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Anotações aula de Endodontia 07/05

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Anotações aula de Endodontia Prof. Jardel 
Letícia Moda 
 Intercala a 25/06 com as limas de preparo biomecânico, quando tiver frente a canais atrésicos (pré, 
molares e incisivos inferiores) - ela trabalha no terço cervical e médio facilitando a entrada do 
próximo instrumento (taper diferente). Sem necessidade de usá-la em canais amplos (anteriores 
superiores), já que o preparo com LAxxes é suficiente, as quais inclusive já possuem conicidade 06. 
 
 O diâmetro anatômico é o diâmetro original do canal radicular, no CT, após o preparo cervical. Esse 
DA é obtido a partir do instrumento inicial, o qual iniciamos a instrumentação, mas apenas com as 
limas seguintes é que se começa a desgastar dentina infectada (3 a 4 instrumentos acima do ii). 
 
 Obs.: depois da 2 radiografia com a Lima K de diâmetro maior (ex: #40), ela provavelmente estará 
aquém do CT. Assim, vamos testando limas de diâmetros menores (#35, #30, #25..) até que alguma 
fique no CT e tenha resistência ao ser removida. No meu caso no laboratório, da #40 -> #25, portanto 
meu DA = 250. 
 A partir daí meu protocolo foi: 
ii= 25/02 25/04 
1°= 30/02 30/04 
2°= 35/02 
3°= 40/02 
4°= 45/02 (instrumento final) 
 Diâmetro cirúrgico = 450 
 
 A partir do DC, iremos determinar o cone principal para obturação, lembrando na radiografia de 
confirmação do cone de guta percha, ela deve ser usada no mesmo dia que for obturar, já que a GP 
sofre expansão e contração. Ou seja, no meu caso, eu tirei uma radiografia com a GP dentro do canal 
em uma semana e deixei para obturar na semana seguinte. Porém nessa semana seguinte eu não 
posso usar a radiografia da semana passada, de modo que eu tenha que posicionar novamente o 
cone dentro do canal, tirar outra radiografia de confirmação e aí sim partir para obturação. 
 
 Obs.: A partir do instrumento inicial (Diâmetro Anatômico) é que determinarmos o tipo de técnica 
de obturação - Clássica (< ou igual 250) ou Biológica (>250). 
 
 Como definir se uso 3 ou 4 instrumentos (desgaste de 150 a 200um)? Isso vai depender do diâmetro 
anatômico do dente, ou seja: 
 Se o ii=50 / DA=500, para remover ess quantidade de dentina, será necessário utilizar #55 #60 
#70 (50um + 100um), totalizando 150um. 
 
 Porém, mesmo já obtendo os 150 de desgaste, se for em um dente anterior com canal amplo, 
é melhor aumentar a margem de segurança a utilizar um instrumento a mais: 
ii= #50 
1= #55 
2=#60 
3=#70 
4=#80 
Totalizando 250um de dentina removida. 
 
 Agora, se pegar um dente com ii=#90 / DA=900 
1= #100 
2=#110 
Totalizando remoção de 200um apenas com 2 instrumentos. 
 
 Se o ii=30 / DA=300: 
1=35 
2=40 
3=45 
4=50 
Totalizando os 200um, mas agora com 4 instrumentos. Se for um dente bem amplo pode ter 
a possibilidade de incluir o #55. 
 
 Ou seja, há casos que podemos ultrapassar o valor de 200um. Mesmo que teoricamente falemos 150 
a 200um, esse desgaste vai depender da anatomia e tipo dental que estamos trabalhando. 
 
 Na seleção da guta percha, ela é escolhida com base na lima final da instrumentação. Ou seja, se foi 
a Lima #50, o cone é o de número #50. 
 
Entretanto, se o instrumento final for superior ao #90, por exemplo o #110, não temos o cone de 
guta percha n #110. O que devemos fazer? 
Devemos "fabricar" um cone de n #110. Pegamos 2 cones de n #55, aquecemos e enrolamos ambos 
na placa de vidro, de modo que fique apenas 1. 
 
Esse fator é difícil de acontecer, apenas quando a endodontia é em dente permanente jovem, dentes 
com rizogênese incompleta. 
 
 
 
 No teste visual com a guta percha: 
 - se o cone não percorreu o CT: voltar no último instrumento que percorreu todo o CT, 
reinstrumentar, irrigar, aspirar e inundar e colocar novamente a GP. 
 - se o cone ultrapassar o CT: devemos refazer a odontometria, confirmar o CT e passar 2 
instrumentos acima do último, a fim de confeccionar um novo batente apical. 
 - se mesmo depois de voltar no último instrumento o cone não ficar no CT: podemos calibrar 
o cone na régua calibradora, em que, na parte oposta aos números, há perfurações 
correspondentes aos diâmetros. Se pegarmos por exemplo o cone #35 e passarmos no 
orifício, o que ficar do outro lado (de fora) é porque está sobrando e pode ser cortado com 
bisturi e reposicionado no dente. Se deu certo a retenção no CT, parte p teste radiográfico. 
 Se ainda nao deu certo, pega um cone #35 novo (de mesmo diâmetro, pois não existe uma 
produção exata de cones de guta percha, já que são materiais plásticos e feitos manualmente, 
não sendo totalmente iguais. 
 
 Outro fator que devemos pensar é em refazer o terço cervical e médio, de modo que se estiver 
insuficiente, compromete a entrada do cone. 
 Se ainda assim não deu certo, devemos refazer a odontometria. 
 
 No teste tátil, se o cone não tiver resistência ao ser removido do canal: cortar no máximo 3x a ponta 
e se não funcionar pegar um cone imediatamente maior. 
 
 Na seleção dos cones acessórios, não existe uma regra de quantidades, podendo ser colocados 4 ou 
5 para canais amplos. 
 
 Importante saber que o cone acessório não irá adaptar no CT, diferente do cone principal. O 
acessório preenche terço médio e cervical. 
 
 Lembrar de secar bem com canulas de maior e depois de menor calibre (roxas), seguido por papel 
absorvente, o qual também deve ser selecionado com base no diâmetro cirúrgico e cone principal 
que eu selecionei. 
 
 Até quando usar papel absorvente? Por 3seg dentro do canal, ir trocando até que o último saia seco. 
 
 Os cones são removidos do hipoclorito e posicionados em gaze estéril! 
 
 A manipulação do sealer é vigorosa e em movimentos circulares, agregando pó e líquido de maneira 
proporcional, devendo ficar brilhante e em ponto de fio de bala (1 a 2mm puxando da placa de vidro). 
Inserção dos cones acessórios de forma passiva inicialmente (sem ajuda de instruemnto) e depois 
passiva, tendo como ajuda o espacador digital para criar espaço