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Multimeios Aplicados à Educação - Resumo dos Temas 1 a 6

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uma melhoria do que já temos ou será mais uma mudança na forma de comunicação? 
(TAJRA, 2012, p. 38). 
Com essa notória evolução tecnológica que acompanha as civilizações, as inovações são 
motivadas não apenas para facilitar o trabalho humano, mas também para manter uma 
empresa competitiva no mercado ou, até mesmo, proporcionar maior acesso à 
informação por parte de governos para decisões estratégicas. Perceba que esse processo 
envolve os mais diversos interesses e motivações. Então, o que se mostra como 
tendência, por caráter de evolução literalmente, é que também será preciso incorporar 
nas novas práticas, com a possibilidade de inserção das mutações pelas quais os meios e 
produtos tecnológicos passam. 
Por isso, é importante que se planeje o uso continuado dos recursos para que estes 
também não se tornem obsoletos antes do período previsto, que deve contemplar ao 
menos minimamente: 
• A apresentação da ferramenta. 
• O seu conhecimento, ou seja, em que pode ajudar, conhecer as funcionalidades. 
• O desenvolvimento da capacidade de inserção de conceitos. 
• A competência necessária para a sua aplicação, portanto. 
 
 
 
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11 Anhanguera - Pedagogia – Multimeios Aplicados à Educação 
1.1 Tecnologia Educacional 
O termo tecnologia educacional surgiu entre as décadas de 1960 e 1970 e alguns 
pesquisadores, como Pablo Pons, Litwin, Mariana Maggio e a autora aqui referenciada, 
Tajra, consentem que ele se refere ao modo sistemático de aplicação dos recursos 
tecnológicos para a realização do processo de ensino-aprendizagem, que contempla 
desde a sua elaboração até a avaliação. 
Embora não seja entendido, no entanto, como uma ciência, vale-se dos métodos 
científicos para a sua organização e aplicação, congruentes também, com as teorias 
trazidas pela psicologia, pela comunicação e pela junção com a teoria de sistemas, no que 
tange à aprendizagem e à utilização desses recursos. 
Segundo Tajra (2012), tecnologia educacional refere-se às práticas de ensino que são 
fundamentadas nas teorias mencionadas. Infere-se ainda que há uma proximidade 
maior com a teoria da comunicação quando se faz alusão ao uso da TV, rádio, vídeo, 
áudio, informática e materiais impressos. 
Em 1970, os estudos dessas tecnologias educacionais trabalharam em duas vertentes: 
uma restrita, que considerou o uso de equipamentos e instrumentos; e outra ampla, que 
analisava os métodos, o modo como foi utilizada, os princípios e a lógica aplicada. 
Os estudiosos chegaram a abordar uma temática ainda hoje discutida: a substituição do 
professor pelas tecnologias e a indagação sobre qual seria o impacto real disso sob os 
aspectos cognitivos e sociais. Tais questionamentos podem de fato emergir e são natos 
dos instintos mais primitivos, como, por exemplo, o da sobrevivência e o da necessidade 
de adaptação. No entanto, o que se tem é o caráter de evolução, mediante a qual se 
transformam não apenas produtos e equipamentos como também perfis e a forma como 
se pretende ou é possível trabalhar com tais recursos. Além disso, o comportamento 
humano, portanto, também se altera: 
No início da introdução dos recursos tecnológicos de comunicação na área educacional, 
houve uma tendência a imaginar que os instrumentos iriam solucionar os problemas 
educacionais, podendo chegar, inclusive, a substituir os próprios professores. Com o 
passar do tempo, não foi isso que se percebeu, mas a possibilidade de utilizar esses 
instrumentos para sistematizar os processos e a organização educacional e uma 
reestruturação do papel do professor. (TAJRA, 2012, p. 39) 
Então, é importante ressaltar que a necessidade de uso das tecnologias não é oposta à 
figura profissional, seja qual for a área de aplicação. O contexto, no entanto, demanda 
preparo, formação adequada, o que, de fato, é uma preocupação real e deve contemplar, 
inclusive, a formação do professor. 
 
 
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12 Anhanguera - Pedagogia – Multimeios Aplicados à Educação 
Nesse sentido, Tajra (2012) destaca que a tecnologia nas escolas deve incorporar alguns 
aspectos, tais como: 
• Identificar nos docentes a sua visão acerca do uso das tecnologias e de que forma 
avaliam o impacto cognitivo e social oriundo dessa aplicação. 
• Identificar quais são as possibilidades de integrar significativamente essas 
tecnologias no ambiente educacional. 
Os professores, de acordo com os níveis educacionais, necessitarão, portanto, de uma 
específica competência a ser desenvolvida para o uso adequado das tecnologias que têm 
sido utilizadas na educação. No entanto, essa não é uma característica que impacta 
apenas a formação do professor. É justamente por esse motivo que se torna fundamental 
o planejamento educacional inclusivo e abrangente quanto ao uso dos recursos 
tecnológicos. 
1.2 Classificação das Tecnologias 
As tecnologias, de acordo com Tajra (2012), podem ser classificadas em três grupos: 
físicas, organizadoras e simbólicas. 
Veja no Quadro 2.1 alguns componentes relacionados a cada classificação: 
Tecnologias Componentes 
Físicas 
Caneta esferográfica, livro, telefone, celular, satélites 
e computadores. 
Organizadoras 
Técnicas que visam garantir a produtos e serviços de 
qualidade total; métodos de ensino como o 
tradicional, o construtivista, o montessoriano, o 
comportamental. 
Simbólicas 
Referem-se à forma de comunicar, de se estabelecer 
comunicação, e incluem, portanto, os seus meios. 
 
No campo das tecnologias físicas, o que se observa é a evolução dos produtos dos 
avanços tecnológicos. Já no campo das tecnologias organizadoras, concentra-se a 
evolução do pensamento dos processos de ensino-aprendizagem. No campo das 
tecnologias simbólicas, por sua vez, verificam-se a importância e a preocupação com o 
tipo de informação, a maneira como esta será apresentada e por qual meio ela 
acontecerá. 
Esses aspectos cada vez mais precisarão contemplar a formação e o modo de se pensar 
no processo de ensino-aprendizagem. 
 
 
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13 Anhanguera - Pedagogia – Multimeios Aplicados à Educação 
Softwares para a Educação 
Um dos principais softwares que a autora Tajra (2012) menciona é o “LOGO”, que 
contempla uma abordagem que auxilia na construção do raciocínio lógico e 
investigativo que precisa ser desenvolvido nas crianças. Criado por Seymour Papert, em 
1986, o software explora a criatividade da criança e a sua capacidade de elaboração de 
hipóteses para a solução dos problemas apresentados, além de incentivar que ela 
aprenda a partir da análise do erro cometido. Esse teria sido um marco para a inserção 
de softwares na educação. 
Os softwares utilizados na educação, de acordo com a autora, também são alvo de 
classificações, tendo sido o LOGO o primeiro deles, seguido dos softwares educacionais; 
softwares aplicativos com finalidades tecnológicas; softwares educativos com 
finalidades educativas e a integração dos softwares. A internet, em seguida, classificou-
se de outra forma, sendo associada à possibilidade de uso de softwares didáticos, além 
daqueles que são desenvolvidos pelas próprias instituições de ensino, o que demanda 
grande quantidade de investimentos. 
Além desses aspectos, as propostas pedagógicas precisam contemplar o uso dos 
softwares de acordo com as disciplinas, com a necessidade e com a possibilidade 
apresentada para cada uma delas, e não aleatoriamente. 
Também é preciso contemplar, nos projetos pedagógicos, a organização do uso dos 
espaços como laboratórios e demais recursos como TV, rádio, datashow, aplicativos e 
aplicações da internet, entre outros softwares. 
Portanto, a organização precisa ser sistematizada, prever horários, planejar as 
atividades de acordo com o conteúdo abordado, com a frequência que é necessária para 
desenvolver o raciocínio desejado ao apresentar um determinado