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IDADE MÉDIA

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ROTEIRO DE ESTUDO 
IDADE MÉDIA 
Motivos que permitiram as invasões bárbaras no Império Romano: 
- crises na administração interna de um Império muito grande 
- exército desorganizado e ineficiente 
- pressão que as tribos germânicas vinham recebendo do oriente, com os 
avanços dos hunos para o Ocidente 
 
Povos bárbaros: francos, ostrogodos, visigodos, vândalos, anglo-saxões e hunos 
 
Heresia: é uma doutrina que se opõe frontalmente aos dogmas da Igreja. Fora 
do contexto da religião, uma heresia também pode ser um absurdo ou 
contrassenso 
 
Contribuições romanas: o caráter sagrado da monarquia, o sistema de colonato 
(arrendamento de terras, o trabalhador é obrigado a entregar ao proprietário 
parte da sua colheita em troca da utilização de uma parcela de terra) e villas 
(grandes propriedades agrícolas, que deram origem aos feudos) 
 
Contribuições germânicas: comitatus (bando formado por jovens guerreiros que 
juravam lealdade e fidelidade ao chefe, originou a relação de suserania e 
vassalagem), beneficium (doação de terras) e direito consuetudinário (baseado 
na tradição e nos costumes) 
 
Cruzadas Santas 
Motivações: 
- marginalização decorrente do crescimento demográfico 
- persistência do direito da primogenitura 
- possibilidade de enriquecimento 
- libertação de lugares religiosos tradicionais 
 
Consequências: 
- reabertura do Mediterrâneo 
- renascimento do comércio com o Oriente 
- enriquecimento da burguesia 
- enfraquecimento dos senhores feudais 
 
Características do Feudalismo 
O Feudalismo foi uma organização econômica, política, social e cultural baseada 
na posse da terra, que predominou na Europa Ocidental durante a Idade Média 
 
Sociais 
- sociedade estamental 
- não existia mobilidade social 
- clero (rezam), nobreza (combatem) e servos (trabalham) 
Religiosas 
- igreja católica 
- poder temporal e espiritual 
 
Políticas 
- poder descentralizado 
- poder local (senhores feudais) 
 
Econômicas 
- agrícola de subsistência 
- feudo (unidade de produção) 
 
Suserania e Vassalagem 
A relação de suserania consistia em: um nobre (suserano) doava um feudo para 
outro nobre (vassalo), e em troca, recebia fidelidade e favores 
Cerimônia de homenagem: sacramentava os laços de dependência pessoal 
 
Relações entre servos e senhores 
Os servos deviam uma série de obrigações: corveia, talha, banalidades, mão-
morta, capitação, tostão de Pedro ou vintém 
 
Na visão cristã: as relações sociais do Feudalismo 
Estabelecida em uma sociedade marcada pelo pensamento religioso, a Igreja 
esteve nos mais diferentes extratos da sociedade medieval. A própria 
organização da sociedade medieval (dividida em Clero, Nobreza e Servos) era 
um reflexo da Santíssima Trindade. Além disso, a vida terrena era desprezada 
em relação aos benefícios a serem alcançados pela vida nos céus. Dessa maneira, 
muitos dos costumes dessa época estavam influenciados pelo dilema da vida 
após a morte 
 
"O ar da cidade torna o homem livre". 
Relacione o provérbio alemão do século XI com o renascimento comercial 
urbano 
O ar da cidade torna o homem livre, pois, na baixa Idade Média, os centros 
urbanos em luta por seus direitos libertaram-se, em parte, da tutela feudal. Os 
impostos cobrados em dinheiro, as atividades bancárias, a força política dos 
comerciantes (burguesia), o crescimento das corporações de ofícios, a retomada 
com mais vigor das rotas de comércio internacional impuseram um novo modo 
de viver ao mundo citadino 
 
O papel das cidades na transição da Idade Média para a Moderna 
O crescimento da população, verificado entre os séculos XI e XIV, foi 
extraordinário. Os nobres aumentaram em número e tornaram-se mais 
exigentes com relação aos seus hábitos de consumo: isso determinava a 
necessidade de aumentar suas rendas e para consegui-lo, aumentou-se 
grandemente o grau de exploração da massa camponesa. Esta superexploração 
produziu protestos dos servos, consubstanciados em numerosas revoltas e fugas 
para as cidades. A repressão a esses movimentos foi enorme, mas a nobreza e o 
alto clero tiveram razões para temer por sua sobrevivência. 
 
No plano social, ao lado dos problemas já levantados, importa verificar o 
crescimento de um novo grupo: a burguesia comercial, residente em cidades que 
tendiam para uma expansão cada vez maior, pois passaram a atrair os 
camponeses e os elementos ”marginais” da sociedade feudal. 
 
Durante a Idade Média, os cristãos do Ocidente organizaram expedições contra 
os "infiéis" que ocupavam os Lugares Santos. Quem eram os "infiéis" e como 
foram essas expedições? 
Os "infiéis" eram os muçulmanos (árabes e turcos) que, a partir do século VII, se 
expandiram pelo Oriente Médio e Próximo e pela Bacia do Mediterrâneo, 
ocupando inclusive Jerusalém. As expedições, organizadas por inspiração da 
Igreja a partir do final do século XI, são as Cruzadas; no entanto, embora 
proclamassem como seu objetivo a libertação da Terra Santa (Palestina), as 
Cruzadas devem ser entendidas como uma tentativa de solução para a crise do 
feudalismo 
 
Categoria social que saiu ganhando com as Cruzadas 
Burguesia 
As Cruzadas causaram o enfraquecimento da aristocracia feudal, fortaleceram o 
poder real e possibilitaram a expansão do mercado. A civilização oriental 
contribuiu muito para o enriquecimento cultural europeu, promovendo 
desenvolvimento intelectual. 
 
Jacqueries ou Revolta dos Jacques 
O uso desse termo tinha origem na expressão “Jacques bon homme”, termo 
dirigido aos camponeses que significava “Jacques, o simples”, apelido pejorativo 
dado aos camponeses pela nobreza. 
 
As Jacqueries, também conhecida como Revolta dos Jacques, foram rebeliões 
camponesas ocorridas na França em 1358. Estão relacionadas com a crise do 
feudalismo na Idade Média. Através destas revoltas, os camponeses buscaram 
melhorar suas condições de vida, através da eliminação da forte exploração 
imposta pela nobreza medieval francesa 
 
Revoltas Urbanas 
No século XIV, em decorrência da Peste Negra e da Guerra dos Cem Anos 
(França e Inglaterra), ocorreu uma diminuição da produção agrícola, que 
ocasionou a falta de alimentos e consequente fome por grande parte da Europa 
Feudal. Com a situação social alarmada, os senhores feudais passaram a 
aumentar as taxas de impostos para os camponeses, situação esta que levou a 
diversas revoltas camponesas e ataques aos senhores feudais 
 
Tríade do Século XIV 
Fome, Peste e Guerra 
Peste Negra: Em pouco tempo, milhares de europeus foram dizimados por uma 
terrível epidemia que se alastrou graças às péssimas condições de higiene 
daquela época. Além de causar tantas mortes, essa doença também foi 
responsável por um grande declínio populacional 
 
Fome: A morte de tanta gente acabou provocando um enorme desordenamento 
ao processo produtivo daquela época. As atividades comerciais retraíram, bem 
como as propriedades feudais desaceleraram a sua capacidade de produção. 
Causando a escassez de alimento 
 
Guerra: Guerra dos Cem Anos 
 
Guerra dos 100 anos 
A Guerra dos Cem Anos aconteceu na Idade Média, entre os anos de 1337 e 1453 
(duração de 116 anos). Esta guerra envolveu os reinos da França e Inglaterra. 
Foi a principal e mais sangrenta guerra europeia do período medieval. 
 
O conflito militar foi causado, principalmente, pela rivalidade entre Filipe de 
Valois, proclamado rei da França depois da morte de Carlos IV (último da 
dinastia dos capetos) e Eduardo III da Inglaterra. Este último pretendia ter 
direito à coroa francesa por parte de sua mãe. Disputas territoriais e comerciais 
também influenciaram o conflito. Os ingleses foram vitoriosos na Batalha de 
Crécy (1346) e em Poitiers (1356). No reinado