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HISTOLOGIA C

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intracelulares 
• Peroxissomos: oxidação de ácidos graxos em excesso, com consequente formação de 
ácido úrico 
• Produz proteínas plasmáticas para sua própria manutenção 
• Produz proteínas plasmáticas para exportação 
• Não armazena proteínas em grânulos de secreção no citoplasma, mas secreta 
continuamente para a circulação sanguínea 
• Secreção de bile é exócrina: os hepatócitos captam do sangue, transformam e excretam 
vários componentes para o interior dos canalículos biliares 
• 90% dos ácidos biliares derivam da absorção pelo epitélio intestinal do íleo e são 
transportadas pelos hepatócitos, do sangue para o canalículo biliar 
• A capacidade de armazenar metabólitos é importante, porque supre o organismo de 
substratos energéticos no período entre refeições 
• Importante compartimento de armazenamento de algumas vitaminas, especialmente a 
vitamina A -> origina-se da dieta, chegando ao fígado juntamente com os quilomícrons. É 
armazenada pelas células de Ito 
• Conversão de aminoácidos em glicose 
• Principal sítio de desaminação de aminoácidos 
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• A bile produzida pelos hepatócitos flui através dos canalículos biliares, dúctulos biliares e 
ductos biliares. Essas estruturas se fundem gradualmente, formando uma rede que 
converge para formar os ductos hepáticos direito e esquerdo. Estes fundem-se para formar 
o ducto hepático que, após receber o ducto cístico proveniente da vesícula biliar, continua 
até o duodeno como ducto colédoco 
• Os ductos hepático, cístico e biliar comum são revestidos por uma camada mucosa de 
epitélio colunar simples. A lâmina própria é delgada e circundada por uma camada de 
músculo liso discreta. Esta camada torna-se mais espessa próximo ao duodeno e, 
finalmente, na porção intramural, forma o esfíncter de Oddi 
 A foto contempla o espaço porta, 
em que 1 representa um ramo da 
veia porta; em 2, observa-se um 
ramo da artéria hepática. As 
setas indicam ramos de ductos 
biliares, formados por epitélio 
cubóide. 
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• Órgão oco em forma de pêra 
• Aderido à superfície inferior do fígado 
• A parede da vesícula consiste em uma camada mucosa composta por epitélio colunar 
simples e lâmina própria, uma camada de músculo liso, uma camada de tecido conjuntivo 
comum e uma membrana serosa 
• A camada mucosa possui pregas abundantes 
• As células epiteliais são ricas em mitocôndrias e possuem núcleo localizado na base 
• Glândulas mucosas tubuloacinosas estão presentes em maiores quantidades próximas ao 
ducto cístico, sendo responsáveis pela secreção da maior parte de muco presente na bile 
• Mecanismo de transporte ativo de sódio no epitélio 
• A contração da vesícula é induzida pela colecistoquinina 
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 Embriologia do trato digestório 
• O intestino primitivo se forma durante a quarta semana, quando as pregas cefálica, caudal 
e laterais incorporam a porção dorsal do saco vitelínico no embrião 
• O endoderma do intestino primitivo origina a maior parte do epitélio e das glândulas do 
TGI. O epitélio das extremidades cranial e caudal é derivado do ectoderma e do 
estomodeu e do proctodeu, respectivamente 
Intestino anterior 
Origina: 
• Faringe primitiva e seus derivados 
• Sistema respiratório inferior 
• Esôfago e estômago 
• Duodeno, proximal à abertura do ducto biliar 
• Fígado, o aparelho biliar e o pâncreas 
Todos os derivados do intestino anterior, exceto a faringe, o trato respiratório e a maior parte 
do esôfago são vascularizadas pelo tronco celíaco, a artéria do intestino anterior 
 
 
 
• O esôfago desenvolve-se a partir do intestino anterior imediatamente caudal à faringe 
• Separação da traqueia do esôfago pelo septo traqueoesofágico 
• Epitélio e glândulas são derivados do endoderma 
• O epitélio prolifera e oblitera, parcial ou completamente, a luz; entretanto, a 
recanalização do esôfago normalmente ocorre no final do período embrionário 
• O músculo estriado que forma a camada muscular externa do terço superior do esôfago 
é derivado do mesênquima dos arcos faríngeos caudais 
• O músculo liso, principalmente no terço inferior do esôfago, se desenvolve do 
mesênquima esplâncnico circunjacente 
Desenvolvimento do esôfago 
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• Inicialmente, é uma simples estrutura tubular 
• No início, ele aparece como um alargamento fusiforme da porção caudal do intestino 
anterior e está orientado no plano mediano 
• Esse primórdio logo se expande e se amplia dorsoventralmente. Durante as próximas duas 
semanas, a face dorsal do estômago cresce mais rapidamente do que sua face ventral; 
isso demarca a grande curvatura do est^mago 
Rotação do estômago 
• À medida que o estômago cresce e adquire sua forma adulta, ele roda, vagarosamente, 90 
graus no sentido horário 
• A face ventral (pequena curvatura) se desloca para a direita e a dorsal (grande curvatura) 
para a esquerda 
• O lado esquerdo original se torna a superfície ventral, e o direito se torna a superfície 
dorsal 
• Antes da rotação, as extremidades cranial e caudal do estômago estão no plano médio. 
Durante a rotação e o crescimento, sua região cranial se move para a esquerda e 
ligeiramente para baixo, enquanto sua região caudal vai para a direita e para cima 
• Após a rotação, o estômago assume a sua posição final, com seu eixo maior quase 
transversalmente ao eixo maior do corpo. A rotação e o crescimento do órgão explicam por 
que o nervo vago esquerdo supre a sua parede anterior e o nervo vago direito inerva a sua 
parede posterior 
Mesentérios do estômago 
• Mesentério dorsal = mesogástrio dorsal. Esse mesentério está originalmente no plano, 
é mais levado para a esquerda durante a rotação e a formação da bolsa omental ou 
pequeno saco do peritônio 
Desenvolvimento do estômago 
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• Mesentério ventral = mesogástrio ventral. Prende o estômago e o duodeno ao fígado e 
à parede abdominal ventral 
• Bolsa omental: originada do mesênquima, formando o espesso mesogástrio dorsal. As 
fendas logo se coalescem e formam uma única cavidade – a bolsa omental, ou equena 
bolsa peritoneal. Entre camadas do mesogástrio dorsal alongadas – o omento maior. 
 
 
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• Origina da porção caudal do intestino anterior, da porção cranial do intestino médio e do 
mesênquima esplâncnico associado ao endoderma dessas porções do intestino primitivo 
• À medida que o estômago roda, a alça duodenal gira para a direita e vai se localizar 
retroperitonealmente 
• Por se originar do intestino anterior e médio, o duodeno é suprido por ramos das artérias 
celíaca e mesentérica superior, artérias que vascularizam essas porções do intestino 
primitivo 
• A luz do duodeno se torna progressivamente menor e é, temporariamente, obliterada, 
devido à proliferação de células epiteliais. Normalmente, a vacuolização ocorre quando se 
dá a degeneração das células epiteliais; como resultado, o duodeno se recanaliza 
normalmente no final do período embrionário 
 
 
 
• O fígado, a vesícula biliar e as vias biliares originam-se do divertículo hepático 
• O divertículo hepático expande-se para o septo transverso, uma massa de mesoderma 
esplâncnico situada entre o coração e o intestino médio. O septo transverso forma o 
mesentério ventral nessa região 
• O divertículo hepático cresce rapidamente e se divide em duas porções, à medida que 
penetra por entre as camadas do mesentério ventral. A parte cranial, maior, é o primórdio 
do fígado. As células endodérmicas em proliferação originam cordões entrelaçados