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Planejamento Familiar e Contracepção

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deve ter a autorização 
judicial. 
• Na vasectomia se faz a ligadura do ducto deferente, podendo ser realizado apenas com anestesia 
local. 
 
• Lembrem-se que esse procedimento não altera o aspecto do sêmen e não afeta o desempenho sexual. 
• Na ligadura tubária realiza-se a obstrução do lúmen tubário, principalmente o istmo, seja com fio cirúrgico 
e/ou secção da trompa, eletrocoagulação ou obstrução mecânica com clips ou anéis. 
 
• Com isso, se impede o transporte do óvulo e o encontro dos gametas femininos e masculinos. Pode ser 
realizado tanto por via laparotômica, laparoscópica, vaginal ou histeroscópica. 
• É vedada ao médico realizar histerectomia, ooforectomia ou cesária para fins exclusivos de 
esterilização. 
CONTRACEPÇÃO DE EMERGÊNCIA 
• Em todo o mundo, apesar da disponibilidade de métodos contraceptivos, o número de gravidezes indesejadas 
é muito elevado. 
• A contracepção de emergência é um método que visa prevenir uma gestação inoportuna após relação 
sexual. 
• Pode ser indicada no ato sexual desprotegido, falha ou uso inadequado do método contraceptivo em 
uso ou violência sexual. 
• Os contraceptivos de emergência atuais geralmente são efetivos e seguros, apresentando poucos efeitos 
adversos. Com isso, reduz a quantidade de abortamentos inseguros e garante o planejamento familiar. 
• O mecanismo de ação desses métodos varia de acordo com o período do ciclo menstrual no qual é 
utilizado. 
• Se o uso ocorre na primeira fase do ciclo, antes do pico do LH (hormônio luteinizante), ele altera o 
desenvolvimento folicular, impedindo ou retardando a ovulação. 
• Já quando é usado na segunda fase do ciclo menstrual, ou seja, após a ovulação, ele modifica as 
características do muco cervical, deixando-o mais viscoso e com isso alteração o transporte dos 
espermatozoides. 
• Atualmente estão disponíveis vários métodos contraceptivos de emergência. 
• Os mais utilizados são o método Yuzpe e o contraceptivo de levonogestrel isolado, ambos são igualmente 
eficazes, podendo ser utilizado até 5 dias após o ato sexual desprotegido. 
• Entretanto, sua eficácia é inversamente proporcional ao tempo decorrido desde a atividade sexual, 
sendo recomendado o uso até 72 horas após o ato. 
• Pela comodidade posológica e menos efeitos colaterais, o método de levonogestrel é o mais indicado. 
• Método Yuzpe: É um contraceptivo combinado que consiste no uso de duas doses de 100 mcg de 
etinilestradiol e 500 mcg de levonorgestrel, com intervalo de 12 horas; sendo que a primeira deve tomada o 
mais próximo possível da atividade sexual desprotegida e até 72 horas depois. 
• Contraceptivo de levonogestrel isolado: Nesse método deve-se ingerir o levonorgestrel na dose de 1,5 mg 
em dose única ou fracionada em duas tomadas, com intervalo de 12 horas. Sendo ambas as formas de uso 
igualmente eficaz. 
• Os contraceptivos de emergência possuem pouco efeito nas menstruações posteriores, sendo que cerca de 
60% das pacientes terão a menstruação no período habitual. 
• Além disso, a única contraindicação do uso é a gravidez documentada, apesar de estudos não 
demonstrarem efeitos teratogênicos para o feto. 
• Pode ocorrer alguns efeitos adversos como náuseas, vômitos, cefaleia e aumento da sensibilidade mamária. 
No entanto, não há nenhuma evidência de que os contraceptivos de emergência exerçam abortamento. 
• O uso repetido desses métodos pode estar relacionado a diminuição da sua eficácia e acentuar distúrbios 
menstruais.