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Multimeios Aplicados à Educação - Resumo dos Temas 1 a 6

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nacional de informática educacional 
com o Projeto EDUCOM (TAJRA, 2012). 
Já em 1987, o Projeto Formar surgiu com o objetivo de capacitar os profissionais da área 
de educação e também de dar incentivo para o desenvolvimento de softwares 
educativos (TAJRA, 2012). 
Para finalizar esse levantamento, em 1995, o PROINFO (ainda utilizado) visou à criação 
dos Núcleos de Tecnologias Educacionais (NTEs) distribuídos entre os estados. Os 
professores atuam então como multiplicadores nas escolas públicas com mais de 150 
alunos (TAJRA, 2012). 
Atualmente, de acordo com Tajra (2012), o PROINFO continua em andamento com as 
iniciativas voltadas à inclusão e à formação de profissionais capacitados para o uso das 
tecnologias de informação e comunicação nas aulas. 
Outras iniciativas, tais como disponibilizar portais com materiais instrucionais tanto 
para alunos e professores quanto para a sociedade de forma geral, são incentivadas. 
Há também o portal da TV Escola que disponibiliza vídeos e livros que podem ser 
incluídos nas atividades e promove a imersão ou a curiosidade dos alunos para o uso e 
maior conhecimento das tecnologias e cultura em geral (TECNOLOGIA, s.d.). 
O programa Salto para o Futuro tem o objetivo de ampliar o acesso à formação de 
professores e gestores da educação básica (MEC, s.d.). 
Outro recurso interessante que pode colaborar intensamente com o preparo e aplicação 
do conteúdo nas aulas, é o Banco Internacional de Objetos Educacionais (BIOE). Esta 
iniciativa disponibiliza diversos conteúdos interativos e informativos e atende aos 
públicos de todos os níveis de formação (BANCO, s.d.). Vale a pena investigar! 
O portal Domínio Público é outra ferramenta tecnológica de iniciativa governamental 
que visa à disponibilização de uma biblioteca virtual para estudantes, professores e 
sociedade de forma geral (DOMÍNIO, s.d.). 
 
 
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8 Anhanguera - Pedagogia – Multimeios Aplicados à Educação 
Além desses instrumentos, você também precisa conhecer o site do Guia de 
Tecnologias. Embora o público-alvo dessa iniciativa sejam os gestores das escolas 
públicas, é de grande importância que todos conheçam e saibam identificar a 
oportunidade de aplicação das tecnologias de informação e comunicação (GUIA, s.d.). 
 
Hiperlinks: referem-se aos links disponíveis para a navegação entre as páginas da web. 
Permitem a otimização da navegação e a usabilidade do site. 
Hipertextos: o acesso à internet possibilita a navegação entre diversas páginas, a qual 
independe de seguir linearidade para que se obtenha a informação. O hipertexto, 
portanto, possibilita que o usuário seja direcionado de um texto a outro sem a exigência 
de precedentes. 
Tecnologias de informação e comunicação: correspondem ao conjunto de meios de 
comunicação, infraestrutura, objetos de aprendizagem digitais e virtuais, as redes de 
comunicação, os próprios computadores. Podem ser descritas também como o conjunto 
de ferramentas que possibilitam a interação entre pessoas, máquinas e softwares. 
 
Tema 2 
Enfoque teórico-prático sobre o uso do computador e da tecnologia digital na 
educação – As implicações pedagógicas e sociais desse uso 
Tecnologias e a Educação: Desafios desde a Formação 
Primeiramente, é interessante que se conheça o significado de tecnologia. Segundo as 
abordagens de Tajra (2012), o termo deriva do verbo grego “tictein”, que tem como 
significado justamente a concepção de “dar à luz”, “produzir”. 
Nesse sentido, é amplamente justificável a sua aplicação aos mais variados efeitos de 
transformação que podem ocorrer de acordo com o objeto de observação. Por exemplo, 
para que haja transformação do algodão em tecido, esse sofre uma modificação e pode, 
portanto, ser fruto de um processo tecnológico. Mas, de acordo com a aplicação do termo 
“tecnologia” na atualidade, essa concepção se aplica tanto ao processo quanto ao 
 
 
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9 Anhanguera - Pedagogia – Multimeios Aplicados à Educação 
produto deste, ou seja, saber como e por que fazer. Observe as asserções da autora: “A 
técnica está relacionada com a mudança na modalidade da produção. 
O produtor muda a forma de operar e o resultado dessa mudança afeta a comunidade 
beneficiada.” (TAJRA, 2012, p.37). 
Ao aliar “tecno-” com “-logia” (este último termo se refere ao conjunto de 
conhecimentos), obtém-se, portanto, a reflexão sobre o fato de que tecnologia pode ser 
considerada como o conhecimento ou a ciência de uma técnica, de acordo com a autora 
acima citada. 
Verifica-se que é possível aplicar tal explicação sobre a análise da evolução tanto dos 
produtos e das ferramentas, quanto da comunicação e dos meios pelos quais ela se 
realiza, sem, no entanto, atrelá-la unicamente ao processo trazido com a Revolução 
Industrial. Deve-se ir além disso: é um processo referente não apenas a um momento 
específico da história, mas sim àquele que se impõe como componente das 
transformações sociais que ocorrem de geração em geração, de descoberta em 
descoberta. Esse fato requer a sua compreensão total e o entendimento de sua 
importância para o crescimento e o desenvolvimento social. 
A intenção é provocar o uso das tecnologias para que estas não sejam limitadas a meras 
apresentações e fazer que, com elas, sejam ampliadas as possibilidades de imersão nos 
conteúdos, de práticas e de metodologias de ensino. Além disso, fazer com elas sejam 
percebidas de forma a agregar ao processo de ensino-aprendizagem, e não o contrário. 
O grande desafio que se faz presente é justamente o método. Ou seja, identificar qual ou 
quais são as ferramentas aliadas; filtrar e separar dentre tantas aplicações em softwares, 
hardwares, meios de comunicação em geral, o que de fato pode auxiliar e, de acordo com 
o conteúdo, o que se pretende levar a conhecimento. 
Nesse contexto, a autora faz as seguintes observações: 
A escola também participa dessas alterações tecnológicas, mas de uma forma bem mais 
lenta. Por séculos, o ensino era destinado apenas a minorias privilegiadas. A primeira 
grande conquista tecnológica foi o livro que, há anos, vem sendo o carro-chefe 
tecnológico na educação e não constatamos que o livro é o resultado de uma técnica. Por 
quê? Porque já o incorporamos de tal forma que nem percebemos que é um instrumento 
tecnológico. 
Segundo Don Tapscott, tecnologia só é tecnologia quando ela nasce depois de nós. O que 
existia antes de nascermos faz parte de nossa vida de forma tão natural que nem 
percebemos que é uma tecnologia. (TAJRA, 2012, p. 37). 
 
 
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10 Anhanguera - Pedagogia – Multimeios Aplicados à Educação 
Essa alusão realizada quanto ao uso da tecnologia que Tapscott (apud TAJRA, 2012) 
ressalta vem ao encontro dos pressupostos aqui destacados quanto ao que é e à sua 
aplicação. 
O exemplo mencionado no trecho citado, o livro, cabe perfeitamente quando se 
enfatizam o conhecimento das ferramentas e o uso que se faz dele de acordo com as 
gerações. Na Idade Média, os livros eram muito maiores e a ele poucos tinham acesso. As 
propriedades e características também eram diferentes: o tecido e depois o papiro já 
demonstram as transformações ocorridas. Além disso, a sua popularização ocorreu 
apenas após a descoberta de outros materiais que melhoraram o custo e, com isso, 
tornaram-no mais acessível. Vale ressaltar que o livro, atualmente já em versão digital, 
chega a mais lugares, sendo acessível a mais pessoas, a um custo também diferenciado: 
Incorporamos os hieróglifos, as palavras escritas, os códigos, os livros, os correios, o 
telefone, o rádio, a televisão, o fax, o telefone celular, o e-mail, a internet, os tablets e os 
smartphones. O que ainda somos capazes de incorporar? Já falam da internet. Será que 
é apenas uma inovação tecnológica que alterará a velocidade de comunicação, ou seja,