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Sistema Endócrino

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que fazem parte da via
secretória regulada.
A síntese desses hormônios (a partir de tirosina e colesterol, respectivamente) requer
determinados passos enzimáticos. Apenas tecidos muito especializados são capazes de
efetuar a série de conversões enzimáticas necessárias para produzir o hormônio ativo a partir
da substância inicialmente disponível. A síntese de hormônios da tireoide é ainda mais
complexa, e é essencialmente restrita à glândula tireóide.
Diversas glândulas produzem dois ou mais hormônios. Exemplos disso são a hipófise,
as ilhotas pancreáticas e a medula adrenal. No entanto, em sua maioria, células individuais
dentro dessas glândulas são especializadas para secretar um único hormônio. Uma exceção
são as células produtoras de gonadotrofina da hipófise, que secretam tanto FSH quanto LH.
Controle e regulação hormonal
A regulação de certas funções fisiológicas
complexas requer a ação complementar de vários
hormônios. Esse princípio é válido tanto para a homeostase
minuto a minuto quanto para processos de longo prazo. Por
exemplo, adrenalina (epinefrina), cortisol e glucagon
contribuem para a resposta do organismo a um período
curto de exercício (p. ex., nadar o estilo borboleta por 50 m
ou correr os 100 m rasos). Se qualquer um desses
hormônios está ausente, o desempenho do exercício é
prejudicado e, ainda mais seriamente, podem-se
desenvolver hipoglicemia grave e hipercalemia (aumento
dos níveis plasmáticos da [K+ ]).
A chave para qualquer sistema de regulação é a
sua capacidade para sentir quando deve aumentar ou
diminuir sua atividade. Para o sistema endócrino, essa
função é realizada por retroalimentação do sistema de
controle da secreção hormonal. A produção hormonal baseia
– se no equilíbrio entre estímulo e inibição da síntese e
secreção do hormônio. Este equilíbrio tem como base
funcional o mecanismo de feedback (ou retroalimentação), negativo na maioria dos sistemas hormonais e tem
por objetivo assegurar o nível apropriado de atividade hormonal no tecido – alvo. Para isso, uma vez que a
concentração do hormônio aumenta, são ativados mecanismo inibidores da sua produção (retroalimentação
negativa); e, uma vez que a concentração do hormônio diminui, são ativados mecanismos estimuladores da
sua produção (retroalimentação positiva), mas são poucos os casos em que isso acontece. Dessa maneira,
ao longo do tempo, a concentração do hormônio se mantém oscilando em torno de um valor constante, o que
chamamos de manutenção do equilíbrio de secreção. Além disso, os hormônios podem estimular a liberação
de um segundo hormônio em um mecanismo conhecido como retroalimentação, como é o caso do aumento
de LH mediado pelo estradiol na metade do ciclo menstrual.