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Regulação da Pressão Arterial

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Elany Portela 
Regulação da Pressão Arterial pelo 
Sódio 
Hormônios: 
1. ADH (Hormônio Antidiurético); 
2. Aldosterona; 
3. Cortisol; 
4. Renina; 
5. ANP (Peptídeo Natriurético Atrial). 
 
O controle – A LONGO PRAZO – da 
pressão arterial está intimamente 
relacionado à homeostasia do volume 
de líquido corporal, que é determinado 
pelo balanço entre a ingestão e a 
eliminação de líquidos (essa tarefa é 
realizada por controles nervosos e 
hormonais e por sistemas de controle 
local dos rins – regulam a excreção de 
Sódio e Água). 
 
- Se o volume sanguíneo aumenta 
(volemia aumenta) e a capacitância 
vascular não é alterada, a pressão arterial 
se eleva. Assim, os rins excretam o 
volume excessivo, normalizando a 
pressão arterial. 
 
- Se a pressão arterial se eleva, há uma 
maior excreção renal de sal e água – 
corpo perde líquido, volume sanguíneo 
diminui e a pressão também diminui. 
 
- Se a pressão arterial se abaixar, há uma 
menor excreção renal de sal e água – 
corpo perde menos líquido, volume 
sanguíneo aumenta e a pressão também 
aumenta. 
 
Sistema de Feedback negativo - Aumento 
da volemia faz com que o débito cardíaco 
fique grande e, consequentemente, há 
um aumento da pressão arterial. Esta 
exerce efeito sobre os rins, acarretando a 
diurese e, consequentemente, a 
diminuição da volemia. 
 
1. Aumento da ingestão de Na 
2. Aumento de Na no organismo 
3. Aumento de Na plasmático 
4. Maior reabsorção de água pelo 
organismo 
5. Aumento da Volemia 
6. Aumento do retorno venoso 
7. Aumento da pressão atrial direita 
8. Aumento do volume sistólico 
9. Aumento do débito cardíaco 
10. Aumento da PA. 
 
 
Pressão arterial alta faz com que 
ocorra a diurese e a natriurese de 
pressão. 
 
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ADH (Hormônio Antidiurético) 
 
- Hormônio produzido pelo hipotálamo 
e secretado pela neuro hipófise . 
 
- É um hormônio antidiurético, ou seja, 
causa a retenção de água pelos rins. 
 
Aumento da osmolaridade do plasma (mais 
concentrado), com maior concentração de 
NaCl 
1. Osmorreceptores percebem essa 
alteração (NaCl deixa esses 
sensores desidratados – retira água 
deles) 
2. Estimulam o hipotálamo a produzir o 
ADH 
3. Maior retenção de água pelos rins 
(inibe a diurese) 
4. Aumento da volemia 
5. Aumento da Pressão Arterial. 
 
Osmolaridade do plasma baixa, menor 
concentração de NaCl 
1. Osmorreceptores não são 
ativados 
2. Não há o estímulo para a 
produção de ADH pela hipófise 
3. Aumento da diurese Diminuição 
da volemia 
4. Diminuição da PA. 
 
 
 
 
Redução da PA 
1. Sensores localizados no seio 
carotídeo percebem a redução 
2. Enviam sinais para o hipotálamo para 
que ocorra liberação de ADH 
3. Diurese diminui 
4. Aumento da volemia 
5. Aumento da PA. 
 
Redução da Volemia 
1. Receptores nos átrios não 
captam o estiramento atrial 
(devido ao baixo volume do 
sangue circulante) 
2. Provocam a liberação de ADH 
3. Diminui a diurese 
4. Aumento da volemia 
5. Aumento da PA. 
 
- O ADH também é conhecido como 
vasopressina – promove a 
vasoconstrição (atua em receptores 
que estimulam a constrição vascular). 
 
Aldosterona 

- Hormônio produzido na glândula 
suprarrenal e atua na regulação a taxa 
de Sódio . 
 
- Se a aldosterona estiver no sangue, há 
a reabsorção de sódio, se não estiver no 
sangue, ocorre a natriurese (excreção de 
sódio na urina). 
 
 
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Elany Portela 
Cortisol 
- Hormônio produzido na suprarrenal e 
atua na regulação a taxa de Sódio . 
 
- Se o cortisol estiver no sangue, há a 
reabsorção de sódio, se não estiver no 
sangue, ocorre a natriurese (excreção de 
sódio na urina). 
 
- A absorção de sódio, tem como 
consequência a absorção de água e 
excreção de potássio. 
 
Sistema Renina-
Angiotensina-Aldosterona 
 
 
- Quando PA estiver baixa ou houver 
uma diminuição da concentração de 
sódio plasmático, há o aumento da 
secreção de renina pelos rins 
 
- A renina desencadeia a modificação do 
angiotensinogênio (produzido pelo fígado) 
em angiotensina I. 
 
- Quando a Angiotensina I passa pelo 
pulmão, ela sofre a ação da enzima ECA 
(Enzima conversora de angiotensina – 
produzida no endotélio dos vasos 
sanguíneos do pulmão), que a transforma 
em Angiotensina II . 
 Angiotensina I – tem uma ação de 
vasoconstrição menor e tem um 
efeito mais curto (ainda não possui 
propriedades vasoconstritoras 
suficientes para ocasionar alterações 
funcionais significativas da função 
circulatória). 
 Angiotensina II – tem uma ação de 
vasoconstrição extremamente 
maior. 
- Ela possui dois efeitos principais que 
podem elevar a pressão arterial; 
 
1. Vasoconstrição – muito intensa 
nas arteríolas e menos intensa nas 
veias. Quando há a vasoconstrição 
nas arteríolas, aumenta-se a 
resistência periférica, elevando a 
PA. 
2. Age sobre os rins diminuindo a 
excreção tanto de sal quanto de 
água, aumentando o volume do 
líquido extracelular – ocorre o 
aumento da PA lentamente, num 
período de horas e dias. 
 
- A angiotensina II estimula a liberação 
de aldosterona – produzida e armazenada 
 
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nas suprarrenais/glândulas adrenais – para 
o sangue. 
 
- Aldosterona no sangue age nos rins e 
estimula a reabsorção de sódio e, 
consequentemente, a reabsorção de 
água, aumentando a volemia e, assim, 
aumentando a pressão arterial . 
 
- Existem indivíduos que produzem 
angiotensina II acima do normal. Assim, o 
mecanismo de regulação de PA atua mais 
do que devia e a PA fica acima do normal 
– ocorre maior vasoconstrição e maior 
reabsorção de sódio e água nos rins, 
aumentando a volemia/líquido extracelular. 
 
- Durante a década de 60, um professor 
de farmacologia da USP, retirou o veneno 
da cobra cascavel e isolou um princípio 
ativo capaz de diminuir a vasoconstrição 
inibindo a ECA (se há a inibição da ECA, a 
angiotensina I não é transformada em 
angiotensina II e, assim, não ocorre o 
aumento da volemia e a constrição de 
vasos). Logo depois, os estadunidenses 
conseguiram sintetizar esse princípio ativo 
que ficou conhecido como Captopril, 
remédio para regulação da PA. 
 
- O captopril por ser derivado do veneno 
da cascavel possui efeitos colaterais como 
tosse recorrente. 
 
- O Losartana veio para substituir o 
captopril e inibe diretamente a angiotensina 
II. 
Papel do sistema renina-
angiotensina na manutenção 
de PA normal apesar de 
variações na ingestão de sal: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A função mais importante desse sistema é 
possibilitar que uma pessoa consuma uma 
quantidade muito pequena ou muito 
grande de sal sem causar grandes 
alterações no volume extracelular e na PA. 
- O aumento da ingestão de sal leva ao 
aumento de volume extracelular e, 
consequentemente, a PA aumenta. A PA 
elevada leva ao aumento do fluxo 
sanguíneo pelos rins, que reduz a 
secreção da renina (angiotensinogênio não 
é transformado em angiotensina I e, dessa 
forma, esta também não é transformada 
em angiotensina II). Assim, ocorre a menor 
retenção de água e sal nos rins, diminuindo 
 
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o volume extracelular, que volta, 
praticamente, ao normal e a PA também. 
- Esse sistema é um mecanismo 
automático de feedback negativo que 
ajuda manter a PA no seu nível normal.. 
 
ANP (Peptídeo Natriurético 
Atrial) 
 
- O ANP é um hormônio (sinalizador) que 
é produzido nos átrios do coração e 
secretado quando há uma distensão dessa 
câmara cardíaca (maior volemia e maior 
débito cardíaco) e pela elevação da PA. 
 
- O ANP age nas células da musculatura lisa 
das artérias e nas células renais (néfrons). 
 
1. Nas células da musculatura lisa das 
artérias – as células possuem um 
receptor proteico e o ANP, que se 
encontra no sangue, se ligará a 
esse receptor . Esse receptor 
estimula a enzima Guanilato 
Ciclase, que vai converter GTP 
(guanosina trifosfato) em GPMc 
(guanosina monofosfato cíclico). O 
GMPc irá ativar a enzima Ciclase G. 
Esta irá promover a fosforilação de 
canais de Ca, promovendo a 
liberação de