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Diabetes gestacional

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Vict�ria K. L. Card�so
Diabetes gestaci�nal
Introdução
Classificação etiológica do diabetes mellitus:
● Diabetes tipo 1: destruição das células
β, usualmente levando à deficiência
completa de insulina. Pode ser
autoimune ou idiopático.
● Diabetes tipo 2: graus variados de
diminuição de secreção e resistência à
insulina
● Diabetes gestacional: aumento dos
níveis de glicose no sangue durante a
gravidez
Fatores de risco e
antecedentes
Fatores de risco para hiperglicemia na
gravidez:
● Idade (aumento progressivo com o
avançar da idade).
● Sobrepeso/obesidade [índice de massa
corporal (IMC) ≥ 25 kg/m2].
● Antecedentes familiares de diabetes
mellitus – DM (primeiro grau).
● Antecedentes pessoais de alterações
metabólicas:
○ Hemoglobina glicada (HbA1c) ≥
5,7% (método high performance
liquid chromatography – HPLC).
○ Síndrome dos ovários
policísticos.
○ Hipertrigliceridemia.
○ Hipertensão arterial sistêmica.
○ Doença cardiovascular
aterosclerótica.
○ Uso de medicamentos
hiperglicemiantes.
Antecedentes obstétricos:
● Duas ou mais perdas gestacionais
prévias.
● Diabetes gestacional.
● Polidrâmnio.
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● Macrossomia (recém-nascido anterior
com peso ≥ 4.000 g).
● Óbito fetal/neonatal sem causa
determinada.
● Malformação fetal.
Fisiopatologia
1. A gestação naturalmente já se
caracteriza como um estado de
resistência à insulina.
2. Essa condição, junto com mudança no
controle glicêmico, em função do
consumo de glicose pelo feto, contribui
a ocorrência de alterações glicêmicas,
favorecendo o DMG.
3. Alguns hormônios produzidos pela
placenta e outros aumentados pela
gestação, como o lactogênio
placentário, cortisol e prolactina,
promovem redução da atuação da
insulina em seus receptores e
consequente aumento da produção de
insulina nas gestantes saudáveis.
4. Entretanto, isso pode não ocorrer em
gestantes que já estejam com sua
capacidade de produção no limite,
assim há insuficiente aumento da
insulina, o que propicia a diabetes na
gestação.
Diagnóstico
Diagnóstico DMG:
● Glicemia plasmática de jejum: igual ou
maior que 126 mg/dL.
e/ou
● Glicemia de 2 horas após a
sobrecarga de 75 g: igual ou maior a
140 mg/dL, no teste oral de tolerância
à glicose.
Diagnóstico Brasil:
● Usam-se fatores clínicos de risco para
DMG, com a avaliação de uma glicemia
de jejum no início da gravidez (antes
de 20 semanas ou tão logo possível),
para rastreamento.
○ Na presença de glicemia de
jejum de 85 a 125 mg/dL ou de
qualquer fator de risco clínico,
as gestantes devem realizar o
TOTG com 75 g de glicose.
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○ Assim, se estabelece o
diagnóstico com pelo menos
dois valores maiores ou iguais a
95 mg/dL (jejum), 180 mg/dL
(primeira hora) e 155 mg/dL
(segunda hora).
● Mulheres que apresentem duas
glicemias de jejum ≥ 126 mg/dL
também têm o diagnóstico confirmado,
sem a necessidade de realizar o teste
de sobrecarga de glicose.
● Caso seja observado apenas um valor
anormal no TOTG com 75 g, o teste
deve ser repetido com 34 semanas.
Obs: não se deve utilizar APENAS fatores
clínicos de risco para rastreamento de
diabetes em gestantes, pois apresenta baixa
sensibilidade;
● Diagnóstico universal: deve-se
proporcionar a todas as gestantes a
possibilidade de diagnóstico de DMG.
● Viabilidade financeira e
disponibilidade técnica do teste
proposto: o método diagnóstico a ser
utilizado deve ser o melhor possível
dentro da capacidade da região.
● Teste com melhor
sensibilidade/especificidade:
considera-se que o teste com melhor
sensibilidade e especificidade para o
diagnóstico de DMG é o TOTG com 75g.
Tratamento
● Dieta: valor calórico prescrito
individualizado pelo IMC.
○ Deve ser de baixo índice
glicêmico.
○ Preferência ao adoçante com
moderação.
● Prática de atividade �ísica.
○ Caminhadas regulares.
○ Exercícios de flexão dos braços.
○ Evitar exercícios de alto
impacto.
● Monitoramento de glicemia capilar pré
e pós-prandial 4-7x ao dia.
Insulina:
● Critérios para o uso de insulina:
○ Se após 2 semanas de dieta os
níveis glicêmicos:
■ Permanecerem elevados.
■ Glicemia jejum > 95.
■ 1h pós-prandial > 140.
■ 2h pós-prandial > 120.
○ Crescimento fetal exagerado.
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■ CA > 75%.
● Dose inicial: 0,5 em mais de uma dose
diária.
Fármaco: Metformina - ultrapassa a barreira
transplacentária.
Parto
Deve-se esperar a evolução espontânea e
fazer o controle da glicemia capilar, de hora
em hora.
● Realiza-se a infusão de SG 5% na fase
ativa do trabalho de parto.
Via de parto: deve-se estimar o peso fetal e
possíveis complicações.
Pós-parto
Instruções à mãe:
● Aleitamento materno liberado.
● Dieta saudável.
● Em casos de hiperglicemia indica-se
insulina.
Obs: a regulação da glicemia ocorre até 6
semanas após o parto.
Avaliação pós-parto:
● Mesmo com a normalização da
tolerância à glicose após o parto, a
maioria das mulheres que tiveram
DGM tem o risco de desenvolverem DM
tipo 2 ou intolerância à glicose.
● Fatores de risco para DM tipo 2 em
mulheres com DMG prévio:
○ Glicemia em jejum na gestação
acima de 100 mg/dL;
○ Etnia não branca;
○ História familiar de diabetes
tipo 2, principalmente materna;
○ Ganho excessivo de peso
durante ou após a gestação;
○ Obesidade;
○ HAS;
○ Idade materna > 25 anos;
○ Gestações anteriores com fetos
macrossômicos;
○ Baixa estatura;
○ Obesidade abdominal;
○ Dieta hiperlipídica;
○ Sedentarismo;
○ Manejo inadequado do DMG;
○ Uso de insulina na gestação.
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Reavaliação do diabetes pós parto:
● A reavaliação deve ser feita após 6
semanas do parto para todas as
mulheres que tiveram DMG, seguindo
os critérios para a população de não
gestantes.
● Padrão ouro: TOTG com 75 g → deve
ser a opção em situações de
viabilidade financeira e
disponibilidade técnica total.
● Diagnóstico de DM fora da gestação:
glicemia em jejum ≥ 126 mg/dL ou ≥
200 mg/dL 2 horas após sobrecarga de
75 g de glicose.
● Diagnóstico de glicemia de jejum
alterada: se a glicemia de jejum for de
100 a 125 mg/dL.
● Diagnóstico de intolerância à glicose:
caso o jejum seja inferior a 126 mg/dL,
mas a glicemia na segunda hora após
a sobrecarga com 75 g seja de 140 a
199 mg/dL.

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