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5 - Obturação dos canais radiculares

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Obturação dos canais radiculares – Técnica de condensação lateral 
Letícia Moda / @leticia_odontolover 
Prof. Dr. Jardel 
 A técnica de condensação lateral é que que mais tem maior índice de sucesso clinicamente e na literatura 
 A obturação é a última etapa do tratamento endodôntico convencional 
 
Definição de obturação 
 Esse material deve ser inerte, biocompatível, antimicrobiano, selador do sistema de canais e que permita o 
reparo da região periapical de forma satisfatória 
 
Objetivos e finalidades da obturação 
 A obturação só é terminada quando faz-se selamento provisório da cavidade pulpar, portanto deve selar até 
a abertura coronária e não até na cervical. 
 
 
Principais materiais usados 
 Os cimentos obturadores servem para dar adesão aos cones principais e acessórios (na clínica usa-se o AH-
Plus e no lab o Sealer 26) 
 
Passos da Obturação 
1° e 2° passo 
 
 Irrigar e manter o canal inundado 
 Há cones referentes à 1° série, 2° e 3°. É importante não pegar um cone menor (que o CT), pois há o risco do 
cone ultrapassar o forame apical e ele vai ficar folgado, não adaptando às paredes do canal. Ainda, se 
selecionar um cone maior, ele não conseguirá percorrer todo CT, travando antes e deixando um espaço vazio 
no ápice que favorece a proliferação bacteriana. 
 
3° passo 
 
 Teste visual: colocar o cone de GP na régua milimetrada e fazer uma marcação de acordo com o CT. Em seguida 
levar o cone no interior do dente, conferindo visualmente se ele percorreu todo o CT 
 Se não percorrer todo CT: irriga aspira e inunda o canal e faz novamente a instrumentação com o 
ultimo instrumental e volta a fazer o teste visual de novo 
 Se ultrapassar o CT: refazer a odontometria p/ confirmar o CT e instrumenta 2 n° de instrumentos 
acima p/ criar um novo batente apical 
 
 
 Teste tátil: 
 Oferecer resistência não é que na hora de tirar o cone ele ficará grudado e não sai do canal, mas sim 
fica levemente travado no batente apical 
 Se o cone percorrer todo CT, mas não travar: Cortar 0,5mm até 3x com um bisturi (1,5mm), conferindo 
a cada corte se o cone travou no CT  cortando a ponta do cone #50, seu diâmetro ficará maior, mas 
ainda será menor que o #55. 
 Se após os cortes ainda não travar: selecionar um cone imediatamente maior (#50 não travou  #55) 
 Se ainda assim percorrer, mas não travar: seleciona outro maior (#50  #55  #60) 
 Se esse cone de #60 também não travou tenta o próximo (#60  #70) 
 Se o #70 nem chegou no CT e ainda não travou, devemos retornar para o cone anterior (#60) e cortar 
com o bisturi 
 
 
 
 Teste radiográfico: Teste do cone 
 Observar se o cone realmente está no CT, confirmando o cone de GP ideal 
 
 
Após a seleção do cone ideal de guta-percha: 
por 5 min 
 Obs.: Como selecionar os cones acessórios? Há cones acessórios de 3 tamanhos (pequeno, médio e grande), 
devendo selecionar com base no tamanho do canal um pouquinho de cada 
 
Antes da obturação 
 Enquanto os cones ficam na solução antisséptica, fazemos irrigação e aspiração do canal radicular para receber 
o material obturador 
 Após remover com as cânulas, inunda com EDTA (solução quelante que sequestra íons cálcio, deixando os 
túbulos dentinários que estavam obliterados abertos para receber o cimento endodôntico e o canal 
obturador) 
 Aspirar o EDTA com cânula branca, roxa e verde e secar com cone de papel absorvível por tempo rápido para 
que ele não desmanche e fique resíduos no canal (contar por 5seg). Se isso acontecer deve-se irrigar 
novamente e se necessários retornar à instrumentação, evitando com que não extravase p/ ápice 
 
 
 
 
 
 
 
Seleção da técnica de obturação 
 Clássica 
 Biológica 
 
 
Preparo do cimento obturador 
 Sealer 26: quando estiver no ponto ideal, batemos com a espátula na placa e puxamos, de modo que ele 
fique no ponto de fio de bala de no mínimo 1cm 
 
 
Inserção do cone dentro do canal com o material obturador 
 Faz o processo de condensação lateral, inserindo cones acessórios para preencher todo o espaço do terço 
médio e cervical do canal 
 Sei que já está suficiente de cone acessório quando eu for tentar colocar outro de forma passiva (sem auxílio 
de instrumento) e ele não entra mais. 
 
 
 Fazemos então uma radiografia para verificar a qualidade da obturação 
 Se já estiver tudo preenchido, partimos para a próxima etapa 
 Se estiver com alguns espaços, fazemos a condensação lateral ativa com o espaçador digital 
 O espaçador é introduzido até o terço médio/cervical apenas, removido e instantaneamente 
colocamos um cone acessório no espaço gerado 
 A condensação lateral estará concluída quando não se consegue mais inserir o espaçador 
digital 
 Depois repete radiografia para conferir o preenchimento do canal 
 
 
Corte do material obturador (Corte do excesso dos cones de GP) 
 Utilizando Hollemback 3s aquecido na lamparina 
 Se não tiver muito aquecido ele pode remover todo material obturador (etapa crítica) 
 O corte da obturação é feito em todos os grupos dentais e levemente abaixo do nível da coroa clínica. Não 
pode ficar acima, pois levará ao escurecimento da coroa e dificultará a colocação do material restaurador 
definitivo 
 
 
Condensação vertical da obturação 
 Realizado om os condensadores de paiva (1, 2, 3, 4), iniciando com o 4 de maior calibre empurrando no 
sentido apical e depois vai para os de menor calibre fazendo o mesmo movimento 
 Importância: consegue-se atingir os canais laterais ao canal principal, selando os espaços e evitando a 
infiltração de fluidos e microbiana 
 
Limpeza da câmara pulpar ("toalete”) 
 Com esponja e álcool 
 Colocar no dappen um pouco de álcool 70%, molhar a esponja e remover todo resquício de cimento 
endodôntico de toda cavidade, pois ele leva ao escurecimento do dente e interfere na adesão do material 
restaurador 
 
 
Curativo ou selamento provisório 
 Necessário fazer a barreira de guta-percha (1 – 2mm) 
 Selamento provisório com óxido de zinco e eugenol (manipular até atingir massa de vidraceiro) 
 Paciente será encaminhado p/ restauração definitiva com resina composta 
 
 
Remoção do isolamento e radiografia final 
 Observar como ficou a obturação e o selamento provisório da coroa 
 Não é aceito radiografia cortando coroa ou cortando ápice