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SEMINÁRIOS

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SOFIA HELENA VITTE 
TURMA 60 
SEMINÁRIOS A 
2020.2 
 
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▪ É a parte mais importante da medicina, porque 
1. é o núcleo em torno do qual se desenvolve a relação médico-paciente, que, por sua vez, é 
o principal pilar do trabalho médico 
2. é cada vez mais evidente que o progresso tecnológico somente é bem utilizado se o lado 
humano da medicina é preservado 
▪ Se benfeita, acompanha-se de decisões diagnósticas e terapêuticas corretas; se malfeita, 
em contrapartida, desencadeia uma série de consequências negativas, as quais não 
podem ser compensadas com a realização de exames complementares, por mais 
sofisticados que sejam 
▪ Objetivos da anamnese: estabelecer condições para uma adequada relação médico-
paciente, conhecer, por meio da identificação, os determinantes epidemiológicos do 
paciente que influenciam seu processo saúde-doença, fazer a história clínica, registrando, 
detalhada e cronologicamente, o problema atual de saúde do paciente, avaliar, de maneira 
detalhada, os sintomas de cada sistema corporal, registrar e desenvolver práticas de 
promoção a saúde, avaliar o estado de saúde passado e presente do paciente, 
conhecendo os fatores pessoais, familiares e ambientais que influenciam seu processo 
saúde-doença 
▪ É um instrumento para a triagem de sintomas anormais, problemas de saúde e 
preocupações, e registra as maneiras como a pessoa responde a essas situações, abrindo 
espaço para a promoção da saúde 
▪ Pode ser conduzida de três maneiras: 
1. O médico pode deixar que o paciente relate livre e espontaneamente suas queixas sem 
nenhuma interferência, limitando-se a ouvi-lo 
2. Anamnese dirigida: o médico, tendo em mente um esquema básico, conduz a entrevista 
objetivamente 
3. O médico deixa, inicialmente, o paciente relatar de maneira espontânea suas queixas, para 
depois conduzir a entrevista de modo mais objetivo 
▪ Intuito de estabelecer o significado exato das expressões usadas e a coerência das 
correlações estabelecidas 
▪ Identificação: é o perfil sociodemográfico do paciente que permite a interpretação dos 
dados individuais e coletivos; apresenta interesse de iniciar um relacionamento com o 
paciente 
o Nome 
o Idade: cada grupo etário tem sua própria doença 
o Sexo/gênero 
o Cor/ etnia: anemia falciforme, e.g. 
Anamnese 
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o Estado civil 
o Profissão 
o Local de trabalho: em certas ocasiões, existe uma relação direta entre o trabalho do 
indivíduo e a doença que lhe acometeu = doenças ou acidentes de trabalho. 
Indivíduos que trabalham em uma mina ou pedreira podem desenvolver 
pneumoconiose; o indivíduo que sobre uma fratura ao cair de um andaime é vítima 
de um acidente de trabalho 
o Naturalidade 
o Procedência: residência anterior do paciente; por exemplo, ao atender um paciente 
que mora em Goiânia, mas que anteriormente residiu em Belém, deve-se registrar 
esta última localidade como a procedência 
o Residência 
o Nome da mãe 
o Nome do responsável ou acompanhante 
o Religião: proibição à hemotransfusão em testemunhas de Jeová, não uso de carne 
pelos fiéis da Igreja Adventista 
o Filiação a órgãos/instituições previdenciárias e planos de saúde 
▪ Queixa principal: motivo que levou o paciente a procurar o médico, repetindo, se 
possível, as expressões por ele utilizadas. É uma afirmação breve e espontânea, 
geralmente um sinal ou um sintoma, suscitador nas próprias palavras da pessoa, 
que descreve o motivo da consulta. Geralmente, é uma anotação entre aspas 
para indicar que se trata das palavras exatas do paciente. Às vezes, uma pessoa 
pode enumerar vários motivos para procurar assistência médica; o motivo mais 
importante pode não ser o que a pessoa enunciou primeiro. Para se obter a 
queixa principal, nesse caso, deve-se perguntar o que a levou a procurar o 
atendimento médico ou o que mais a incomoda no momento 
▪ História natural da doença atual: é um registro cronológico e detalhado do motivo 
que levou o paciente a procurar assistência médica, desde seu início até a data 
atual 
▪ Sintoma-guia: deve permitir recompor a história da doença atual com mais 
facilidade e precisão. Ex: a febre na malária, a dor epigástrica na úlcera 
peptídica, as convulsões na epilepsia, o edema na síndrome nefrótica. O 
encontro de um sintoma guia é útil para todo o médico, mas para o iniciante 
adquire especial utilidade; sem grandes conhecimento médicos e sem 
experiência, acaba sendo a única maneira para ele reconstruir a história de uma 
doença 
 
Início -Deve ser caracterizada com relação à 
época do aparecimento 
-Se foi de início súbito ou gradativo 
-Se teve fator desencadeante ou não 
Características do sistema -Definir localização, duração, intensidade, 
frequência, tipo, ou seja, características 
próprias a depender do sintoma 
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Fatores de melhora ou piora -Definir quais fatores melhoram e pioram o 
sintoma, como, por exemplo, fatores 
ambientais, posição, atividade física ou 
repouso 
Relação com outras queixas -Registrar se existe alguma manifestação ou 
queixa que acompanha o sistema, geralmente 
relacionado com o segmento anatômico ou 
funcional acometido pelo sintoma 
Evolução -Registrar o comportamento do sintoma ao 
longo do tempo, relatando modificações das 
características e influência de tratamentos 
efetuados 
Situação atual -Registrar como o sintoma está no momento 
da anamnese também é importante 
 
▪ Interrogatório sintomatológico: complemento da história da doença atual; permite ao 
médico levantar possibilidades e reconhecer enfermidades que não guardam relação com 
o quadro sintomatológico registrado na HDA. Por exemplo: o relato de um paciente 
conduziu ao diagnóstico de úlcera péptica e, no IS, houve referência a edema dos 
membros inferiores. Esse sintoma pode despertar uma nova hipótese diagnostica que vai 
culminar no encontro de uma cirrose. Origina a suspeita diagnóstica mais importante 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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• Se fosse gripe- coriza 
• Sinal de Murphy é para colecistite aguda (apalpo o ponto cístico, pressiono o paciente 
vai inspirar-> abaixa o fígado e a vesícula, sentindo dor e interrompe a inspiração por 
causa da dor) 
• Pulmão/coração: a secreção fica rósea 
• Síndrome febril-> doença infecciosa 
• A secreção é reflexo da infecção, e a tosse tenta expeli-la 
• Sem troca aérea no ambiente (ar condicionado, muitas pessoas em local fechado) -> 
propício para infecções 
• Enterorragia e melena: melena refere-se ao sangue já oxidado nas fezes, por ter 
origens nas hemorragias do trato digestivo alto. Com isso, há o escurecimento das 
fezes em maior volume e mantendo sua coloração avermelhada, com ou sem coágulos 
• Doença aguda, pois a dor é somente há 7 dias 
• Favores possíveis de favorecer o aparecimento da doença: pneumonia (síndrome 
alveolar-> inflamação-> começa a tomar conta do interstício-> extravasa e cai na 
cavidade pleural): pode dar dor pela inflamação local (até pleuras)-> + dor: complicação 
da pneumonia=> derrame pleural infeccioso = epipema (acúmulo de pus) 
• Exame físico 
• Raio-x 
 
 
• Parto normal-> parto vaginal espontâneo 
• 56 anos/maço 
• Cigarro de palha é muito pior, porque não tem filtro! Além disso, a fumaça queima 
as vias aéreas 
• O filtro do cigarro diminui a temperatura do vapor da fumaça 
• A infecção pode descompensar uma doença de base 
• Infecção-> taquicardia-> aumenta a dispneia (tanto que outros fatores, como 
infecção urinária, podem contribuir) 
• O decúbito de preferência indica o grau de gravidade 
• Trepopneia= dispneia que melhora com decúbito lateral 
• Posição prona é recomendada para casos agudos de algumas insuficiências 
respiratórias 
• Fatores de melhora ou piora (perguntar), uso de medicação, se melhora ao repouso, 
frequência,