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HISTOLOGIA C

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• Ducto deferente: termina na uretra prostática, onde esvazia o seu conteúdo. Apresenta 
lúmen estreito e uma espessa camada de músculo liso. Apresenta epitélio pseudo-
estratificado colunar com estereocílios. O músculo liso sofre fortes contações peristálticas 
que participam da expulsão de sêmen durante a ejaculação. 
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• Vesícula seminal: mucosa pregueada forrada com epitélio cuboide ou pseudo-estratificado 
colunar rico em grânulos de secreção. Fornecem fontes energéticas para a motilidade do 
espermatozoide 
 
• Próstata: glândulas túbulo-alveolares ramificadas que desembocam na uretra prostática. 
São formadas por epitélio cuboide ou pseudo-estratificado colunar. Cercada por estroma 
fibromuscular e por uma cápsula fibroelástica rica em músculo liso. 
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• Pênis: 
o Glande: epitélio estratificado pavimentoso 
o Uretra: epitélio pseudo-estratificado 
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 Pele 
 
▪ Porção epitelial de origem ectodérmica: epiderme 
▪ Porção conjuntiva de origem mesodérmica: derme 
▪ A pele espessa é encontrada na palma das mãos, na planta dos pés e em algumas 
superfícies articulares. O resto do corpo é protegido por pele fina 
▪ Hipoderme: não faz parte da pele, apenas lhe serve de união para os órgãos subjacentes. 
É um tecido conjuntivo frouxo que pode conter muitas células adiposas (panículo adiposo) 
▪ Graças à camada queratinizada da epiderme, protege o organismo contra a desidratação e 
contra o atrito. Por intermédio de suas terminações nervosas sensitivas, recebe 
constantemente informações sobre o ambiente e as envia para o sistema nervoso central. 
Graças a seus vasos sanguíneos, glândulas e tecido 
adiposo, colabora na termorregulação e na excreção 
de diversas substâncias. 
▪ Melanina: função protetora contra os raios solares 
▪ Formação da vitamina D3 por meio da ação de 
radiação ultravioleta sobe precursores sintetizados no 
organismo 
▪ Apresenta células do sistema imunitário, que atuam 
contra a invasão de microrganismos 
▪ A junção entre a epiderme e a derme é irregular. A 
derme possui projeções, as papilas dérmicas, que se 
encaixam nas reentrâncias da epiderme, as cristas 
epidérmicas, aumentando a coesão entre as duas 
camadas 
 
 
 
▪ Epitélio estratificado pavimentoso queratinizado 
▪ As células mais abundantes são os queratinócitos 
▪ Apresenta mais três tipos de células: os melanócitos, as células de Langerhans e as de 
Merkel 
▪ Camada basal: células prismáticas ou cubóides, que repousam sobre a lâmina basal que 
separa a epiderme da derme. Rica em células-tronco, apresenta intensa atividade mitótica, 
sendo responsável pela constante renovação da epiderme. Contém filamentos 
intermediários de queratina, que vão se tornando mais numerosos a medida que as células 
vão avançando para a superfície 
Tecido epitelial é 
avascular! A membrana 
basal permite a passagem 
de nutrientes 
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▪ Camada espinhosa: formada por células cubóides ou 
ligeiramente achatadas, de núcleo central, citoplasma 
com curtas expansões que contêm feixes de filamentos 
de queratina. Essas expansões citoplasmáticas se 
aproximam e se mantêm unidas com as das células 
vizinhas. Terminam se inserindo nos espessamentos 
plasmáticos dos desmossomos. Os filamentos de 
queratina e os desmossomos têm importante papel na 
manutenção da coesão entre as células na epiderme e 
na resistência ao atrito. Apresentam pouca MEC e cromatina frouxa. 
▪ Camada granulosa: células poligonais achatadas, núcleo central e citoplasma carregado 
de grânulos basófilos (querato-hialina), que não são envolvidos por membrana. Esses 
grânulos contêm uma proteína rica em histidina; há a presença de grânulos lamelares, que 
contêm discos lamelares formados por bicamada lipídicas e são envoltos por membranas. 
Esses grânulos se fundem com a membrana plasmática e expulsam seu conteúdo para o 
meio intracelular, onde o material lipídico se deposita, formando uma barreira contra a 
penetração de substâncias e para tornar a pele impermeável à água, impedindo a 
desidratação do organismo. 
▪ Camada lúcida: mais evidente na pele espessa, é constituída por uma delgada camada de 
células achatadas, eosinófilas e translúcidas, cujos núcleos e organelas citoplasmáticas 
foram digeridos pelas enzimas dos lisossomos e desparecem. O citoplasma apresenta 
numerosos filamentos de queratina, compactados e envolvidos por material elétron-denso. 
▪ Camada córnea: células achatadas, mortas e sem núcleo. Citoplasma repleto de queratina. 
▪ As células da camada basal apresentam queratina de baixo peso molecular, enquanto os 
queratinócitos mais diferenciados sintetizam queratinas de peso molecular maior. Na 
camada córnea, os tonofilamentos se aglutinam junto com uma matriz formada pelos 
grânulos de querato-hialina. Nessa altura da diferenciação, os queratinócitos são 
transformados em placas sem vida e descamam continuamente 
▪ Na pele fina, a epiderme é mais simples, faltando frequentemente as camadas granulosa e 
lúcida, além de apresentar uma camada córnea muito reduzida. 
 
 
 
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▪ Cor da pele: conteúdo de melanina e caroteno, quantidade de capilares na derme e a cor 
do sangue nesses capilares 
▪ A pigmentação da pele é regulada por fatores genéticos, ambientais e endócrinos que 
modulam a quantidade, o tipo e a distribuição de melanina na pele, pelos e olhos 
▪ A melanina é um pigmento de cor marrom-escura, produzidos pelos melanócitos, que se 
encontram na junção da derme com a epiderme ou entre os queratinócitos da camada 
basal da epiderme 
▪ Melanócitos apresentam citoplasma globoso, de onde partem prolongamentos que 
penetram em reentrâncias das células das camadas basal e espinhosa e transferem os 
grânulos de melanina para as células dessa camada 
 
A melanina é sintetizada nos melanócitos com a participação da enzima tirosinase. Devido a 
ação dessa enzima, o aminoácido tirosina é transformado primeiro em dopa. A tirosinase 
também age sobre a dopa, produzindo 
dopa-quinona, que, após várias 
transformações, converte-se em melanina, 
que fica acumulada nas vesículas formadas 
no aparelho de Golgi (melanossomos). É 
nessas vesículas que se inicia a síntese de 
melanina. 
▪ Uma vez formados, os grânulos de 
melanina migram pelos prolongamentos 
de melanócitos e são injetados no 
citoplasma dos queratinócitos, que 
funcionam como depósitos de melanina 
e contêm maior quantidade desse 
pigmento do que os melanócitos. Os 
grânulos de melanina se fundem com os lisossomos dos queratinócitos e por isso as 
células mais superficiais da epiderme não têm melanina. Nas células epiteliais, os grânulos 
de melanina encontram-se em posição supranuclear, oferecendo proteção máxima ao DNA 
contra os efeitos prejudiciais da radiação solar. 
 
 
▪ Células de Langerhans: localizam-se em toda a epiderme entre os queratinócitos, porém 
são mais frequentes na camada espinhosa. Essas células se originam de células 
precursoras da medula óssea que são transportadas pelo sangue circulante. São capazes 
de captar antígenos, processá-los e apresentá-los aos linfócitos T, participando da 
estimulação dessas células (reações imunitárias cutâneas). 
▪ Células de Merkel: aparecem em maior quantidade na pele espessa e se localizam na 
parte profunda da epiderme, apoiadas na membrana basal e presas aos queratinócitos 
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através dos lisossomos. Apresentam uma estrutura de disco, onde se inserem fibras