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SOFIA HELENA VITTE 
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intestinal. O N2 e o CH4 são formados por bactérias normalmente existentes no 
cólon; no entanto, na obstrução intestinal é possível que a flora anormal no delgado 
os produza, contribuindo para agravar a distensão, o CO2 é principalmente formado 
na parte superior do trato digestivo, onde também é absorvido, não chegando à 
parte distal do intestino. Formada a distensão, a secreção de água e eletrólitos 
aumenta no segmento obstruído, onde ficam seqüestrados. O edema da parede da 
alça e do mesentério agrava a perda hidrossalina. Há transudação do líquido pela 
parede da alça para a cavidade peritoneal. 
 
O íleo funcional ocorre em associação com: causas próprias do intestino; causas 
reflexas; causas que atuam por meio, do sistema nervoso central e causas não-
determinadas 
• Diagnóstico por imagem: raio-x simples- protocolo abdome agudo-> abdome (decúbito 
dorsal e em posição ortostática) e tórax AP (afastar a possibilidade de pneumoperitônio 
• CT de abdome revela a causa e o local da obstrução na maioria das vezes 
 
 
 
 
 
 
 
 
• Obstruções de delgado: alças distendidas (peristalse-> atonia) 
• Acúmulo de gás e líquido: níveis hidroaéreos 
• Válvulas coniventes-> pilha de moedas 
 
Decúbito Dorsal- Sem 
nível hidroaéreo 
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Distensão das alças de intestino 
delgado 
Zona de transição de calibre da 
alça de íleo distal (local da 
obstrução) 
 
Não há nível hidroaéreo no intestino grosso 
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Obstruções mecânicas do Intestino Grosso 
• Geralmente de origem maligna 
• Outras causas: diverticulite, volvos e fecalomas 
• Fecaloma: fezes endurecidas 
• Distensão gasosa do colón (válvula ileocecal competente) 
• Volume variável de líquido, o que NÃO é normal 
• Ausência de gás na ampola retal-> obstrução completa 
• Regra 3,6,9 com alto risco de perfuração do ceco > 10 cm: Como regra geral podemos 
considerar limites superiores da normalidade do calibre das alças intestinais 3 cm para o 
jejuno-íleo, 6 cm para o cólon e 9 cm para o ceco. 
 
 
 
 
Ceco dilatado (>10 cm); colo 
transverso dilatado, haustrações 
evidentes (aspecto sacular 
característico) 
Não há nível hidroaéreo no IG-> 
OBSTRUÇÃO 
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• Torção axial de um segmento do intestino sobre seu mesentério 
• Mais comum: sigmóide 
• O volvo não associado a doença de Chagas é uma causa pouco frequente de obstrução 
intestinal 
• Pode ocorrer em decorrência de um tumor no intestino grosso ou de uma aderência na 
parede intestinal ocasionada por uma inflamação ou por uma cirurgia abdominal. É mais 
comum em homens do que em mulheres, devido ao tamanho 
• O volvo do intestino delgado é uma torção anormal do intestino. Vários fatores podem 
possibilitar essa rotação anormal: durante o terceiro mês de gestação, quando o intestino 
cresce rapidamente em comprimento, pode estabelecer-se uma má rotação, ou um defeito 
de fixação. Outros fatores como mesenterite, aderências, tumores do intestino delgado, 
divertículos de Meckel e bolo de áscaris são também aceitos por muitos autores 
• O quadro clínico manifesta-se rapidamente. É caracterizado por dor abdominal de forte 
intensidade, vômito no início com características de suco gástrico e depois bilioso. Se a 
obstrução é alta, os vômitos são mais precoces e o conteúdo não apresenta aspecto 
fecalóide visto nas obstruções mais baixas. Esse aspecto do vômito tem importância, pois 
muito auxilia no diagnóstico. 
• Há parada na eliminação de gases e de fezes no início. Se persistir a eliminação, caso 
haja conteúdo no segmento intestinal distal à obstrução, pode levar a erros diagnósticos 
• A distensão abdominal está sempre presente 
• No início, ele frequentemente se localiza apenas acima do segmento obstruído, podendo 
se generalizar nas fases mais adiantadas, como nas peritonites. Podem ocorrer dor 
abdominal generalizada e sinais de contratura de parede abdominal 
• Os ruídos hidroaéreos, que estavam aumentados no início, podem diminuir ou estar 
ausentes e, frequentemente, o paciente evolui para choque 
• O diagnóstico deve ser feito em bases clínicas, mas pode-se lançar mão do RX simples de 
abdome, que nos dá imagens sugestivas de obstrução 
• O volvo do cólon é a torção da alça sobre seu meso, podendo esta torção levar a um 
estado de oclusão parcial ou total da luz intestinal, com prejuízo ou não do sistema 
vascular referido no segmento, evoluindo quase sempre para um AA 
• Fatores: 
 Fatores Congênitos. Como alças intestinais longas, mesocólons largos e pequena 
base de implantação mesocólica, e ainda cólon mal fixado à goteira parietocólica. 
 
 Fatores Adquiridos. Tumores do cólon, processos inflamatórios no mesentério (visto 
com freqüência nos mega-cólons por doença de Chagas), redundância do cólon, 
aderências com vísceras, levando à suboclusão de alça, podem favorecer as 
torções do cólon. 
Em áreas endêmicas da doença de Chagas, a causa mais comum de vólvulos se 
deve ao dolicomegacólon , constituindo uma das grandes causas de obstrução 
intestinal 
 
 Fatores Iatrogênicos. O uso de compressa para retirada de coágulos, nas revisões 
de rotina da cavidade abdominal, comuns em cesarianas, pode levar à torção do 
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sigmóide ou do ceco, quando existir um fator predisponente. 
 
 Outros fatores, como dietas ricas em resíduos, constipação, crônica, uso exagerado 
de laxativo, podem promover a torção do cólon. 
 
 
• Volvo de sigmóide estende-se para o QSD 
• Ou o ceco ou o cólon sigmóide pode se torcer sobre si mesmo, produzindo uma obstrução 
mecânica conhecida como volvulus. 
• Vólvulo sigmóide é mais comum e tende a ocorrer em homens mais velhos. 
• O sigmoide volvulado assume um tamanho maciço, levantando-se da pelve com a parede 
entre os laços torcidos do sigmóide formando uma linha que aponta do quadrante superior 
esquerdo para o quadrante superior direito. 
• Quando o ceco voluta, geralmente se move através da linha média no quadrante superior 
esquerdo, produzindo laços de intestino formando uma linha que caracteristicamente 
aponta do quadrante superior direito inferior para o esquerdo. 
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• Um enema de contraste pode ser tanto de diagnóstico (o sigmoide obstruído produz um 
sinal de bico) quanto terapêutico porque a pressão hidrostática do enema pode às vezes 
descomprimir o volvulo. 
 
 
Trauma abdominal 
• Raio X de abdome no trauma traz pouca informação 
• TC fornece informação precisa quanto à pneumoperitônio, líquido na cavidade abdominal 
na pelve, sangramentos ou rupturas em vísceras sólidas 
• Nos traumatismos abdominais contusos (com paciente estável), a TC deve ser o exame de 
escolha sempre que possível 
Distensão das alças 
Fezes 
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• Devascularização: raro no figado, no rim e no baço 
• Laceração: pode conter coágulo que pode ter a mesma densidade que o parênquima 
normal pode não ver na pré-contraste. Após o contraste a laceração não vai realçar 
• Contusão: edema, contraste chega de forma mais lenta. 
• hematoma (hemorragia): isodenso(pre). Com contraste: parênquima normal realça e a 
área de hemorragia não recebe o contraste e fica hipodenso. Dependendo do lugar o 
contraste pode estravazar. 
• Hematoma subcapsular: 
• Hemoperitôneo, suco entérico, urina, pneumoperitôneos (janela intermediaria entre a 
óssea e a janela de pulmão) 
• Os hematomas agudos quando intra-parenquimatosos aparecem na TC como áreas 
isodensas na fase pré-contraste e hipodensas (escuras) na fase pós contraste 
• Laceração: perda de contiguidade 
• O baço seguido pelo fígado são vísceras sólidas