A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
102 pág.
EXAMES

Pré-visualização | Página 2 de 10

preta 
SOFIA HELENA VITTE 
TURMA 60 
EXAMES 
2020.2 
 
11 
 
 
Apendicite aguda: ultra-sonografia 
▪ Distensão apendicular e parietal 
▪ Conteúdo líquido-> edema periapendicular 
▪ Espessamento parietal 
▪ Apendicolito: Concreção de fezes ou de muco, bactérias ou restos celulares que se 
pode encontrar no interior do apêndice cecal. 
▪ Hipercogenicidade dos planos gordurosos adjacentes 
▪ Espessamento da base cecal 
▪ Coleções: conjunto de pus 
 
 
 
 
 
 
 
 
lumen L 
SOFIA HELENA VITTE 
TURMA 60 
EXAMES 
2020.2 
 
12 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
▪ Ultrassonografia: sensibilidade > 95% e especificidade >85% 
▪ Cálculo impactado no infundíbulo ou ducto cístico 
Seta preta: apendicolito na 
luz do apendice. Set branca: 
infiltração inflamatória na 
gordura periapendicular 
produzindo aumento da 
atenuação. Pequena 
quantidade de ar está 
presente fora do apendice 
resultado de uma perfuração 
confinada ->seta pontilhada) 
SOFIA HELENA VITTE 
TURMA 60 
EXAMES 
2020.2 
 
13 
 
 
▪ Espessura da parede > 3mm 
▪ Coleção peri-vesicular 
▪ Sinal de Murphuy + 
▪ A colecistite alitiásica aguda (CAA) trata-se de uma inflamação da vesícula biliar sem a 
evidência de cálculos biliares. É estimado que ocorra em 2-15% de todos os casos de 
colecistite aguda e geralmente se associa a condições de saúde críticas, como pós-
operatório, trauma recente grave e queimaduras. A etiologia da CAA é multifatorial e sua 
patofisiologia ainda permanece pouco compreendida. Os principais mecanismos de 
doença propostos incluem lesão por isquemia-reperfusão, resposta inflamatória sistêmica, 
estase biliar, polipo adenomiomatoso, neoplasia maligna 
 
 
 
SOFIA HELENA VITTE 
TURMA 60 
EXAMES 
2020.2 
 
14 
 
 
 
▪ Tomografia: utilizada nos casos atípicos, com suspeita de disseminação peritoneal do 
processo inflamatório 
▪ Sinais equivalentes aos da ultrassonografia, com alterações perfusionais inflamatórias do 
fígado adjacente, densificação da gordura perivesicular 
SOFIA HELENA VITTE 
TURMA 60 
EXAMES 
2020.2 
 
15 
 
SOFIA HELENA VITTE 
TURMA 60 
EXAMES 
2020.2 
 
16 
 
 
 
 
• Processo inflamatório do pâncreas que se transfere aos órgãos vizinhos 
• Pode ser aguda ou crônica 
• Causa mais comum: 60-75% secundária à litíase biliar (refluxo da secreção para o 
pâncreas) 
• Quadro clínico: exuberante e com dor em faixa no andar superior do 
do abdome irradiada para o dorso 
A,B: Cortes axiais da fase 
portal de tomografia 
computadorizada do 
abdome revelando 
vesícula biliar de paredes 
espessadas e com realce 
pelo meio de contraste, 
líquido perivesicular, área 
de descontinuidade 
(perfuração) parietal (hole 
sign tomográfico), além de 
coleção intra-hepática 
subcapsular 
homogeneamente 
hipodensa que não sofre 
realce significativo pelo 
meio de contraste, 
sugestiva de biloma; 
notem-se os achados 
adicionais de focos de 
calcificações pancreáticas 
grosseiras e dilatação dos 
ductos pancreático e 
colédoco. C,D: Reconstru
ções coronais da fase 
portal confirmam os 
achados anteriores, 
demonstrando a causa do 
processo (cálculo 
impactado na papila 
duodenal) e evidenciam 
mais claramente a 
natureza intra-hepática 
subcapsular do biloma. 
SOFIA HELENA VITTE 
TURMA 60 
EXAMES 
2020.2 
 
17 
 
 
 
 
 
 
 
 
• Processo inflamatório que se instala em bolsas anormais formadas na parede do intestino 
grosso 
• Os divertículos podem sofrer obstrução da sua luz evoluindo com acúmulo de gás e 
bactérias, podendo levar a formação de abcesso e perfuração (produzindo peritonite) 
Imagens axiais de TC pós-
contraste fase venosa 
mostram aumento pancreático 
difuso, densificação dos planos 
adiposos peripancreáticos 
(setas longas) e acúmulos 
líquidos agudos no espaço 
pararrenal anterior esquerdo e 
na goteira paracólica esquerda 
(setas curtas), sem áreas de 
necrose parenquimatosa. 
SOFIA HELENA VITTE 
TURMA 60 
EXAMES 
2020.2 
 
18 
 
 
 Imagem axial de TC, com contraste intravenoso, evidenciando divertículo na borda 
mesentérica de alça jejunal (seta larga) e extensa densificação da gordura adjacente (seta 
estreita), sinais de diverticulite aguda. 
SOFIA HELENA VITTE 
TURMA 60 
EXAMES 
2020.2 
 
19 
 
 
ABDOME AGUDO OBSTRUTIVO 
• Há vários critérios para classificação: quanto ao nível (delgado, cólon), quanto ao grau 
(completa, incompleta), quanto ao tipo de evolução (aguda, crônica), quando à natureza da 
obstrução (mecânica, funcional) 
• Mecânico: aderências (causa mais comum), neoplasias, hérnias, doença de Chron, volvos, 
invaginação intestinal-> obliteração da luz 
• Funcional: distúrbio metabólico, hidroeletrolítico, infeccioso (íleo adinâmico) ou inflamatório 
(peritonite)-> distúrbio funcional da contratilidade/ peristalse 
 
• Íleo funcional: inflamação do órgão adjacente com irritação focal de uma alça intestinal 
(alça sentinela) 
 
 A irritação faz com que estas alças percam a sua função normal e se tornem 
aperistálticas, o que, por sua vez, leva à dilatação destas alças. Vai represando gás 
 Como não ocorre obstrução mecânica, algum gás continua a passar através do 
intestino desfuncionalizado além do ponto do íleo localizado. 
 O ar geralmente é visível no reto ou sigmóide em radiografias convencionais. 
Borramento da gordura 
Densificação da gordura 
pericolônica 
SOFIA HELENA VITTE 
TURMA 60 
EXAMES 
2020.2 
 
20 
 
O termo íleo é usado atualmente em dois sentidos: anatômico, nomeando a última 
porção do intestino delgado; e funcional, se referindo a uma dificuldade do intestino 
em fazer seu conteúdo progredir, devido à diminuição ou paralisia de sua atividade 
motora ou, raramente, a espasmos de sua musculatura. 
Localização (Quadrante) Causas 
QSD Colecistite 
QSE Pancreatite 
QID Apendicite 
QIE Diverticulite 
 
 
• Todo o intestino delgado é hipo ou aperistáltico 
• O ar engolido dilata o intestino 
• Íleo adinâmico generalizado é quase sempre o resultado da cirurgia abdominal ou pélvica, 
em que o intestino é manipulado durante a cirurgia->A fisiopatologia do íleo pós-operatório 
não está ainda totalmente compreendida. A disfunção do sistema nervoso autónomo parece 
ser primordial no desenrolar da dismotilidade intestinal pós-operatória. O sistema nervoso 
simpático, que geralmente é inibitório para o trato gastrointestinal, torna-se hiperativo no 
período pós-operatório. Em contrapartida, o efeito estimulante do sistema nervoso 
parassimpático, que promove a liberação da acetilcolina no plexo mioentérico, está 
inibido (6). Sabe-se ainda que certas hormonas e neuro-transmissores como o óxido nítrico, 
o péptido intestinalvasoativo e a substância P contribuem para o íleo pós-operatório, mas o seu 
papel na patofisiologia deste dis-túrbio da motilidade intestinal ainda não está esclareci-do 
(PDF) Íleo paralítico pós-operatório: fisiopatologia, prevenção e tratamento. Available from: 
https://www.researchgate.net/publication/273465170_Ileo_paralitico_pos-
operatorio_fisiopatologia_prevencao_e_tratamento [accessed Sep 19 2020]. 
https://www.researchgate.net/publication/273465170_Ileo_paralitico_pos-operatorio_fisiopatologia_prevencao_e_tratamento
https://www.researchgate.net/publication/273465170_Ileo_paralitico_pos-operatorio_fisiopatologia_prevencao_e_tratamento
SOFIA HELENA VITTE 
TURMA 60 
EXAMES 
2020.2 
 
21 
 
SOFIA HELENA VITTE 
TURMA 60 
EXAMES 
2020.2 
 
22 
 
 
Obstrução mecânica do intestino delgado 
• Geralmente tem origens benignas 
• Principais causas: aderências, hérnias, doença de Crohn, isquemia, radiação, 
intussuscepção, neoplasia, íleo-biliar, corpo estranho 
 
 Na obstrução intestinal a maior fonte de gases intestinais é proveniente do ar 
deglutido, rico em N2, que não é absorvido pela mucosa intestinal. Havendo 
obstáculo para sua eliminação pelo flato, ele se acumula, distendendo a alça 
Íleo generalizado