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HISTOLOGIA C

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do estômago 
▪ Lâmina própria: tecido 
conjuntivo frouxo + células 
musculares lisas + células 
linfóides + muscular da mucosa 
▪ Epitélio colunar simples, com células que secretam um muco alcalino rico em água, 
glicoproteínas e lipídios + bicarbonato = proteger as células da acidez do estômago 
▪ As junções de oclusão entre as células superficiais e da fosseta também participam da 
barreira de proteção na mucosa gástrica 
▪ Rede de vasos: nutrição e remoção de metabólitos tóxicos das células mucosas 
 
Cárdia 
▪ Banda circular estreita 
▪ Transição entre o esôfago e o estômago 
▪ Glândulas tubulares simples ou ramificadas (glândulas da cárdia) -> porções 
terminais: enoveladas, com lúmen amplo 
Gastrite: fatores exógenos de 
agressão desorganizam a camada 
epitelial e levam à irritação e 
ulceração 
 
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 Fundo e corpo 
▪ Glândulas fúndicas, que se abrem nas fossetas gástricas -> possuem três 
regiões distintas: istmo, colo e base 
▪ O istmo possui células mucosas em diferenciação que substituirão as células da 
fosseta e as superficiais, células-tronco e células oxínticas 
▪ O colo contém células-tronco, mucosas do colo e parietais. As bases das 
glândulas contêm principalmente células zimogênicas 
▪ Pequena quantidade nas regiões do istmo e do colo 
▪ São colunares baixas com núcleos ovais próximos da base das células 
▪ Elevada taxa de mitose 
▪ Repor as células mucosas ou podem migrar mais profundamente nas glândulas e se 
diferencia em células mucosas do colo ou parietais, zimogênicas ou enteroendócrinas 
▪ Entre células parietais do colo das glândulas gástricas 
▪ Propriedades antibióticas 
▪ Formato irregular, com os núcleos na base das células e os grânulos de secreção 
próximos da superfície apical 
▪ Principalmente no istmo e no colo 
▪ Mais escassas na base das glândulas gástricas 
▪ Células arredondadas ou piramidais, com um núcleo esférico e citoplasma intensamente 
eosinofílico 
▪ Abundância de mitocôndrias 
▪ Canalículo intracelular: invaginação circular profunda da membrana plasmática apical 
▪ Quando estimulada a produzir HCl, as estruturas tubulovesiculares se fundem com a 
membrana celular para formar mais canalículos e microvilos = aumento da superfície de 
contato 
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▪ Estímulo da atividade: terminações nervosas colinérgicas parassimpáticas, histamina e 
gastrina 
▪ Região basal das glândulas gástricas 
▪ Retículo endoplasmático rugoso abundante 
▪ Grânulos contendo pepsinogênio 
▪ Também produzem lipase 
▪ Próximas a base das glândulas gástricas 
▪ Produzem serotonina 
▪ Células D: secretam somatostatina, que inibe a liberação de gastrina 
Piloro 
▪ Possui fossetas gástricas profundas, nas quais as glândulas pilóricas tubulosas simples 
ou ramificadas se abrem 
▪ Glândulas mais curtas, com quantidades consideráveis de lisozima 
▪ Possui muitas células G, intercaladas com células mucosas 
 
 
 
▪ Sítio terminal da digestão e absorção de nutrientes 
Camada mucosa 
▪ Pregas perminanentes (válvulas de Kerckring): formato semilunar, circular ou espiral. 
Consiste em dobras da mucosa e da submucosa (mais desenvolvidas no jejuno) 
▪ Vilosidades intestinais: projeções alongadas da mucosa (epitélio e lâmina própria) 
▪ Criptas: aberturas tubulares entre as vilosidades. Epitélio formado por algumas células 
absortivas, células caliciformes, células enteroendócrinas, células de Paneth e células 
tronco 
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▪ O epitélio dos vilos é formado por 
enterócitos e células caliciformes 
▪ Células absortivas são colunares altas, 
cada uma com um núcleo oval em sua 
porção basal. O ápice dessas células é 
denominado células em escova, somatória 
de todas as microvilosidades. Sua função é 
internalizar as moléculas de nutrientes e 
produzem enzimas como as dissacaridases 
▪ Cada microvilosidade é uma protrusão 
cilíndrica do citoplasma apical 
▪ Células caliciformes: aumentam em direção 
ao íleo. Produzem glicoproteínas ácidas do 
tipo mucina, que formam o muco, 
responsável pela proteção e lubrificação do 
revestimento do intestino 
 
Células de Paneth: 
porção basal das glândulas intestinais, são células exócrinas com 
grandes grânulos de secreção eosinofílicos -> contêm lisozima = pode 
permeabilizar e digerir as paredes das bactérias. Também exerce 
controle sobre a microbiota intestinal 
 
 
Células M: células epiteliais especializadas que recobrem folículos linfoides das placas de 
Peyer, localizadas no íleo. Caracterizadas pela presença de numerosas invaginações 
basais contendo muitos linfócitos e células apresentadoras de antígenos. Podem captar 
antígenos por endocitose e transportá-los para os macrófagos e células linfoides 
subjacentes 
Células endócrinas 
▪ Sistema neuroendócrino difuso 
▪ Efeitos parácrinos (locais) ou endócrinos (via sangue) 
▪ Tipo aberto: ápice da célula apresenta microvilosidades e está em contato com o lúmen 
do órgão; mais alongadas que as células absortivas vizinhas; possuem 
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microvilosidades irregulares na superfície apical e pequenos grânulos de secreção do 
citoplasma 
▪ Tipo fechado: ápice da célula está recoberto por outras células epiteliais 
Lâmina própria à serosa 
▪ A lâmina própria preenche o centro das vilosidades intestinais, onde as células musculares 
lisas (dispostas verticalmente entre a muscular da mucosa e a ponta das vilosidades) são 
responsáveis pela movimentação rítmicas, importante para a absorção de nutrientes 
▪ Submucosa: glândulas duodenais (de Brunner)-> secretam muco alcalino, que protege a 
mucosa duodenal contra os efeitos da acidez do suco gástrico e neutraliza o pH do quimo, 
aproximando-o do ótimo para a ativação das enzimas pancreáticas 
▪ Agregados de nódulos linfoides (GALT) são mais numerosos no íleo -> placas de Peyer = 
aérea com formato arredondado e sem vilosidades 
 
▪ As camadas musculares são bem desenvolvidas no intestino, compostas de uma túnica 
circular interna e outra túnica longitudinal externa 
Vasos e nervos 
▪ Vasos linfáticos lacteais surgem como capilares de fundo cego no centro das vilosidades. 
São especialmente importantes para a absorção de lipídios, porque a circulação sanguínea 
não aceita facilmente as lipoproteínas produzidas pelas células colunares absortivas 
durante esse processo. A contração rítmica das vilosidades intestinais auxilia a propulsão 
da linfa contida no interior dos capilares linfáticos para os vasos linfáticos mesentéricos 
▪ Inervação 
 Componente intrínseco: plexo de Auerbach, entre as camadas circular interna e 
longitudinal externa + plexo de Meissner na submucosa 
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➢ Responsável pelas contrações intestinais que ocorrem na ausência total de 
inervação extrínseca 
➢ Quimiorreceptores para detectar a composição do conteúdo intestinal e 
mecanorreceptores para identificar o grau de expansão da parede intestinal 
 Componente extrínseco: sistema nervoso autônomo, que é formado por fibras 
nervosas colinérgicas parassimpáticas que estimulam a atividade da musculatura 
lisa intestinal e por fibras nervosas adrenérgicas simpáticas que deprimem a 
atividade da musculatura lisa intestinal 
 
 
▪ A camada mucosa não tem pregas, exceto no reto, e nem vilosidades 
▪ Criptas intestinais: abundância de células caliciformes e absortivas, e um pequeno número 
de células enteroendócrinas 
▪ Funções: absorção de água, fermentação, formação da massa fecal e produção de muco. 
▪ Lâmina própria rica em células linfoides e me nódulos GALT-> população bacteriana 
abundante no local 
▪ As fibras da camada muscular longitudinal se unem para formar três bandas longitudinais 
espessas denominadas tênias do cólon 
▪ Nas porções