, tornou legal a aliança do Estado com o capital privado nacional. 
Essa lei tinha uma previsão de oito anos, tempo estimado para que a indústria 
nacional alcançasse maturidade, visando à competitividade internacional. 
1985 
Faltam recursos humanos capacitados para o sistema de ciência e tecnologia. 
A partir daí o governo passou a intensificar os investimentos na área de 
educação de 1º e 2º graus. 
Quadro 1.1 Ações governamentais para a informática na educação 
 
 
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7 Anhanguera - Pedagogia – Multimeios Aplicados à Educação 
Além dessas ações, no ano de 1983 também houve outras realizações nesse sentido, já 
que se criou a Comissão Especial de Informática na Educação (CE/IE), que tinha a missão 
de levar os computadores às escolas. Também paralelamente foi criado o Projeto 
EDUCON (Educação com Computadores), o que realmente levou os computadores às 
escolas públicas, com intenção de inovar os processos de ensino-aprendizagem (TAJRA, 
2012). 
Em 1986, o Comitê Assessor de informática para Educação de 1º e 2º graus (CAIE/SEPS) 
foi criado com o intuito de desenvolver a política