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11 - Radiologia aplicada à endodontia

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Radiologia aplicada à endodontia Prof. Amanda Candemil 
Leticia Moda / @leticia_odontolover 
Objetivos: 
 Auxiliar no diagnóstico das alterações dentárias e perirradiculares 
 Abaixo: imagem periapical com área hipodensa internamente na raiz; dente 11 com linha hipodensa 
horizontal sugestiva de fratura; imagem hipodensa bem delimitada em região de periápice, sugestiva 
de lesão periapical, associada com imagem sugestiva de reabsorção externa noterço apical. 
 
 Determinar número, localização, forma e direção das raízes e condutos radiculares 
 Avaliação do volume e dimensão da câmara pulpar 
 Pré-molar e um molar com raízes na palatina; raízes M e D no 34; dilaceração radicular no 11 
 
 Avaliar o comprimento do dente antes da instrumentação 
 
 Avaliar obturação dos canais (dos cones de guta percha) 
 
 Auxiliar na avaliação do sucesso do tratamento, por meio de radiografias de controle 
 Dente 22 com tratamento de canal insatisfatório, associado a uma imagem hipodensa no periápice. 
Foi feito retratamento e pode-se perceber a regressão da lesão com as radiografias de 
acompanhamento. 
 
 
 
 
Radiografias no tratamento endodôntico: 
 Diagnóstico ou estudo 
 Confirmação de odontometria 
 Prova do cone 
 Qualidade da obturação 
 Final 
 
Tipos de radiografia 
Convencional 
 Filme convencional (parte sensível – branca) 
 Feixe incide no dente de interesse, com o filme convencional atrás, faz-se o posicionamento químico 
(revelador – água – fixador – água). 
 
Digital 
 Dois métodos: sensor sólido e placa de fósforo 
 Sensor sólido não é flexível e é desconfortável ao paciente. Bolinhas brancas orientam à área útil do 
receptor (borda não recebe imagem) 
 Placa de fosforo é tão flexível quanto o filme convencional, tornando mais fácil a técnica e 
confortável ao paciente 
 Na placa de fósforo: feixe incide no receptor de imagem e a placa deve ser inserida em um equipamento 
com conversor digital analógico (scanner de imagem), e depois a imagem aparece no computador. 
 No sensor sólido: feixe incide no receptor de imagem, produzindo automaticamente a imagem no 
computador (sem o equipamento scanner). 
 
 
 A grande diferença entre a radiografia convencional e a digital é a escala de densidade, de modo que a escala é 
contínua na imagem radiográfica convencional obtida, sem grande diferenciação dos níveis de cinza. Já na digital 
consegue-se ver essa escala mais descontínua, principalmente quando há ampliação. Além disso, quanto ao 
armazenamento, tem-se o filme físico na radiografia convencional, a digital armazenamos no computador com 
qualidade garantida por tempo indeterminado. 
 
 
 Seja convencional ou digital, as mais realizadas são as periapicais. 
Periapicais 
 Técnica da Bissetriz, Paralelismo e Técnica de Clark 
 Para ambas o posicionamento do filme anterior é na vertical e posterior na horizontal 
 O filme tem que envolver toda a região de interesse 
 Face branca voltada para o raio X e o picote para incisal/oclusal 
 
 Margem de segurança acima da face oclusal/incisal para não que não haja corte 
 
 Importante selecionar os parâmetros de exposição 
 Convencional geralmente é um tempo de exposição maior 
 Levar em conta: estatura óssea (adulto/infantil) e peso (gordo/magro) 
 
 Técnica do paralelismo 
 Feixe central deve incidir perpendicularmente ao longo eixo do dente e coincidir com o longo eixo 
do filme 
 Necessidade de posicionador (diferente para a endodontia para que não haja interferência na lima 
ou na guta percha) 
 
 
 Técnica da bissetriz 
 Também conhecida como técnica da bissecção do ânguloou técnica do cilindro curto 
 Sem uso do posicionador 
 Se baseia na regra da isometria de triângulos  Na prática: o feixe deve incidir perpendicularmente à 
linha bissetriz, formada pelo longo eixo do dente e o longo eixo do filme. Além da angulação vertical 
(da linha imaginária da bissetriz), devemos nos preocupar com a angulação horizontal, deve incidir 
paralelamente às faces proximais dos dentes. 
 
 
 Quando é realizada a radiografia periapical bissetriz com a técnica correta, tem-se um tamanho compatível 
com o real 
 
 Quando o ângulo vertical é menor que o ideal (feixe incidido perpendicularmente ao longo eixo do dente), 
tem-se um alongamento do objeto 
 
 
 Quando o ângulo vertical é maior que o ideal (incidido perpendicularmente ao longo eixo do filme), tem-se 
um encurtamento do objeto 
 
 
 Para ajudar com a angulação do dente, do filme, imaginar a linha bissetriz, tem-se ângulos pré-definidos 
para cada região de interesse  ângulos pré definidos, não devendo necessariamente ser usados, mas 
ajudam a guiar: 
 
 
 Posicionamento do cabeçote 
 Superiores: angulação positiva, com cabeçote voltado p/ baixo 
 Inferiores: angulação negativa com cabeçote voltado p/ cima 
 
 Região superior – Técnica periapical de bissetriz: 
 Orientação da cabeça do paciente 
 
 Áreas de incidência do feixe de raios X 
 
 Posicionamento do receptor de imagem: polegar da mão do lado oposto e mão aberta 
 
 
Dentes superiores – Técnica periapical de bissetriz: 
 Incisivos centrais: 
 
 
 
 
 
 Incisivos laterais e canino: 
 
 
 Pré-molares: 
 
 
 Molares: 
 
 
 Região superior – Técnica periapical de bissetriz: 
 Orientação da cabeça do paciente 
 
 Áreas de incidência do feixe de raios X 
 
 Posicionamento do receptor de imagem: 
 
 
Dentes inferiores – Técnica periapical de bissetriz: 
 Incisivos inferiores 
 
 
 Canino 
 
 
 Pré-molares 
 
 
 
 
 Molares 
 
 
 Toda essa técnica da bissetriz deve ser feita com o paciente com isolamento e com o arco 
 
 
Técnica de Clark – Método de localização 
 Princípio de Paralaxa: “Quando dois objetos encontram-se em relação a um observador, o mais próximo ao 
ao bservador encobrirá o mais distante” 
 Duas radiografias da mesma região, mudando somente a angulação horizontal 
 
 Quando dois objetos estão na mesma linha reta em relação ao observador e este desloca-se: 
 O objeto mais próximo desloca-se no sentido contrário ao deslocamento do observador 
 O objeto mais distante desloca-se no mesmo sentido do deslocamento do observador 
Similar Lingual / Oposto Vestibular  SLOV 
 
Deslocamentos p/ direita e esquerda: lata verde foi para o lado oposto (“vestibular” – mais perto) e lata azul 
acompanhou (“palatina” – mais longe) 
 Para odontologia: 
 Radiografia ortorradial 
 Muda angulação horizontal do cabeçote para mesial ou distal 
 
 
 
 
Exemplos: 
 Feixe foi deslocado para mesial  objeto metálico foi na mesma direção  está por lingual 
 
 Feixe foi deslocado para distal  dente incluso foi na mesma direção  está por palatino 
 
 Angulações: 
 
 Feixe foi deslocado para mesial  raiz do lado contrario (1) é a vestibular e a raiz que acompanhou o 
movimento (2) é palatina 
 
 Feixe foi deslocado para mesial  raiz do lado contrario (2) é a vestibular e a raiz que acompanhou o 
movimento (1) é palatina 
 
 
Processamento radiográfico: 
Levar em consideração: 
 Luminosidade 
 Temperatura e líquidos 
 Tempo de exposição 
 Secagem: naturalmente 
 
 
Erros de processamento: