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Terra Indígena (TI) é uma porção do território nacional, a qual após regular processo administrativo de demarcação, conforme os preceitos legais instituídos, passa, após a homologação por Decreto Presidencial para a propriedade da União, habitada por um ou mais comunidades indígenas, utilizada por estes em suas atividades produtivas, culturais, bem-estar e reprodução física. Assim sendo, se trata de um bem da União, e como tal é inalienável e indisponível, e os direitos sobre ela são imprescritíveis. Nos termos da legislação vigente - CF/88, Lei 6001/73 ¿ Estatuto do Índio, Decreto n.º 1775/96, as terras indígenas podem ser classificadas nas seguintes modalidades: Terras Indígenas Tradicionalmente Ocupadas: São as terras indígenas de que trata o art. 231 da Constituição Federal de 1988, cujo processo de demarcação é disciplinado pelo Decreto n.º 1775/96. Reservas Indígenas: São terras doadas por terceiros, adquiridas ou desapropriadas pela União, que se destinam à posse permanente dos povos indígenas. São terras que também pertencem ao patrimônio da União, mas que não se confundem com as terras de ocupação tradicional. Além disso, vale destacar que existem reservas indígenas, que foram reservadas pelos Estados-membros, principalmente durante a primeira metade do século XX , mas que hoje são reconhecidas como de ocupação tradicional. Terras Dominiais: São as terras de propriedade das comunidades indígenas, havidas, por qualquer das formas de aquisição do domínio, nos termos da legislação civil. Dessa forma, são estas as três modalidades de terras indígenas, nos termos da legislação vigente (CF/88, Lei 6001/73 ¿ Estatuto do Índio, Decreto n.º 1775/96). Apesar disso, vale destacar também o instrumento administrativo de interdição de áreas (terras interditadas), instrumento este, o qual não deve ser entendido como modalidade de terra indígena, mas tão somente como instrumento administrativo utilizado para assegurar a proteção de comunidades ou grupos indígenas que vivem em situação de isolamento com o estabelecimento de restrição de ingresso e trânsito de terceiros na área, mas que não se trata de área, quando isoladamente considerada e ceteris paribus, sob domínio da União, antes, se trata de instrumento para assegurar a proteção das comunidades ou grupos indígenas isolados. Quantas são as terras indígenas e onde se localizam? Atualmente existem 488 terras indígenas regularizada que representam cerca de 12,2% do território nacional, localizadas em todos os biomas, com concentração na Amazônia Legal. Tal concentração é resultado do processo de reconhecimento dessas terras indígenas, iniciadas pela Funai, principalmente, durante a década de 1980, no âmbito da política de integração nacional e consolidação da fronteira econômica do Norte e Noroeste do país. 
Considerando o texto acima é correto afirmar que:
		
	
	As terras indígenas são de propriedade dos povos indígenas, podendo, estes, alienar as mesmas de acordo com a sua vontade.
	
	As terras indígenas são consideradas porções do território nacional isentas de jurisdição do Estado brasileiro.
	 
	Existem terras de reserva que foram atribuídas pelos Estados-membros e que hoje são reconhecidas como ocupações territoriais
	
	A maior parte das terras indígenas está na região Norte em função do processo de integração promovida pelo IBAMA
	
	As terras dominiais são terras adquiridas pelos indígenas na forma do decreto de intervenção da União
		
	
	
		2
           Questão
	Acerto: 0,0  / 0,1   
	Exclusão ou inclusão precária? Mario Theodoro (2007/2008), importante intelectual negro e economista, entende que a ideia de exclusão da população negra precisa ser repensada. Segundo ele, tal linha de raciocínio que pressupõe a dualidade ¿incluídos¿ e ¿excluídos¿, não daria conta de entender a fundo os mecanismos de funcionamento e controle da sociedade brasileira. Dentro dessa chave de interpretação, a desigualdade racial, e consequentemente o racismo, não seria uma anomalia ou uma disfuncionalidade de um sistema defeituoso, mas sim a regra para a sua produção, manutenção e reprodução. Menos um acidente e mais um desenho institucional. Nesse caso, a população afro-brasileira não estaria excluída, mas sim incluída dentro desse sistema social numa eterna condição precária de subcidadania.  ¿Somos desiguais, convivemos com a desigualdade e o fazemos com um certo desleixo, em um processo de naturalização da pobreza, mesmo quando ela atinge proporções extremas e abjetas, [¿]. A sociedade brasileira parece operar com uma espécie de pacto com a desigualdade¿. (THEODORO, 2007/2008, p.02). Disponível em: https://blogdaboitempo.com.br/2020/06/30/as-politicas-da-desigualdade-racial-no-brasil-uma-republica-erguida-com-cotas-para-os-brancos/. Considerando o texto acima, avalie as assertivas abaixo:
I. A dicotomia incluído x excluído não representa uma visão precisa da desigualdade no Brasil, uma vez que se instaurou no Brasil uma subcidadania.
II. Para o autor, o pacto com a desigualdade se revela ao longo das sucessivas legislações que atingiram a população negra de forma a naturalizar a desigualdade.
III. A Lei de Terras conseguiu realizar a dispersão da propriedade, permitindo que o acesso às terras agricultáveis fosse ampliado a população branca, distribuindo entre estes a terra.
IV. A Lei dos Sexagenários deixou de assistir a população negra com mais de 60 anos, não representando uma política pública efetiva de cidadania.
São verdadeiras as questões:
		
	
	I, III e IV
	
	I, II e III
	
	II e III
	 
	I, II e IV
	 
	I e II
		
	
	
		3
           Questão
	Acerto: 0,0  / 0,1   
	Metade da população do mundo vive com menos de 2 doláres por dia. A maioria dessas pessoas é mulher. A pobreza se tornou uma questão feminina e, para milhões de mulheres, a busca por uma vida melhor significa viver longe, muitas vezes longe demais de seus filhos - ou amando os filhos de outras em troca de pagamento, ou trabalhando como faxineira, garçonete, operária, trabalhadora agrícola, prostituta ou qualquer outra coisa no lado obscurso da economia. (MARÇAL, Katrine. O Lado invisível da economia: uma visão feminista. São Paulo: Alaúde, 2017, p. 54).
Em plena Revolução, a mulher francesa carecia de cidadania. Era considerada uma prolongação do homem quando entrava em contrato matrimonial com ele. Nós crescemos escutando que a palavra homem incluía toda humanidade, mas isso é rotundamente falso. Homem, na barulhenta declaração dos direitos naturais, fundamentais, inalienáveis e até sagrados - quantas palavras altissonantes -, só considerava o gênero masculino e nem mesmo todo o gênero. (MARUANE, Lina. Contra os filhos. São Paulo: Todavia, 2018., p. 35)
Diante desse texto, é correto afirmar que:
		
	
	Os ideais iluministas foram capazes de promover a igualdade inter e intra gênero.
	
	Os âmbitos do trabalho e da cidadania trouxeram ganhos igualitários aos gêneros.
	 
	A Revolução Francesa deixou de lado a efetividade da igualdade de gênero.
	
	Podemos afirmar que no século XXI já foi possível alcançar a igualdade de gênero no mundo do trabalho.
	 
	A ocupação dos postos de trabalho desconsidera o elemento de gênero na sua distribuição.
		
	
	
		4
           Questão
	Acerto: 0,1  / 0,1   
	A segunda paralisação dos entregadores de aplicativos, realizada no dia 25-07-2020, conhecida como Breque dos Apps, teve menos adesão dos trabalhadores do que a primeira, realizada pela categoria em 1º de julho deste ano. Enquanto alguns analistas veem a manifestação com entusiasmo, porque demonstra a capacidade de organização dos trabalhadores, outros falam em fracasso e apontam para divisões internas no movimento, que é autônomo e se organiza pelas redes sociais. Ao comentar a última greve, a socióloga Ludmila Abílio diz que a imagem das centenas de motos e bicicletas unidas pelas ruas da cidade é importante, mas não é só ela que dá a medida da adesão ou organização. Aderir ao breque pode ser simplesmente ficar em casa, sem ligar o aplicativo