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SEMINÁRIOS

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A dor é súbita, porque não incomodava 
tanto antes 
• Costocondrite: inflamação anterior da articulação da coluna e que causa dor com 
simples movimentos (Síndrome de Tietz) 
• Esofagite: associada a DRGE, pirose retroesternal, globofaringe, piora ao deitar ou 
após refeições copiosas/ com muito líquido, regurgitação ácida, tosse/rouquidão, dor de 
dente, dor de ouvido -> o mesmo serve para esôfago de Barret 
• Histórico de tabagismo 
• Pacientes com doença do refluxo podem ter adenocarcinoma, mas os principais 
sintomas são a disfagia e a odinofagia e não dor torácica 
• Halitose é mais comum em pessoas que têm obstruções esofágicas 
• Úlcera gástrica pode causar dor no peito -> sensação de que está sempre com a 
barriga cheia (sensação de embaixamento pós prandial). A dor está relacionada com o 
momento pós alimentação. 
• Derrame pleural pode dar dor, geralmente, dos tipos infecciosos -> tosse, febre. Dor 
ventilatório dependente. 
• Pneumotórax com pacientes hipertensivos podem ocasionar choque e desvio da 
traqueia para o lado oposto (aumento da pressão) 
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• Embolia pulmonar: dor súbita, com intensidade variável, unilateral, ventilatório-
dependente 
• Cardiovascular isquêmica: trombose venosa profunda -> TEP (artérias poplítea e 
femoral) 
• Cardiovascular não isquêmica: 
• A dor de origem coronariana tem três apresentações agudas: o IAM (com supra ou sem 
supra), angina instável, dor anginosa do tipo aperto, difusa, retroesternal (região 
precordial); intensidade variável; com irradiação pro lado esquerdo do tórax e braço 
esquerdo, além da região cervical e epigástrica 
• Infarto de parede inferior: D2, D3 e DF (ECG) 
• Desencadeada por esforço e/ou estresse; também pode ser associada após refeições 
copiosas (refluxo para as mesentéricas) 
ANOTAÇÕES DA SOFI 
HABITOS- NÃO FUMA, BEBE SOCIALMENTE, NEGA USO DE PRESERVATIVO, 
NEGA USO DE DROGAS ILÍCITAS sífilis. A infecção, causada pela bactéria 
Treponema pallidum, também tem potencial para desencadear condições como 
aneurismas, inflamações e danos às válvulas e artérias do coração, incluindo a 
aorta 
Aortite sifilítica 
A sífilis terciária, atualmente rara devido ao efetivo tratamento antimicrobiano já em uso por 
vários anos, é responsável pelas lesões cardiovasculares sifilíticas [2,3]. Entre as lesões, a 
mais comum é a aortite sifilítica. Na sífilis não tratada, a aortite pode manifestar-se após 10 a 
40 anos depois do contato sexual inicial 
Após a primo-infecção, observa-se a presença do Treponema pallidum na parede da aorta, inicialmente 
na adventícia e logo após nos vasos linfáticos. Esse é um dos principais motivos do tropismo do 
espiroqueta em relação à aorta ascendente, já que a mesma é rica em linfáticos [2,4]. 
O vasa vasorum sofre um processo de endarterite obliterante, necrose da camada média 
(mesoarterite), e infiltrado de células plasmocitárias. Consequentemente, o tecido elástico do vaso é 
destruído, e substituído por tecido de cicatrização. O processo inflamatório pode continuar por muito 
tempo, podendo ser encontrado até 25 anos após o contágio inicial [2,5]. 
O quadro clínico pode ser de angina, quando há obstrução dos óstios coronarianos, dispnéia, quando 
há insuficiência aórtica. Porém, a clínica mais comum é de dor torácica, secundária à rápida expansão 
do aneurisma luético 
Aortite sifilítica é uma manifestação de sífilis adquirida, não ocorrendo em sífilis congênita. Atualmente, 
as manifestações da sífilis terciária são menos comuns, devido ao advento do tratamento com 
penicilina [2]. Porém, precisamos ter em mente que há uma relação direta com o nível sociocultural do 
paciente e o desenvolvimento da doença. 
O tratamento da aortite sifilítica complicada é cirúrgico. O diagnóstico de aortite sifilítica é pouco 
cogitado atualmente pela raridade do caso, pois o tratamento atual com antibioticoterapia é 
amplamente realizado e, se tratado corretamente, é extremamente eficaz. Nesse caso, a experiência 
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do cirurgião foi primordial para o diagnóstico, já que não se cogitava a hipótese antes da observação 
da lesão na aorta. No Brasil, ainda temos conflitos socioculturais importantes, refletindo na saúde 
social - o que faz com que a sífilis seja um diagnóstico possível. 
SARAIVA, Roberto Santos; CESAR, Claudio Albernaz; MELLO, Marco Antonio Araújo de. Aortite sifilítica: diagnóstico e 
tratamento. Relato de caso. Rev Bras Cir Cardiovasc, São José do Rio Preto , v. 25, n. 3, p. 415-418, Sept. 2010 . Available 
from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-76382010000300021&lng=en&nrm=iso>. access 
on 21 Oct. 2020. https://doi.org/10.1590/S0102-76382010000300021. 
PA 110/70 MMHG FC 120 BPM FR 28/MIN SAT 90% AA taquicardia e 
taquipneia com hipoxemia moderada 
CORAÇÃO BR TAQUICARDICAS SS 
MMIID COM CURATIVO EM JOELHO D COM BOA CICATRIZAÇÃO. DOR À 
PALPAÇÃO DE PANTURRILHA COM ERITEMA E CALOR LOCAL. SINAL DE 
HOMAN POSITIVO. Diagnóstico: trombose venosa profunda. 
• Sinal de Homans – presença de dor ou desconforto na panturrilha após 
dorsiflexão passiva do pé. 
ANOTAÇÕES DE AULA (21/10) 
• Qual o valor diagnóstico do sinal que o paciente apresenta? 
• O quanto vale um sinal de Levine? (esfregar o peito) 
• Característica da dor de infarto: o que desencadeia, piora com os esforços, melhora 
com repouso e uso de nitratos (medicações vasodilatadoras e isso pode melhorar a dor 
do infarto) 
• Sintomas associados: dispneia, sudorese, náuseas e vômitos 
• Duração da dor do infarto (>20 min) para a dor da angina (5-20 min) 
• Tratamento de infarto e de angina é muito parecido 
• Angina em crescendo: paciente já apresenta a dor há alguns dias, mas, no dia que 
procura o serviço médico, é geralmente porque houve piora (geralmente confunde com 
gastrite) 
• Pericardites também podem causar precordialgia (acometimento pericárdico -> 
inflamação). A dor característica é aguda, e pode ser subita ou não. Ademais, é 
ventilatório-dependente (1. O pulmão enche de ar e o coração fica comprimido 2. Volta 
mais sangue para o coração = limites da pressão intatorácica), melhora na pose prece 
maometana (encher o coração -> pericárdio distende -> posição de prece maometana -
> diminuição do retorno venoso -> diminui a distensão pericárdica) 
• Dissecção da aorta: dor súbita e intensa, pode irradiar para as costas, hemopericárdio 
ou tamponamento cardíaco, pode cursar com dor lombar e pode apresentar AVC 
(dissecar a carótida, hemoplegia), pode ocorrer dissecção das artérias vertebrais, 
cursando com síndrome medular, pode causar IAM ao dissecar a coronária -> 
diferenciação de pulsos 
• Estenose é uma doença da valva aórtica 
• Perimiocardite: inflama o pericárdio e uma pontinha do coração 
https://doi.org/10.1590/S0102-76382010000300021
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• Miocardiopatia hipertrófica (doença genética com espessamento do septo ventricular -> 
o septo ventricular obstrui a via de saída do ventrículo esquerdo) é diferente de 
hipertrofia ventricular (HAS -> não trata -> coração fica musculoso -> hipertrofia 
concêntrica -> coração vai aumentando -> hipertrofia excêntrica) 
• Prolapso de valva mitral: durante a sístole a valva mitral fecha -> prolapsada pro átrio 
esquerdo -> obstrução da via de saída; folheto valvar pode entrar na via de saída, 
causando dor no peito e sincope 
• Sinais de alarme: dispneia, precordialgia, desidratação, cianose, alteração do nível de 
consciência 
• O paciente não está em bom estado geral 
• Saturação boa: >= 97% AA 
• Saturação 92-96% AA: hipoxemia leve 
• Saturação 88-92%AA: hipoxemia moderada 
• Saturação <88% AA: hipoxemia grave 
 
• O O2 pode ser carreado pela hemoglobina ou dissolvido no plasma 
 
• Posso ter embolia pulmonar com exame pulmonar normal ou embolia pulmonar