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Doenças ulcerativas genitais

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CANCRO MOLE
ORIGEM: é uma IST, evolução aguda, causada por
Haemophilus ducreyi; terceira causa mais comum de
úlceras genitais
QUADRO CLÍNICO: lesão ulcerada de base mole, com
bordas irregulares, envolvas por halo eritematoso,
recoberta por exudato necrótico e purulento, com odor
fétido. Acomete genitália externa, ânus e raramente a
cavidade oral
DIAGNÓSTICO: clínico, deve ser pensado após excluir
sífilis e pelas características das lesões; pode-se realizar
exame à fresco 
Exames complementares: pesquisa direta
do pus da lesão com coloração de gram; 
TRATAMENTO: lavagem frequente com
água e sabão + azitromicina 1g VO, dose
única OU ciprofloxacino 500mg VO,
12/12hr por 3 dias (contraindicado para
gestantes, nutrizes e menores de 12 anos)
2° opção: celtriaxona 250mg IM, dose
única, eritromicina 500mg VO 6/6hr por 15
dias, doxaciclina 100mg VO 12/12hr por 10
dias
É IST, DEVE-SE TRATAR O PARCEIRO
DONOVANOSE
ORIGEM: causada por Klebisiella granulomatis, de
evolução progressiva e crônica, é pouco frequente
QUADRO CLÍNICO: Lesões únicas ou múltiplas
granulomatosas e ulcerovegetantes em região genital,
inguinal e perianal, de evolução lenta, progressiva,
indolor e sem linfadenopatia regional. São lesões
altamente vascularizada, que sangram facilmente
DIAGNÓSTICO: é clínico, excluindo-se outras causas. Faz-
se a demonstração do patógeno atravéz da visualização
dos corpúsculos de Donovan, em esfregaço de material
da lesão ou biópsia
TRATAMENTO: 
1ª opção: Doxiciclina 100mg VO 12/12 horas,
por 21 dias
Em gestantes: Esterato de Eritromicina ou
Azitromicina
2ª opção: Azitromicina 1g VO 1x semana, por
3 semanas ou Ciprofloxacino 750mg VO
12/12hr, por 3 semanas ou Sulfametoxazol –
Trimetoprim (800/160mg) VO 12/12 horas,
por 3 semanas ou associar Eritromicina
500mg VO 6/6hr por 3 semanas +
Gentamicina 1mg/kg EV 8/8hr, em alguns
casos mais graves.
Giovanna de Freitas Ferreira
Medicina UFR 
L INFOGRANULOMA VENÉREO
ORIGEM: é uma doença do tecido linfático,
sendo IST, causada por Chlamydia trachomatis
QUADRO CLÍNICO: causa linfangite e
linfadenite supurativa, com disseminação para
o tecido adjacente. 
No estágio primário (fase de inoculação) é uma
pápula indolor levemente ulcerada, involuindo
sem deixar cicatriz, geralmente na glande do
pênis, interior da vagina ou cérvice.. 
O estágio secundário ocorre depois de 2-6
semanas, há disseminação linfática, com
gânglios firmes, dolorosos, móveis, aderidos a
pele, eritematosa e descamativa. Quando se
rompe, há secreção purulenta. Forma
abcessos necrosantes, podendo formar
fístulas. Pode haver febre, mal estar, cefaleia,
anorexia, sudorese, etc. 
No estágio terciário (síndrome anogenital), é a
fase de sequelas, resultado de lesões
progressivas, hipertróficas, necróticas. Pode
haver sangue e pus nas fezes, tenesmo, febre,
emagrecimento, dor, fibrose, estenose retal,
fistulas reto-vaginal, abcessos peritoneais, etc
DIAGNÓSTICO: clínico, mas pode-se fazer
exame direto do esfregaço,
imunofluorescência direta, sorologia para IgG,
cultura
Tratamento: doxaciclina 100mg VO 12/12hr
por 21 dias OU eritromicina (estearato) 500mg
VO 6/6hr or 21 dias OU Azitromicina 1g, via
oral, 1 vez por semana, por 3 semanas 
Se os parceiros forem assintomáticos, tartar
com Azitromicina 1g, via oral, dose única, ou
Doxiciclina 100mg, via oral, de 12 em 12 horas,
por 7 dias.
ORIGEM: causada por Treponoma pallidum. A
transmissão é sexual, contato com lesões e
seus fluidos. Pode ser congênita
QUADRO CLÍNICO: Dividida em recente
(menos de 1 ano de evolução) e tardia (mais
de 1 ano
Primária: lesão única em paciente que nunca
teve lesão, ulcerada, no lugar em que foi
inoculado o treponema (geralmente área
genital) rósea, fundo limpo, brilhante, sem
sinais inflamatórios, com borda infiltrada e
dura, indolor (cancro duro), com adenopatia
regional, cura espontâneamente
Secundária: aparece de 4-8 semanas após
lesão inicial, tem máculas eritematosas, ovais,
descamativas, em toda a pele. Pode
acompanhar adenopatia generalizada,
artralgias, febre, cefaleia. Pode haver lesões
em mucosas (muito contagiosas). Nas
genitálias, as lesões podem se unir e formar
uma placa (condiloma plano ou lata)
Latente: sem sinais clínicos, é diagnosticada
atravéz de achado de exame 
Terciária: surge após períodos variados de
latência, e acomete até 30% dos pacientes.
sendo considerada rara. Pode ter lesões
nódulo ulceradas e gomas na pele e mucosas,
órgãos internos e ossos. Acomete sistema
cardíaco, nervoso, entre outros.
DIAGNÓSTICO: 
Testes não treponêmicos: VDRL (anticorpos
não específicos)
Testes treponêmicos: FTA-ABS (anticorpo
treponêmico)
HERPES GENITAL
ORIGEM: é causada pelo vírus Herpes-simples tipo 1 e 2
QUADRO CLÍNICO: tem lesões pápulo-vesiculares
agrupadas, com conteúdo claro, que se rompem
formando pequenas ulceras e posteriormente, são
recobertas por crostas (é comum existir os 3 estágios da
lesão juntos: vesícula, úlcera e crosta). Pode haver outros
sintomas juntos, como queixas urinárias, adenopatia,
prurido, mal-estar. As lesões são recorrentes
DIAGNÓSTICO: clínico, podendo usar exames como
citodiagnóstico no papanicolau, esfregaço, etc
Exames complementares: pesquisa direta
do pus da lesão com coloração de gram; 
TRATAMENTO: nao existe tratamento
definitivo, não se pode erradicar o vírus,
mas trata-se com:
Aciclovir 400mg VO 8-8hr por 7-10 dias OU
200mg VO 4/4hr por 7-10 dias
Valaciclovir 1g VO 12/12 hr por 7-10 dias
Outros derivados do aciclovir podem ser
usados
Giovanna de Freitas Ferreira
Medicina UFR 
SÍF IL IS
TRATAM
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